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2. Teori og tidligere litteratur

2.2 Ekspertvurderinger

COLANGIOCARCINOMA INTRAHEPÁTICO EN PERRO - RELATO DEL

CASO

Leonardo Fabrício Pavan1 Patrícia Franciscone Mendes1 Paulo Roberto Martin2

Pedro Pinczowski2

Palavras-chave: Colangiocarcinoma, cão, neoplasia, fígado.

INTRODUÇÃO

O colangiocarcinoma, também denominado carcinoma colangiocelular ou carcinoma dos ductos biliares, não é comum em cães, representam menos de 1% de tod\s as neoplasias que ocorrem nessa espécie (1) e constituem cerca de 22% a 41% das neoplasias malignas hepáticas primárias que podem atingir os cães (2). A grande maioria dos cães acometidos pelo colangiocarcinoma possui mais de 10 anos de idade, sendo as fêmeas castradas mais comumente acometidas por esse tipo de neoplasia. Tanto nos humanos como nos cães e gatos o parasitismo por Clonorquis sinensis pode ocasionar alterações no trato biliar levando a uma hiperplasia e proliferação adenomatosa do epitélio biliar (3), podendo culminar no surgimento do colangiocarcinoma. A presença dos parasitas como Ancylostoma spp. e Trichuris vulpis também tem sido associada a um maior risco de surgimento do colangiocarcinoma, nesse caso, o parasitismo pode representar uma causa direta para o desenvolvimento da neoplasia, ou atuar facilitando a exposição do organismo a outros agentes hepatotóxicos (1,4). As condições de risco para o desenvolvimento do colangiocarcinoma incluem colangite esclerosante primária, doenças fibropolicísticas do sistema biliar e cistos hepáticos (5). Os sinais clínicos decorrentes desta neoplasia nos cães são inespecíficos, sendo a icterícia observada em 10% a 40% dos casos. Macroscopicamente, os colangiocarcinomas podem ter aspecto massivo, apresentando-se como nódulo único ou ser formado por múltiplos nódulos geralmente firmes e umbilicados, exibindo coloração

1 Acadêmicos do Centro Regional Universitário de Espírito Santo do Pinhal - UNIPINHAL.

2 Professores do curso de Medicina Veterinária do Centro Regional Universitário de Espírito Santo do

Pinhal - UNIPINHAL. Avenida Hélio Vergueiro Leite, s/n - CEP 13990-000 - Espírito Santo do Pinhal - SP. E-mail para correspondência: [email protected]

branca, branca-acinzentada ou marrom-amarelada, coloração esta que ocorre devido à grande quantidade de tecido conjuntivo característico desses tumores (2). A disseminação metastástica ocorre em 60% a 88% dos casos geralmente acomentendo linfonodos, pulmões e o peritôneo, ocorrendo através da via linfática, sanguínea ou por implantação (1,5).

RELATO DE CASO

Um cão, fêmea, sem raça definida, de cinco anos, foi atendido no Hospital Veterinário (HOVET) do Centro Regional Universitário de Espírito Santo do Pinhal (UNIPINHAL) apresentando dor abdominal intensa ao exame físico, não era responsiva aos medicamentos administrados, sendo estes Buscopan composto® (Abbot, Brasil) dois comprimidos/TID e enrofloxacina 150 mg, um comprimido/BID. O proprietário relatou sete dias de evolução na anamnese. Foi realizada uma laparotomia exploratória com a finalidade de determinar a causa do quadro clínico apresentado. Foram observadas alterações anatômicas relativas ao aspecto e a consistência do fígado, com múltiplas massas de vários tamanhos espalhadas por todos os lobos hepáticos. O animal foi eutanasiado devido ao mau prognóstico, e encaminhado para o Serviço de Patologia Veterinária da mesma faculdade para a realização do exame necroscópico. O exame externo da carcaça revelou ruim estado corpóreo. Ao exame interno foi possível visualizar hepatomegalia marcante, com órgão de bordos arredondados e diversas formações variando de 0,5 cm a 15 cm de diâmetro, algumas em placas e císticas, sendo em sua maioria com uma depressão central . Ao corte as massas apresentavam-se de coloração acastanhada clara com consistência firme, por vezes císticas, drenando líquido seroso de coloração clara. Observou-se ainda ao exame macroscópico atelectasia pulmonar multifocal, e moderada esplenomegalia. A avaliação histopatológica das formações hepáticas demonstrou a presença de proliferações celulares neoplásicas compostas por células cuboidais a colunares, de citoplasma eosinofílico claro e núcleos arredondados a ovalados, com morfologia semelhante ao tecido epitelial dos ductos biliares. Estas células formavam estruturas tubulares entremeadas à moderada quantidade de tecido conjuntivo maduro. O pleomorfismo celular era moderado, com moderada anisocitose e anisocariose. O índice mitótico era baixo, com presença de raras mitoses atípicas. Com base nesses dados o diagnóstico foi de colangiocarcinoma intrahepático bem diferenciado.

DISCUSSÃO

O diagnóstico de colangiocarcinoma foi concluído com base nos achados histopatológicos associados à apresentação macroscópica, que corroboram aos dados obtidos em literatura. Apesar de acometer em menor frequência cães quando comparada com outras neoplasias hepáticas (1,3-5), como o carcinoma hepatocelular, essa neoplasia é um importante diagnóstico diferencial das afecções hepáticas. Em relação à importância clínica, destaca-se a alta incidência de síndromes paraneoplásicas, relativas à insuficiência hepática, além da grande possibilidade da ocorrência de metástases tanto para outros órgãos da cavidade abdominal, como metástases distantes do tumor primário (3-5). Devido à grande quantidade de formações císticas, essa neoplasia poderia ser chamada também de cistadenocarcinoma de ductos biliares, no entanto a relevância dessa subdivisão da classificação histológica é pequena, devido ao semelhante comportamento biológico dessas neoplasias (1,3-5).

CONCLUSÃO

Considerando a raridade dessa neoplasia e sua pouca descrição na literatura, esse trabalho serve como referência para o conhecimento geral das características do colangiocarcinoma, visando acrescentar dados à literatura, facilitando o diagnóstico dessa enfermidade e o entendimento de seu comportamento biológico.

REFERÊNCIAS

1. Cullen JM, Popp JA. Tumors of the liver and gall bladder. In: Meuten DJ. Tumors in domestic animals. 4a ed. Ames: Iowa State Press. 2002. p.483-508.

2. Patnaik AK, Hurvitz AI, Lieberman PH, Johnson GF. Canine bile duct carcinoma. Vet Pathol. 1981; 18: 439-44.

3. Kelly WR. The liver and biliary system. In: Jubb, Kennedy and Palmer’s Pathology of domestic animals. 4a ed. San Diego: California Academic Press. 1993. p.319-406. 4. Hammer AS, Sikkema DA. Hepatic neoplasia in the dog and cat. Vet Clin North Am Small Anim Pract. 1995; 25: 419-35.

5. Crow SE. Tumors of the alimentary tract. Vet Clin North Am Small Anim Pract. 1985; 15: 577-96.

DERMATOFIBROSE NODULAR EM CÃO DA RAÇA PASTOR ALEMÃO: