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A pesquisa mais genérica de informação realiza-se através da web e baseia-se “num sistema de hipertexto disponível na internet – em certos casos com sistemas multimédia de vídeo e áudio – que convida a visitar entidades públicas e privadas que mundializam informações sobre as actividades respectivas” (Correia, 1977: 162).

O aluno, actualmente, ao ter acesso “às redes de telecomunicações como a internet, tem a possibilidade de extrair das fontes informações disseminadas pelo mundo inteiro” (Pouts-Lajus e Riché-Magnier, 1998: 99). Ainda de acordo com estes autores, estas actividades de pesquisa tornam-se formadoras se forem enquadradas num projecto educativo explícito e resultarem em trabalhos individuais ou colectivos.

A World Wide Web é um “vasto armazém de informação, notícias e dados em rápido crescimento” (Gordon e Gordon, 2003: 132) e mais importante do que saber que informação existe na web, é “saber como se pode encontrar a informação que se pretende” (Lemos, 1998: 192). A forma mais eficaz para a encontrar é utilizar as ferramentas existentes na própria rede, que basicamente são de dois tipos: as listas de endereços e os motores de pesquisa (Pouts-Lajus e Riché-Magnier, 1998).

As listas de endereços, ou directórios, são ferramenta de pesquisa que permitem aceder a informações contidas em bases de dados que foi inserida por um processo de registo manual. Como exemplo, temos o Yahoo (http://www.yahoo.com) e o Search (http://www.search.com/).

O motor de pesquisa é uma ferramenta on-line, construída automaticamente, e que permite efectuar pesquisas de conteúdo. Como exemplo temos o Google (http://www.google.com) e o Altavista (http://www.altavista.com). O utilizador digita uma palavra-chave relacionada com um tópico e alcança os registos nas bases de dados que de alguma forma contêm as mesmas palavras (Lemos, 1998; Nielsen, 2000; Cohen,

45 2003). O modo como a informação é indexada varia consoante cada motor de pesquisa, podendo ser realizada por palavras, títulos, URL’s ou por directórios.

O motor de meta-pesquisa, quando lhe é submetida uma questão, interroga simultaneamente vários motores de pesquisa e apresenta numa só página os resultados, sendo apenas “10% dos dados obtidos nos motores que pesquisam” (Carvalho, 2002a: 4). Como exemplo, podemos referir o Metacrawler (http://www.metacrawler.com) e o Ask Jeeves (http://www.ask.com/).

A pesquisa de informação pode ser realizada pelas crianças com a mediação do educador e levar à descoberta do mundo (Cohen, 2000).

Cohen (2003) refere vários caminhos possíveis para aceder à informação na internet: (i) Ir directamente para o site digitando o seu endereço; (ii) Navegar através de uma homepage e das hiperligações nela referenciadas; (iii) Explorar o conteúdo de um directorio, que pode ser criada por universidades, livrarias, companhias, organizações ou por qualquer pessoa individual; (iv) Utilizar um motor de pesquisa da web; (v) Explorar a informação armazenada em bases de dados, mas invisível nos motores de pesquisa; (vi) Juntar-se a grupos de discussão ou Usenet newsgroup, que abrange uma grande riqueza de tópicos e onde o utilizador pode colocar questões a peritos e ler as respostas às questões formuladas por outras pessoas.

Muitas crianças começam as suas sessões online procurando um tópico específico. Este tópico pode ser qualquer coisa, desde a sua banda ou desporto preferidos, uma personagem específica ou um projecto escolar. As crianças devem ser ensinadas a usar os motores de pesquisa e a ler e interpretar a página de resultados. A interpretação é especialmente importante quando se avaliam muitos resultados e para distinguir os conteúdos de qualidade dos maus, embora seja preciso tempo e experiência para julgar a qualidade (Gilutz e Nielsen, 2002).

Após ter sido apresentado o tópico, pode incentivar-se as crianças a ganharem confiança no que já sabem sobre determinado centro de interesse, trabalhá-lo em profundidade, levar a criança a descobrir informações novas, a desenvolver as suas compreensões básicas (Katz e Chard, 1997; Rigiolet, 1998). A criança dos 5 aos 6 anos explora de maneira mais “científica” e sistemática as suas vivências. Procura informações detalhadas abordados anteriormente de forma mais superficial.

No jardim de infância assume particular valor educativo trabalhar com as crianças o sentido de investigação:

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Pensamos ser de extrema importância, porque de inestimável valor educativo presente e futuro, trabalhar com as crianças o seu sentido de investigação. Ensinar-lhes a: recolher informações, diversificar as fontes de recolha, comparar os dados obtidos, documentar as análises, trabalhando uma linguagem apurada, e, ainda, sequenciar as informações tratadas (Rigiolet, 1998: 138).

Oliveira (2002), no seu estudo sobre as estratégias de pesquisa na web por alunos do 1º Ciclo do Ensino Básico, analisou o tipo de preferência dos sujeitos na pesquisa efectuada, podendo estes optar pelo motor de pesquisa Google, ou sites referenciados nos Favoritos. A autora observou que os sujeitos optavam por pesquisar directamente no motor de pesquisa, motivados pelo seu “papel mais dinâmico e desafiante da pesquisa na web” (Oliveira, 2002: 91).

Tal como os adultos, as crianças querem ser capazes de encontrar a informação fácil e rapidamente. Estas apreciam sites que lhes exijam pouco investimento de tempo na aprendizagem (Gilutz e Nielsen, 2002).

2.3.2.1. Avaliar a informação encontrada

A informação que é encontrada 'on-line' deve ser verificada cuidadosamente para avaliar da sua veracidade. Na web, ao contrário do que acontece com os outros meios de comunicação social, todos podemos ser editores e colocar "on-line" o que muito bem nos apetecer. Após a pesquisa efectuada, é necessário avaliar os sites seleccionados. Deve ter-se em atenção a qualidade do site, duvidando dos que são recomendados por voto ou interesse comercial (Carvalho, 2002a).

Alexander e Tate (1996) apresentaram cinco critérios de avaliação da informação que consideram relevantes:

• Autoridade – questiona-se se existe um responsável pela página, se há forma de verificar o legitimidade do patrocinador da página, se o material está protegido por direitos de autor e se o nome do proprietário está explicito;

• Precisão - atesta-se se as fontes de informação estão referenciadas de forma a permitirem a verificação independente, assim como se a informação não tem erros gramaticais, ortográficos ou tipográficos;

47 • Objectividade - questiona-se se a informação é prestada como serviço público,

se está livre de publicidade e se há anúncios e se estes estão bem identificados; • Actualidade - questiona-se a actualização da página, nomeadamente das datas

que indiquem quando esta foi escrita, colocada on-line e revista pela última vez; • Cobertura – questiona-se se há indicação de que a página ainda esteja em

construção, se existe um documento impresso equivalente à página web, se há indicação clara de que a versão na internet está completa ou que é apenas uma parte.

Carvalho (2002a; 2004) refere que a credibilidade da informação pode ser avaliada a partir da análise de vários factores, tais como a página inicial (nome e endereço do autor, datas da publicação on-line e da última actualização), verificar se as hiperligações internas e externas e os respectivos sites são credíveis, a navegação no site (aspecto gráfico, menu e hierarquia), assim como o tipo de textos mencionados (referência a actas de congressos, revistas e livros), comparando sempre que possível, os documentos pesquisados com outros textos sobre o mesmo assunto.

2.3.2.2. Copiar, colar e citar

A utilização da web, dentro de um contexto de aprendizagem permite a liberdade de escolher a informação a ler e a ordem do seu processamento, promovendo a aprendizagem adaptativa e individualizada, que privilegie uma “perspectiva construtivista da aprendizagem e actue como um incentivo do interesse e facilitador da mesma” (Dias et al., 1993:90).

As páginas web podem ser utilizadas como fonte de pesquisa para a realização de trabalhos escolares. Para isso, “basta seleccionar o texto do seu interesse, copiá-lo, colá-lo dentro do seu arquivo de pesquisa e, em seguida, fazer os comentários sobre o texto copiado” (Tajra, 2000: 116).

Os educadores e professores têm um papel fundamental em alertar os seus alunos para noções como plágio e citação (Carvalho, 2004). Sempre que se utiliza material existente na web, quer esteja ou não protegido, deve ter-se sempre a preocupação em identificar a fonte, como o nome do autor e do editor, do título da obra e outros aspectos que se achem relevantes (CDAC, 1985, artigo 76).

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O papel tradicional do direito de autor, de estímulo à criação e defesa dos criadores parece hoje colocado em causa aparentemente pelo aparecimento de uma nova realidade associada à internet, resultado do aparecimento de numerosos 'autores' de informação que o não eram tradicionalmente (Missão para a Sociedade da Informação, 1977: 106).

As informações encontradas na internet deverão ser sempre mencionadas como fonte de bibliografia da pesquisa (Tajra, 2000), desenvolvendo no aluno uma “cultura de correcta citação” (Carvalho, 2004: s.p.).