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4. Integrering, assimilering og segregering

4.3 Ekteskap – indikator på integrering?

Efeitos tóxicos de crioprotetores no sêmen de peixes têm sido observados especialmente quando utilizados em altas concentrações. Por esta razão, o teste de toxicidade deste trabalho envolveu a concentração de 10%, sendo a mais comumente utilizada na criopreservação (Maisse et al., 1998). A criosolução de Ringer + Metilglicol 10% na diluição de 1:3 foi a que mais se aproximou ao grupo controle (80% de motilidade total), embora os tratamentos que utilizaram o DMSO tenham apresentado valores muito próximos, estes apresentaram maior número de espermatozóides com movimentos médios e lentos. Godinho et al. (2003), trabalhando com o sêmen de tilápia-nilótica, na diluição de 1:10, em meios com DMSO ou etilenoglicol (10%), registraram 92 e 88% de motilidade no primeiro minuto de ativação, respectivamente. Da mesma forma, Melo e Godinho (2000) utilizando os mesmos meios diluentes, na mesma proporção, a temperatura ambiente, obtiveram motilidades de 87 e 82%, respectivamente, em Brycon orthotaenia, indicando que os crioprotetores utilizados no presente trabalho podiam ser bons candidatos para experimentos de criopreservação. Apesar de não haver informações disponíveis sobre o uso do metilglicol no resfriamento ou toxicidade de sêmen de Piaractussp, esta substância tem sido utilizada em experimentos de criopreservação com outras espécies brasileiras (Maria et al., 2006). O efeito dos crioprotetores na viabilidade dos espermatozóides deve ser avaliado quando se tem a intenção de

2006).

No caso dos meios diluentes, Murgaset al. (2007) e Milioniri (2006) utilizaram o BTS a 5%, acrescido de metanol ou DMSO a 10%, na diluição de 1:4. O diluente BTS possui alguns componentes semelhantes ao diluente Ringer, como o bicarbonato de sódio e o cloreto de potássio, não havendo diferença significativa entre seus tratamentos, apresentando motilidades médias de 86% ao ser ativado com bicarbonato de sódio 60 mM, o que supera bem pouco a motilidade obtida neste estudo, ativada com cloreto de sódio 50 mM. Ao contrário, Cruz (2001) observou valores de motilidade de 62% para o sêmen de curimbatá (Prochilodus lineatus) em diluente contendo DMSO a 10%, embora a duração média da motilidade fosse superior àqueles acrescidos de etilenoglicol. O sêmen de piracanjuba, ao ser resfriado a 4°C com BTS por 0, 72 e 144 horas, alcançou motilidades médias de 76% (Murgaset al., 2004).

Os meios diluentes como Ringer, Glicose ou Solução Fisiológica e água de coco industrializada (KeroCoco) já foram testados por Muchlisin et al. (2004) e Maria et al. (2006). No primeiro estudo, após 24 horas, o sêmen resfriado a 4°C na diluição de 1:20 registrou 65% de movimento para a Glicose e 71% para o Ringer. Por outro lado, estes autores, ao manter outras amostras a 23°C nos primeiros 15 minutos, obtiveram motilidades de 80% em ambas as soluções. No segundo estudo, nota-se que depois de uma hora, observa-se 83% de espermatozóides móveis na água de coco industrializada (KeroCoco) e 63% no Ringer Ginsburg na diluição de 1:5. De forma similar, Carvalho et al. (2002) diluiu o sêmen de carpa em meio diluente à base de água de coco in natura e registrou 71% de espermatozóides móveis após 30 minutos.

A composição do Ringer basicamente consiste em NaCl, KCl, CaCl2 e NaHCO3,

contendo assim alguns íons, como K+ e Ca2+, que estão ausentes nos outros diluentes testados, o que poderia explicar as diferenças observadas quanto à porcentagem de espermatozóides móveis. O fluido seminal em peixes geralmente tem altas concentrações de íons K+, Na+ e Cl-, mas baixas concentrações de Ca2+ e Mg2+, embora estes íons tenham papéis variados em inibir ou ativar os espermatozóides de peixes em cada espécie. Portanto, muitas características dos espermatozóides de peixes são espécie-especificas (Muchlisin et al., 2004).

sêmen de peixes têm sido realizadas e, como se percebeu nos trabalhos anteriormente mencionados, estas aparentam ser muito variadas entre as espécies de peixes, apresentando melhores resultados no resfriamento de pirapitinga, na diluição de 1:3 nas criosoluções com metilglicol e na diluição de 1:5 com DMSO. No caso dos tratamentos com Glicose só foi testada a diluição de 1:7, verificando que esta, em proporções maiores no resfriamento, não está sendo tão eficaz como em outros ensaios com vários peixes brasileiros, obtendo resultados promissores nas diluições de 1:3 e 1:4 (Carolsfeld et al., 2003).

Em Piaractus brachypomus a ativação da motilidade é breve (ao redor de 1 minuto), sendo necessário o uso de métodos rápidos e precisos para avaliar a qualidade do sêmen através da cinética espermática (porcentagem de espermatozóides móveis, qualidade do movimento, velocidades, etc.). A velocidade inicial de deslocamento dos espermatozóides de pirapitinga a fresco (113 µm/s) esteve em uma faixa similar às observadas em teleósteos de água doce como Chalcalburnus chalcoides(84.6±17.4 µm/s; Lahnsteiner et al., 1999); Perca fluviatilis (122±22 µm/s; Lahnsteiner et al., 1995); Onchorhynchus mykiss (105±18.8 µm/s; Lahnsteiner et al., 1999); Silurus glanis (125±10 µm/s; Billard et al., 1997). Os outros parâmetros de velocidade avaliados por Ravinder et al. (1997) para o sêmen de carpa in natura, variaram de 31 a 148 µm/s para a VSL, e de 138 a 145 µm/s para a VCL.

No teste da toxicidade, o T3 (Ringer + Metilglicol 10%) foi o que mais se acercou ao grupo controle quanto à velocidade curvilinear (VCL) enquanto as outras duas velocidades (VSL e VAP) não variaram consideravelmente, exceto no caso do T2 (ACP-104 + DMSO 10%) na VAP. Poucos estudos foram realizados com o objetivo de avaliar a toxicidade através do CASA nas diferentes velocidades, sendo difícil comparar dados, já que sempre se avaliam diferentes crioprotetores, meios diluentes, diluições e tempo de resfriamento. Por outro lado, Rurangwa et al. (2001) reportam, como no presente estudo, pouca diminuição das velocidades ao cabo de 30 minutos de resfriamento a 4°C, caindo a VCL de 55 a 45 µm/s, a VSL de 49 a 35 µm/s e a VAP de 50 a 40 µm/s, entre as amostras a fresco e diluídas em Mounibs + DMSO 8%. É provável que neste último caso as diferenças entre os tratamentos se devam à velocidade em que o crioprotetor penetra na célula, e que o metilglicol entre e saia da célula mais rápido do que o DMSO, ambos a 4°C.

decrescer a velocidade, embora não sejam observadas diferenças estatísticas. Nos experimentos com bagre africano, Mansour et al. (2004) não encontraram diminuição significativa da velocidade em diferentes diluições a 4°C, permanecendo entre 108 e 100 µm/s e só diminuindo um pouco com a maior diluição. É possível que, ao aumentar as diluições, os componentes do plasma seminal percam sua influência protetora, como acontece com as atividades líticas enzimáticas no plasma seminal dos peixes, as quais decrescem sob essas condições (Lahnsteiner et al., 1997).

Como os procedimentos que antecedem o congelamento do sêmen de peixes geralmente devem ser conduzidos em pouco tempo, o período de estabilização entre o crioprotetor e o sêmen (15 minutos) empregado no presente estudo certamente favoreceu a manutenção da qualidade seminal de pirapitinga, permitindo o congelamento de amostras com viabilidade assegurada. Em futuros experimentos de resfriamento de sêmen ou toxicidade dos crioprotetores em tempos mais prolongados, seria necessário subministrar oxigênio para evitar seu rápido deterioramento, assim como antibióticos e antifúngicos, avaliando a viabilidade das criosoluções através da cinética espermática.