• No results found

EFTA og omstilling

In document Hvor skulle skapet stå? (sider 31-36)

"A Entrevista é uma das técnicas de colecta de dados para dirigir com eficácia um conteúdo sistemático de conhecimentos , de maneira mais completa possível, com o mínimo de esforço de tempo" . (Rosa & Arnoldi, 2008)

É um procedimento que utiliza essencialmente a comunicação verbal como forma de recolha de informação e que se foca no entrevistado e no seu conhecimento sobre determinado assunto. O grau de profundidade das entrevistas depende, em larga medida, da iniciativa e da liberdade deixada ao entrevistado. Porém, trata-se de informação que não pretende ser generalizável. Nesta pesquisa, todas as entrevistas realizadas tiveram subjacente o princípio do consentimento informado (anexo 4), tendo sido criado para o efeito um protocolo de entrevista (anexo 5).

5.3.1 Tipo de entrevista

Foram utilizadas entrevistas profundas, intensivas e com perguntas abertas, sendo dado aos entrevistados, um espaço significativo para falar sobre os tópicos apresentados. Este tipo de entrevista visou:

Recolher informação, que não foi encontrada ao nível da pesquisa bibliográfica e da análise documental, pretendendo captar essas informações de acordo com a visão pessoal e subjectiva do entrevistado;

Favorecer a interação entre a entrevistadora e o entrevistado, tornando o diálogo mais aberto e favorecendo respostas mais espontâneas;

Aceder mais facilmente às práticas das entidades que os entrevistados representavam e às representações dos mesmos sobre o objecto de estudo deste trabalho – LNES-144. Neste caso concreto, os entrevistados, para além de fornecerem informações centrais e importantes sobre o tema, permitiram ainda, o contacto com outras fontes de evidência, o que se revelou particularmente importante na pesquisa bibliográfica e análise documental63.

5.3.2 O Processo de amostragem

Não se pretende, com esta investigação, efectuar generalizações, pelo que não houve preocupação em que a amostra fosse representativa do universo estudado. Os aspectos a ter em consideração, no processo de amostragem deste estudo, foram:

Entrevista a entidades que fossem, até ao momento, uma referência na actuação de emergência (e não só na área da ES), de forma a compreender esta realidade multifacetada e ir beber inspiração e conhecimento a outras áreas;

Que essas entidades se relacionassem, formal ou informalmente, com o objecto de estudo, de forma a perceber melhor a sua articulação e representações;

Que os profissionais entrevistados tivessem ampla experiência (mais de 10 anos de trabalho na área), de forma a garantir que os dados fossem credíveis, fiáveis e fidedignos;

Resulta que se utilizou a técnica de amostragem de casos típicos (amostra intencional) não probabilística, por a investigadora ter conhecimento de entidades representativas da actuação em emergência, de profissionais que trabalhavam ao nível operacional ou de planeamento, nesse âmbito e ainda de casos típicos de forma a aumentar a autenticidade do estudo.

63 Salienta-se a entrevista efectuada ao Professor Doutor Pedro Hespanha, do Centro de Estudos Sociais, que possibilitou, não só um aprofundamento do conceito de risco social como área da intervenção da ES, mas também a indicação de alguma bibliografia importante para o desenrolar deste

Quadro 9: Amostra e perfil da mesma Linha Nacional de Emergência Social (LNES-144)

Técnico superior com experiência no serviço ao nível do trabalho na Equipa Distrital de Emergência de Lisboa (EDE) e ainda ao nível da triagem por atendimento telefónico na Equipa Central de Emergência (ECE)

Autoridade Nacional para a Protecção Cívil (ANPC)

Coordenação dos Serviços Centrais das Operações de Socorro e Direcção do Planeamento de Emergência

Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM)

Técnico superior que desempenha funções no Centro de Apoio Psicológico e Intervenção em Crise (CAPIC)

Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) Coordenadora das Equipas Distritais de Emergência Social (EDE) Caritas Diocesana (CD) Técnico superior com experiência ao nível da actuação em emergência

social com diferentes populações (crianças e jovens em perigo e população sem-abrigo)

Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML)

Direcção do Serviço de Acolhimento Unificado/Único de Lisboa (SAUL) e Direcção do Serviço de Emergência Social de Lisboa (SES)

Médicos Sem Fronteiras Técnico com experiência de trabalho em emergência em vários países, dentro e fora da Europa

5.3.3 As questões

“É necessário voltar às coisas simples, à capacidade de formular perguntas simples. Uma pergunta elementar atinge o magma mais profundo da nossa perplexidade individual e cole ctiva, com a transparência técnica de uma fisga”. (Santos, 1996: 6 e 8)

Na criação das entrevistas, a principal preocupação foi tentar responder às questões da própria investigadora sobre o tema e o objecto de estudo. De seguida apresenta-se quadro com as questões utilizadas no âmbito dessas entrevistas.

Quadro 10: Questões da entrevista, objectivo das mesmas e tópicos a recolher

Perguntas Objectivo Tópicos

Como é definido emergência no seu serviço?

Essa definição tem sofrido alterações ou modificações ao longo da existência do serviço? Quais?

Recolher informação sobre o conceito em cada um dos serviços e o percurso que o conceito teve (tem) dentro de cada serviço

urgência, crise, risco, perigo, vulnerabilidade, catástrofe

Qual a informação de que dispõe sobre a perspectiva histórica do conceito?

Reunir informação sobre a origem e evolução do conceito a nível internacional e nacional

Como e onde surgiu? Porquê? Precursores? Legislação de suporte

Qual a concepção teórica subjacente à definição, principais vantagens e limitações?

Compilar dados sobre a conceptualização teórica que os diferentes serviços têm para o conceito

Diferentes modelos, circuitos, formas de organização do serviço, vantagens e desvantagens, procedimentos

Quais as especificidades ligadas a um serviço de emergência? Qual a relevância da intervenção de emergência e em especial a intervenção da LNES-144?

Juntar esclarecimentos sobre as especificidades ligadas a um serviço de emergência, o futuro desse tipo de intervenção e o papel da LNES-144 neste tipo de actuação

Tipo de resposta, rapidez, equipas, parcerias, prevenção, acção remediativa, follow-up, hierarquização da emergência, hierarquização das respostas, visão do 144 e sua articulação com o actual contexto político/social/económico e articulação entre serviços

6. Plano de análise

Todos os dados recolhidos foram sujeitos a análise, tendo por base as categorias definidas no guião da entrevista, nomeadamente, o conceito de ES e o seu percurso histórico; os modelos teóricos e práticas neste tipo de serviços, as especificidades ligadas ao trabalho em emergência e o papel da LNES-144 enquanto agente de actuação em ES, no quadro do conjunto das políticas sociais como subsistema das políticas públicas.

A análise focou as singularidades de cada serviço, as principais e diferenças entre os mesmos, pontos de contacto, bem como a sua inter-relação e a forma como têm evoluído os procedimentos de emergência, dentro de cada um dos principais sectores.

Espera-se, que o tratamento dos dados obtidos, através das categorias supra mencionadas, possibilite a compreensão e o aprofundamento do conhecimento sobre o conceito da ES, bem como a forma como o fenómeno é encarado e vivido por parte da LNES-144, de outros serviços e da própria sociedade.

Síntese do Capítulo

 Aborda-se o tema da ES, através de uma pesquisa qualitativa, usando um estudo exploratório que vai tentar compreender, descrever esse conceito/fenómeno através do Estudo de Caso da Linha Nacional de Emergência Social - LNES-144.

In document Hvor skulle skapet stå? (sider 31-36)