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EKSTRAKTSTOFFER .1 Generelt

PS / José Sócrates PSD / Passos Coelho CDS / Paulo Portas PCP / Jerónimo de Sousa BE / Francisco Lousã

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passou o CDS42, o partido de Paul Portas. Por último, em relação ao PCP43 de Jerónimo de

Sousa o Correio da Manhã referiu o partido e a sua posição em duas peças, já o Público nunca fez destaque ao partido. Por último, no que diz respeito ao Bloco de Esquerda e a Francisco Louçã, o Correio da Manhã fez referência ao partido em duas peças e o Público em três. Ou seja, no que toca ao destaque que os vários partidos ocuparam nos dois jornais verifica-se que os partidos mais pequenos (CDS, PCP, BE44) foram marginalizados em detrimento dos partidos

com mais força. Aliás, para além do PS, o partido do governo demissionário e que obviamente ocupou grande destaque nas peças, apenas o PSD foi insistentemente destacado, como sendo a única oposição política que importou ouvir aquando os dois acontecimentos protagonistas da nossa análise. De qualquer forma, vimos que o Correio da Manhã em maiores ou menores quantidades referiu os cinco partidos, já o Público apenas entendeu mencionar o PS, PSD, CDS e BE, não mencionando nunca explicitamente nas suas peças o PCP. Escusado será referir e analisar a questão dos partidos ainda mais minoritários como o caso do P.N.R45., MEP46, PH47,

PPM48, entre outros, que nunca foram referidos pelos dois jornais perante a situação da

rejeição do PEC IV e da demissão do primeiro-ministro.

8. Recurso a elementos gráficos: Fotografia

Numa fase final da análise quantitativa, resolvemos introduzir também a temática da fotografia e da imagem na peça informativa. Após verificarmos ao longo desta análise que a fotografia foi utilizada muito recorrentemente nas nossas peças resolvemos destacar esta situação, bem como a forma como os dois jornais utilizaram a imagem para a complementação das suas peças.

A utilização da fotografia capta a atenção do leitor e é também um elemento de importância para a peça informativa sendo que, muitas das vezes, para além de complementar a informação, ilustra também a situação que está a ser narrada e ajuda o leitor a identificar espaços e personagens e a localizar o acontecimento. Para além de que, constitui também um elemento de atracção para o leitor. Não só contribui para um melhor entendimento da peça, como ajuda também o leitor a identificar ambientes e os protagonistas das peças o que, na nossa perspectiva, constitui uma mais-valia, principalmente, em peças que digam respeito a política e economia.

Visto que, existe, muitas das vezes, uma certa dificuldade da parte do público, principalmente das camadas mais envelhecidas e das mais jovens, em distinguir e identificar alguns actores políticos, vamos verificar como é que um jornal e outro ilustraram as suas

42 CDS-PP (Centro Democrático Social – Partido Popular). É um partido político português dirigido por

Paulo Portas.

43 PCP (Partido Comunista Português) é um partido político português dirigido por Jerónimo de Sousa; 44 BE (Bloco de Esquerda) é um partido político português dirigido por Francisco Louçã;

45 P.N.R. (Partido Nacional Renovador) é um partido político português dirigido por José Pinto Coelho; 46 MEP (Movimento Esperança Portugal) é um partido político português liderado por Rui Marques; 47 PH (Partido Humanista) é um partido político português dirigido por Maria Vítor Mota;

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notícias sobre a informação da rejeição do PEC IV e da demissão do primeiro-ministro, através da fotografia que utilizaram para completar essas mesmas peças e, comparar também qual dos dois recorreu mais à imagem e qual o tipo de conteúdo que mais foi destacado nessas fotografias. Ou seja, que tipo de locais e protagonistas foram evidenciados.

Tabela 10: Utilização de fotografia pelos dois jornais:

Pelo que verificamos, tendo em conta o número de peças que cada jornal realizou sobre o tema e que foram analisadas por nós, tanto um como o outro recorreram bastante ao uso da fotografia nas suas peças. O Público apresenta um total de 43 fotografias nas peças sobre as duas situações, mais três que o Correio da Manhã, contudo, como já referimos, em detrimento do Correio da Manhã, o Público tem também mais peças sobre as nossas duas situações protagonistas desta análise. Relativamente às peças onde o Público recorreu ao uso da fotografia são na totalidade 36 e, curiosamente, no Correio da Manhã são 33, ou seja menos três peças, igualmente à quantidade de fotografias.

9. Principal conteúdo das fotografias

Quanto ao conteúdo das fotografias utilizadas nas peças analisadas, a maioria incide em fotografias de algumas figuras políticas, protagonistas da actual situação político- económica nacional. Ou seja, o topo da tabela é ocupado por figuras como José Sócrates, Pedro Passos Coelho, o ministro das finanças Teixeira dos Santos e o presidente da República Aníbal Cavaco Silva, bem como alguns outros políticos, os quais na tabela 10 denominamos mesmo de ―outros políticos‖. Quanto aos locais mais evidenciados nas fotografias a Assembleia da República é o ambiente natural mais recorrente na maioria das fotografias captadas aos nossos políticos e não só. Muitas vezes aparece simplesmente a imagem da Assembleia das República sem que qualquer político tenha sido destacado, ou seja, aparece

CM PUB Total Total de peças analisadas 44 49 93 Total de peças com fotografia 33 36 69 Total de fotografias em cada jornal 40 43 83

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apenas como um local que ilustra também notícias sobre a actual situação político-económica do país. Já que é na Assembleia da República que se tomam as principais decisões para o país.

Relativamente a outros locais ou ambientes, apareceram esporadicamente outras imagens para ilustrar as peças. Por exemplo, no Correio da Manhã no dia 23 de Março quando o destaque do dia é o aumento das prestações das casas aparece um prédio com algumas faixas nas varandas a dizer ―vende-se‖, já no jornal Público numa notícia em que é referenciada a União Europeia aparece a bandeira da UE. Estas fotografias na tabela 10 foram inseridas na categoria de outros ambientes. Como o caso de alguns directores de bancos e de chefes de outras organizações não políticas que aparecem também em algumas fotografias que foram englobados também na designação de ―outros‖.

Importa ainda referir que o Público foi o jornal que recorreu mais à variedade de fotografias e respectivos protagonistas. Em relação ao chumbo do PEC e à demissão do primeiro-ministro, para além das muitas fotografias utilizadas em que aparecia José Sócrates ou Pedro Passos Coelho, sempre que o jornal referia um outro partido, colocava a respectiva fotografia do representante. Com isto queremos apenas elucidar que ao passo que o Público publicou uma fotografia de Francisco Louçã e uma de Paulo Portas, o Correio da Manhã nunca o fez, apesar de ter evidenciado muitos outros políticos e ter colocado as suas respectivas fotografias.

Na tabela que colocamos a baixo deste texto evidenciamos assim o conteúdo das fotografias nos dois jornais, bem como o número de vezes em que cada figura ou ambiente apareceram e foram destacados, no Correio da Manhã e no Público.

115 Tabela 11. Principais destaques nas fotografias

Figura 7. Principais destaques nas fotografias do jornal Correio da Manhã

CM PUB

Conteúdo de vezes Número % de vezes Número % Total José Sócrates 8 20 11 25,5 19 Passos Coelho 3 7,5 6 13,9 9 Cavaco Silva 5 12,5 5 11,6 10 Teixeira dos Santos 2 5 4 9,3 6 Outros políticos 19 47,5 14 32,5 33 Outros 6 15 1 2,3 7 Assembleia da República 8 20 6 13,9 14 Outros ambientes 2 5 4 9,3 6 20 7,5 12,5 5 47,5 15 20 5

Principais destaques nas fotografias do jornal