A produção de zinco refinado permaneceu no patamar de 6,67 milhões de toneladas no mundo ocidental em 2004. Caso a produção dos países orientais fosse incluída, a produção total mundial de zinco refinado alcançaria 10,17 milhões de toneladas. Em 1990, os respectivos totais foram de 5,21 milhões de toneladas para o mundo ocidental e 6,75 milhões para o total mundial, como é verificado através da no Gráfico 2.
Gráfico 2 – Produção de zinco refinado no mundo ocidental Fonte: ILZSG (2006)
Cerca de 70,0% do zinco refinado disponibilizado mundialmente, é produzido a partir de fontes primárias (zinco primário). O complementar é obtido a partir de zinco reciclado (zinco secundário)e as principais fontes de zinco para reciclagem são apresentadas no gráfico 3.
Gráfico 3 – Fontes de zinco reciclado Fonte: Zinc Recycling (IZA-Europe)
O zinco reciclado (secundário) é recuperado a partir de sucata, a partir de compostos químicos como o óxido de zinco, e a partir de pó de aciaria das siderúrgicas. Sucatas podem ser obtidas a partir de telhados e telhas metálicas, produtos injetados, latão, dentre outros.
4000 4500 5000 5500 6000 6500 7000 1990 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 Ano kt Zinco refinado Sucata de Latão 42% Resíduos de Galvanização 27% Sucata de Injetados 16% Pó de Aciaria 6% Chapas de Zinco 6% Indústria Química 2% Outros 1% Sucata de Latão Resíduos de Galvanização Sucata de Injetados Pó de Aciaria Chapas de Zinco Indústria Química Outros
Chapas de zinco usadas são fundidas para a produção de zinco secundário com diferentes graduações, que pode ser utilizado para galvanização geral e para a produção de latão. Sucatas obtidas a partir de borras, cinzas e aparas de zinco, também podem ser recicladas.
A Europa domina a produção de zinco primário no mundo ocidental. Em 2004 a produção européia de zinco refinado foi de 2,17 milhões de toneladas ou os correspondentes 33,0% do total produzido no mundo ocidental. O Canadá foi o segundo mais importante produtor individual com 805 mil toneladas de zinco (ou 12,0% do valor total). O terceiro maior produtor mundial foi a Coréia do Sul, que contabilizou 669 mil toneladas em 2004.
Entre os outros principais produtores, o Japão produziu 635 mil toneladas de zinco metálico refinado em 2004 e a Austrália 474 mil toneladas. Os EUA produziram 355 mil toneladas, seguidos pelo México, que produziu 338 mil toneladas. A produção de zinco refinado na Índia aumentou de 150 mil toneladas em 1990, para 270 mil toneladas em 2004.
Os gráficos 4 e 5 mostram os principais países produtores de zinco refinado em 1990 e 2004, no mundo ocidental.
Gráfico 4 – Principais países produtores de zinco no mundo ocidental (1990) Fonte: ILZSG (2006)
Uma característica observada no período a partir de 1990 tem sido a mudança de produção do mundo acidental, saindo de áreas tradicionais como a Europa e indo em direção a países recentemente industrializados. A participação européia na produção de zinco refinado no mundo ocidental caiu de 42,0% em 1990 para 33,0% em 2004. Durante o mesmo período, a participação da Coréia passou de 5,0% para 10,0%.
Europa 42% Canadá 11% EUA 7% Japão 13% Austrália 6% Outros 21% Europa Canadá EUA Japão Austrália Outros
Gráfico 5 –Principais países produtores de zinco no mundo ocidental (2004)
Fonte: ILZSG (2006)
O Gráfico 6 mostra as mudanças nas capacidades de produção das refinarias de zinco, com o objetivo principal de atender a crescente demanda mundial de zinco. Em 2000, a Europa correspondia a cerca de 31,0% da capacidade total mundial de refino de zinco e a Ásia, mais de 42,0% da capacidade mundial de refino de zinco. As capacidades das refinarias para 2004 indicam um aumento substancial na capacidade da Ásia, com uma capacidade total de refinaria na região aumentando em 808 mil toneladas de 2000 a 2004.
Na Europa a capacidade caiu o equivalente a 46 mil toneladas durante o mesmo período. Uma outra área com alto índice de queda no mesmo período foi a Austrália, onde a capacidade total das refinarias decresceu de 560 mil toneladas em 2000, para 480 mil toneladas em 2004.
Gráfico 6 – Mudanças nas capacidades de produção (.000 t) das refinarias de zinco Fonte: ILZSG (2006) Europa 33% Canadá 12% Coréia 10% EUA 5% Japão 9% Austrália 7% Outros 24% Europa Canadá Coréia EUA Japão Austrália Outros 0 1000 2000 3000 4000 5000 6000
Europa África Am. Norte Am. Latina Ásia Oceania
2000 2004
As produções mundiais das minas de zinco e de zinco metálico têm apresentado um crescimento anual médio de cerca de 2,0 e 3,0%, respectivamente, desde 1990. Se apenas for considerado o mundo ocidental, a produção anual das minas tem crescido a uma média de 1,3% e a produção de zinco metálico tem crescido aproximadamente 1,8%, durante o mesmo período. Dois pontos devem ser observados:
a) A produção mundial de zinco metálico tem passado à frente da produção de minas todos os anos, desde 1993, devido a uma combinação de estoques e de refundição de zinco;
b) No mundo ocidental, a produção de zinco metálico esteve estagnada em 2003 e 2004, e durante oito anos, a partir de 1990, a produção das minas realmente excedeu a produção do zinco metálico.
Há também evidências que confirmam que a China é o fator direcionador das movimentações mundiais nas produções de zinco, seja na forma de concentrado de zinco, seja na forma metálica; favorecidas por um crescimento anual na produção das minas chinesas, de 8,1% ao ano, desde 1990.
No mundo ocidental, o Peru tem crescido em importância como fonte de zinco na forma de concentrados (respondendo por 19,0% da produção de concentrado de zinco no mundo ocidental em 2004, comparativamente com 11,0% em 1990), enquanto que o Canadá tem decrescido em importância (passando de 22,0% da produção do mundo ocidental em 1990, para 12,0% em 2004).
Durante os últimos cinco anos a Ásia vem consolidando sua posição como a principal região mundial de refino de zinco. A Ásia responde atualmente por 46,0% da capacidade mundial de produção de zinco metálico, ao passo que a Europa responde por 26,0%, comparados com 31,0% em 2000.
A China está pronta para consolidar a sua posição como o principal produtor mundial de zinco refinado, embora a maioria das atividades de exploração de minas de zinco esteja acontecendo fora da Ásia; notadamente na Austrália, Peru e Canadá. O fato de a China passar a ser o maior produtor mundial de zinco aponta que no longo prazo, se os atuais índices de crescimento do uso de zinco persistirem, a China passará também à posição de maior importador de concentrado de zinco, o qual será processado internamente, para a produção de zinco metálico.