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D EFINISJON AV FINANSSKATT

No PROFA, para as concepções de professor, ensino e aprendizagem, foi estabelecido, segundo os materiais do Programa, um modo de consecução de procedimentos que privilegiam o aprofundamento do conhecimento didático, a articulação teoria-prática, a documentação escrita do trabalho realizado ao longo do curso, a socialização de experiências e a aprendizagem em parceria. Quanto ao modo de efetivação do curso de formação de alfabetizadores, o PROFA se estrutura com as estratégias metodológicas expressas na sequência.

01. Procedimentos de iniciação - visam à apresentação e o estabelecimento de vínculo entre os cursistas e formadores.

02. Definição do contrato didático do grupo – condutas que regulam o funcionamento do trabalho do grupo e as relações entre os participantes. 03. Leitura compartilhada de textos literários – pela fruição e prazer literário; 04. Estudo de textos expositivos e instrucionais – explicitação dos conteúdos

abordados, relacionando-os ao que está sendo estudado.

05. Registro escrito das reflexões – uso da linguagem como espaço de reflexão, para formar professores que sejam usuários competentes da linguagem.

06. Discussão coletiva – debate entre os participantes com amparo em uma temática.

07. Problematização – devolutivas, perguntas provocativas feitas pelo formador ao grupo.

08. Aula expositiva e dialogada – dada pelo formador para aprofundar um determinado conteúdo.

09. Tematização dos conteúdos de programas de vídeo – para desencadear a reflexão sobre a prática.

10. Simulação – são atividades em que se tem de realizar uma determinada tarefa ou resolver um problema experimentando o papel do outro (coordenador, criança, professor).

11. Sistematização – sínteses conclusivas dos estudos, sistematização escrita de falas por meio de esquemas, listas e tabelas.

12. Análise de materiais e propostas – feita pelo formador, visando à identificação da lógica e os critérios de seleção e sequenciação das atividades, estratégias metodológicas e conteúdos que devem ser aprofundados.

13. Análise do trabalho de formação e do processo pessoal de aprendizagem – para os formadores compreenderem o modelo de formação e o percurso pessoal de aprendizagem.

14. Avaliação – tanto da realidade em que as ações do Programa serão implementadas, quanto do que sabem os professores.

Por fim, é possível analisar o fato de que o PROFA privilegia, como elemento estruturante da formação docente, o processo de formação de alfabetizadores com aporte em três teorias: a Psicogênese da Língua Escrita, as 10 novas competências para ensinar e o professor como um prático reflexivo. Para tanto, privilegia estratégias metodológicas envolvendo a articulação teoria e prática por meio de situações-problema, as quais ocorrem por via do trabalho coletivo e colaborativo entre alfabetizadores e formadores. Em última instância, esses são os pilares de referência do Programa de Formação de Professores Alfabetizadores (PROFA), criado em 2001 pelo MEC, no final do governo neoliberal de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

Na análise do programa, podemos inferir que o PROFA intencionou formar professores alfabetizadores para criar e organizar situações didáticas para o ensino da leitura e da escrita, para compreender o percurso de apropriação da criança acerca do sistema de escrita e para ser capaz de refletir sobre a sua prática, para mobilizar conhecimentos voltados ao saber-fazer, ou seja, centrados na dimensão instrumental da prática docente. Tudo isso tendo a linguagem como via privilegiada de aprendizagem.

No levantamento de pesquisas (PIATTI, 2006, BISPO, 2006, MAZZEU, 2007, entre outros) acerca do PROFA, podemos perceber que, apesar das mudanças positivas ocorridas nas representações e na própria prática dos alfabetizadores, o Programa é alvo de várias críticas.

Em sua pesquisa acerca dos reflexos do PROFA, Piatti (2006) conclui que este foi mais um programa em parceria com o MEC e secretarias que atuou de forma casuística e sem continuidade. O aspecto positivo foi evidenciado pelo incentivo de leitura literária aos professores cursistas e aos seus alunos e que isto foi incorporado à rotina de trabalho desses docentes, bem como na mudança das representações dos professores acerca de suas práticas que passaram por algumas modificações com suporte em informações recebidas.

Em outra investigação a respeito do PROFA, Bispo (2006) assinala que o programa contribuiu para o desenvolvimento da postura reflexiva acerca da prática e para a reconceptualização do conceito de alfabetização, avaliação e para o hábito de estudo. Os sujeitos de sua pesquisa, no entanto, apontaram a falta de continuidade das políticas públicas, fato que desfavoreceu o desenvolvimento do trabalho pedagógico com origem em novas aprendizagens. Seu estudo apontou ainda para a necessidade de debates acerca das ações formativas com os professores, a fim de torná-los participantes ativos nesse processo.

Os estudos de Mazzeu (2207) concluíram que as perspectivas oficiais de formação docente, pautadas pela Epistemologia construtivista, pela Pedagogia das competências e pela Teoria do professor reflexivo, apontam, por um lado, para a descaracterização do trabalho educativo como atividade de ensino e, por outro, para a desqualificação da reflexão filosófica e secundarização do conhecimento científico, necessários à compreensão das vinculações da prática educativa no seio da prática social global.

Em suma, o estudo dos materiais do PROFA nos leva a comungar dos resultados das pesquisas anteriormente expostas. São inegáveis as contribuições deste Programa para a formação do alfabetizador, seu caráter inovador expresso na constituição teórica/metodológica para o seu período histórico e no desenvolvimento cultural dos professores. A ausência de estudos de importantes conteúdos, porém, necessários à formação do alfabetizador e ao caráter pragmático da formação, nos sugere importantes fragilidades e comprometimentos na constituição dos saberes docentes dos alfabetizadores. Essa lacuna nos leva a inferir que,apesar dos possíveis ganhos, o Programa possibilitou uma reprodução automatizada da proposta didático-pedagógica defendida por parte dos professores.