• No results found

Effektiviseringsgevinster

Kostnader ved arbeidstidsavtalen

4.2 BEREGNINGER

4.2.6 Effektiviseringsgevinster

Tal franquia ou eco-organização – rede de mı́dias integradas e organizadas – imersa na ecologia hipercomplexa das mı́dias cria e desenvolve um ecossistema próprio. Ao mesmo tempo em que se nutre dessa ecologia externa também fecha-se internamente em sua própria rede ou sistema. Sua composição – número de meios de comunicação participantes – pode ser feita tanto a partir de três ou quatro mı́dias, ou, no caso das grandes empresas de entretenimento, por uma vasta e complexa rede de pontos de acesso. Esse ecossistema se nutre e explora a ecologia hipercomplexa porque é ela que lhe oferece as mı́dias disponı́veis e suas possibilidades estéticas, de linguagem e aderência ao público-alvo almejado. Aliás, dependendo do perfil da obra transmidiática, certos indivı́duos são atraı́dos e outros, não. Eo possı́vel que uma obra seja articulada por livros, web-séries e jogos em dispositivos móveis porque se identificou que seu público adere mais a este tipo de configuração. Pode ser que haja uma obra que se

articule por perfis em redes sociais – FaceBook e Instagram, por exemplo –, em histórias em quadrinhos e em curtas-metragens de animação, pois se identificou que seu público é atraı́do por histórias cruzadas neste tipo de estruturação.

Do ponto de vista macro, a ecologia hipercomplexa das mı́dias funciona como uma ‘biosfera’ que engloba esta imensa rede de meios de comunicação. Já as transmı́dias/franquias funcionam como ecossistemas integrados a essa biosfera, ecodependentes dela, pois tanto as mı́dias quanto seus participantes estão imersos neste ambiente de hipercomplexidade. Do ponto de vista micro, tais mı́dias funcionam como ‘espécies’, pois guardam caracterı́sticas de linguagem, estética, poética e tecnologia próprias, além de uma memória sistêmica como movimentos artı́sticos, artistas, obras etc. Por outro lado, seus participantes/fãs funcionam como ‘indivı́duos’ que escolhem e são escolhidos (MORIN, 2005, p. 68) pelos ecossistemas/franquias, que a seu turno lhes fornecem o jogo lúdico e a fruição estética imersiva que procuram e desejam.

Eo importante compreender-se que o ecossistema/franquia só se mantém com a participação ativa dos indivı́duos que aderem a seu projeto. Do ponto de vista da transmı́dia em si, existe uma mútua dependência tanto em relação à ecologia hipercomplexa – macro – quanto em relação aos indivı́duos e às mı́dias participantes – micro. Dessa maneira, é neste tênue, ruidoso, frágil e rico ambiente – intermediário – que a transmı́dia/ecossistema se articula, desenvolve-se, floresce.

intermediária entre macro e micro, mas no fato de que sua existência e permanência estão atreladas à exigência de captarem indivı́duos participantes. Assim, por mais que haja uma programação e uma articulação de poéticas e linguagens, dos tempos e momentos de cada narrativa por entre as mı́dias, se não houver a adesão de participantes/indivı́duos para transitarem por estas projeções, o sistema não evolui e nem sobrevive.

Isso é importante, pois tal exigência interativa introduz literalmente o emissor/produtor/desenvolvedor/egocêntrico em uma interdependência (MORIN, 2005, p. 63) em

relação ao

receptor/usuário/jogador/leitor/egocêntrico

(também) que a seu turno almeja fruir, jogar e submergir em histórias envolventes e arrebatadoras. Tais iniciativas ou retroações negativas – um verdadeiro cabo de guerra – nas quais cada um busca para si seus próprios interesses entreproduzem, ou melhor, são coprodutoras da transmı́da/ecossistema, são complementares, solidárias. Nesse processo, os desenvolvedores/produtores da franquia ao mesmo tempo que guiam/monitoram também seguem o fluxo das intersemioses em rede, copilotam as múltiplas ações em cadeia, isto é, ações ecológicas (MORIN, ibid., p. 100-103). De certa maneira, estão atrelados, inter-relacionados aos indivı́duos/participantes, pois ambos são eco- organizadores do ecossistema/franquia.

Tal complementaridade, solidariedade, abre o caminho a uma generosidade, pois o

ecossistema permite a participação, a partilha, a adoção (MORIN, ibid., p. 64-67) do universo ficcional, das histórias cruzadas e de seus personagens pelos seus indivı́duos/participantes. Assim, na medida em que esses ecossistemas escolhem seu público-alvo, por outro lado são também escolhidos, adotados. Eo uma via de mão dupla, uma exploração recı́proca (MORIN, ibid., p. 86), na qual operam adaptações, seleções, inibições, recalcamentos, cooperações de ambos os lados. Se por um lado a ideia generativa ou o universo ficcional verticalizam a organização ativa, por outro as adoções e seleções horizontalizam o ecossistema/franquia.

Eo preciso compreender-se também que os indivı́duos participantes podem aderir a mais de um ecossistema/franquia de uma vez. Portanto, ao mesmo tempo que os ecossistemas competem entre si, eles complementam-se na vida de seus participantes. Assim, o ecossistema mais apto a sobreviver será o mais flexı́vel e adaptável, isto é, será o que aprende a transformar os reveses em oportunidades. Sobretudo, será o ecossistema que apresentará uma formidável capacidade de trafegar por mais uma complementaridade: lidando com os antagonismos, com os concorrentes e com as afinidades e partilhas entre os ecossistemas e de seus indivı́duos/participantes.

O ecossistema que conseguir aderir a uma ou várias complementaridades em conjunto será mais viável/suscetı́vel tanto a selecionar quanto a ser selecionado (MORIN, 2005, p. 71), isto é, a estabelecer-se e permanecer ativo.

todas as mı́dias disponı́veis para criarmos um ecossistema/franquia sólido o suficiente e ao mesmo tempo nem sempre é necessário abranger um imenso volume de participantes para obter-se êxito no projeto. Ao fim, o que importa é que se mantenham em fluxo constante as interações entre as mı́dias e entre seus seguidores, permitindo de maneira eco- dependente e coprodutora sua coevolução sistêmica (MORIN, 2005, p. 73).

2. T

ranslinguagens: a retórica dos