5. Kommuneøkonomi. Status og utfordringer
5.2 Effekter på overføringene fra inntektssystemet
3.3.1 A importância dos contextos competitivos
Hipótese 1: Existem diferenças de desempenho financeiro entre grupos estratégicos. Identificação dos grupos estratégicos
Para a validação da primeira hipótese de investigação houve a necessidade de inicialmente se procurar identificar grupos estratégicos no sector, considerando, tal como anteriormente referido, as dimensões de diversificação de negócios (peso do hardware, software e dos serviços no volume de negócios total) e de integração vertical (peso do VAB no volume de negócios total). Para o efeito, procedeu-se à análise de clusters. De modo a garantir a fiabilidade das soluções encontradas, foram realizados os diversos procedimentos referidos por Reis (2001):
- Selecção da medida de proximidade para averiguar a semelhança ou dissemelhança entre as empresas;
- Utilização de diferentes métodos hierárquicos para o agrupamento das empresas e comparação dos seus resultados;
- Análise dos dendrogramas e coeficientes de fusão em cada um dos métodos hierárquicos utilizados;
- Utilização de um método não hierárquico para a partição das empresas em diferentes agrupamentos.
De acordo com Reis (2000), embora existam várias medidas de proximidade, verifica-se que, na prática, independentemente do tipo de variáveis estudadas, são apenas utilizadas as diferentes versões da distância Euclideana (distância Euclideana ao quadrado e distância Euclideana). No presente trabalho, utilizou-se a distância Euclideana ao quadrado, que é a que surge por defeito no SPSS. Quanto aos métodos hierárquicos, foram utilizados os 5 mais referidos pela bibliografia, que se podem definir do seguinte modo (Reis, 2001):
- Single linkage ou critério do vizinho mais próximo: define como semelhança entre dois grupos a semelhança máxima entre quaisquer dois casos pertencentes a esses grupos;
- Complete linkage ou critério do vizinho mais afastado: a distância entre dois grupos é definida como sendo a distância entre os seus elementos menos semelhantes;
- Média dos grupos (average linkage): define a distância entre dois grupos pela média das distâncias entre todos os pares de indivíduos constituídos por elementos de ambos os grupos; - Centróide: a distância entre dois grupos é determinada pela distância entre os seus centróides
(pontos médios de cada grupo definidos em função das variáveis que caracterizam os elementos de cada grupo);
- Ward: tem por base a informação perdida no agrupamento dos elementos que é medida através da soma dos quadrados dos desvios das observações individuais face às médias dos grupos.
Analisando a coerência entre as soluções obtidas através dos diferentes métodos, verifica-se que existem resultados coincidentes em 100%, com excepção para os agrupamentos encontrados pelo
Single linkage, que englobou praticamente todas as empresas (93) num único grupo. Tal, fica a dever-se ao processo de cálculo deste método, que tem tendência para produzir agrupamentos em cadeia. Por isso, no presente estudo, o Single linkage não se revelou o método mais apropriado para evidenciar as diferenças entres as empresas analisadas.
Para se apurar o número de soluções de grupos estratégicos, teve-se em consideração o conhecimento sobre as empresas, bem como a análise dos dendrogramas e coeficientes de fusão de cada método elaborado. Por exemplo, ao analisar-se os diferentes coeficientes de fusão, pode- se observar que, a partir dos 4 grupos, os saltos entre coeficientes deixam de ser tão significativos. Deste modo, considera-se que a solução mais adequada corresponde à criação de 4 grupos estratégicos que foram classificados do seguinte modo:
- Comerciais: incluem empresas com o foco dos seus negócios na comercialização de
hardware e software, limitando-se a vender mercadorias de terceiros. Os serviços que realizam não têm grande significado na actividade e são sobretudo de formação e de suporte ao cliente. Por isso, a sua oferta caracteriza-se por ter um reduzido valor acrescentado (quadro 36);
- Integradores: incluem empresas que apresentam um nível de diversificação de negócios elevado, comercializando hardware e software mas, em simultâneo, prestando um conjunto
de serviços que tem como objectivos principais pôr a funcionar, de forma integrada, diferentes equipamentos e aplicações informáticas. Para além disso, algumas destas empresas apresentam já alguma capacidade de desenvolvimento de produtos próprios e, por isso, a sua oferta apresenta valores acrescentados bastante superiores face ao grupo anterior (quadro 36); - Produtores de Software: incluem empresas que se dedicam à produção e comercialização de
softwares para as mais diversas áreas de necessidades ao nível das tecnologias de informação. Assim, a sua oferta baseia-se na produção de produtos, apresentando um valor acrescentado bastante elevado (quadro 36);
- Prestadores de Serviços: incluem empresas cujo foco da sua actividade é, na generalidade, o desenvolvimento de soluções integradas de hardware, software e de serviços, à medida de cada cliente. Face ao grau de exclusividade da sua oferta, é o grupo que apresenta em média, o valor acrescentado superior (quadro 36).
De seguida, apresentam-se as médias das variáveis utilizadas, que definem as características de cada grupo estratégico criado, designadamente:
- VAB / VN - através do qual é medido o nível de integração vertical;
- VN HW / VN - que mede o peso da venda de hardware no volume de negócios total; - VN SW / VN - que mede o peso da venda de software no volume de negócios total; - VN SERV / VN - que mede o peso da prestação de serviços no volume de negócios total.
Quadro 36: Médias das variáveis utilizadas para a identificação dos grupos estratégicos Dimensões Variáveis Comerciais Integradores Produtores de software Prestadores de Serviços Integração Vertical VAB / VN 8,43% 27,25% 49,68% 57,46%
VN HW / VN 84,38% 31,95% 0,00% 2,73%
VN SW / VN 9,20% 15,93% 88,59% 3,78%
Diversificação de negócios
VN SERV / VN 6,42% 52,12% 11,41% 93,50%
Na figura seguinte, que relaciona as variáveis peso nos serviços e nível de integração vertical, procura-se posicionar as empresas da amostra trabalhada.
Figura 14: Representação gráfica dos grupos estratégicos
Mapa de Grupos Estratégicos
0,00% 5,00% 10,00% 15,00% 20,00% 25,00% 30,00% 35,00% 40,00% 45,00% 50,00% 55,00% 60,00% 65,00% 70,00% 75,00% 80,00% 85,00% 90,00% 95,00% 100,00% 0,00% 10,00% 20,00% 30,00% 40,00% 50,00% 60,00% 70,00% 80,00% 90,00% 100,00%
Peso dos Serviços
G ra u d e In te g ra çã o V er ti ca l Foco Comércio Foco Produção
Foco Produto Foco Serviço
Prod. Software
Comerciais
Integradores Prest. Serviços
Mapa de Grupos Estratégicos
0,00% 5,00% 10,00% 15,00% 20,00% 25,00% 30,00% 35,00% 40,00% 45,00% 50,00% 55,00% 60,00% 65,00% 70,00% 75,00% 80,00% 85,00% 90,00% 95,00% 100,00% 0,00% 10,00% 20,00% 30,00% 40,00% 50,00% 60,00% 70,00% 80,00% 90,00% 100,00%
Peso dos Serviços
G ra u d e In te g ra çã o V er ti ca l Foco Comércio Foco Produção
Foco Produto Foco Serviço
Mapa de Grupos Estratégicos
0,00% 5,00% 10,00% 15,00% 20,00% 25,00% 30,00% 35,00% 40,00% 45,00% 50,00% 55,00% 60,00% 65,00% 70,00% 75,00% 80,00% 85,00% 90,00% 95,00% 100,00% 0,00% 10,00% 20,00% 30,00% 40,00% 50,00% 60,00% 70,00% 80,00% 90,00% 100,00%
Peso dos Serviços
G ra u d e In te g ra çã o V er ti ca l Foco Comércio Foco Produção
Foco Produto Foco Serviço
Prod. Software
Comerciais
Integradores Prest. Serviços
Pode-se observar que, a identificação de grupos estratégicos obtida através da análise de clusters coincide com a tipificação genérica de competidores realizada aquando da análise da atractividade do sector nacional das tecnologias de informação (empresas que comercializam produtos e prestam serviços standardizados e empresas que produzem software e soluções integradas).
Neste contexto verifica-se que dois dos grupos (Prestadores de Serviços e Produtores de
Software) têm um foco essencialmente na produção própria, distinguindo-se pelo nível de serviços associado à actividade e que os restantes grupos adoptam um posicionamento claro na comercialização, um dos quais (Integradores) numa posição intermédia (stuck in the middle). Assim, considerando o foco da actividade na produção versus comercialização e na venda de produtos versus prestação de serviços, pode-se vislumbrar complementarmente as seguintes características principais dos grupos estratégicos formados:
- Comerciais: foco na actividade comercial através da venda de produtos de terceiros;
- Integradores: detêm um grau de diversificação da actividade superior, mas a maioria dos serviços que realizam é de integração de produtos de terceiros, não desenvolvidos internamente;
- Produtores de Software: foco na actividade de produção de aplicações informáticas que, tendencialmente são vendidas por terceiros. Daí, o peso dos serviços ser reduzido no volume de negócios;
- Prestadores de Serviços: foco na actividade de produção de soluções à medida que se reflecte numa facturação baseada sobretudo nos serviços a terceiros. Embora haja igualmente o desenvolvimento de aplicações, estas não são vendidas em pacote e, resultam dos serviços realizados (horas / homem facturadas). Por isso, são contabilizadas como prestações de serviços e não como produtos.
Face à possibilidade de todos os algoritmos hierárquicos aglomerativos terem tendências para produzir enviesamentos nas soluções de partição, foram testados os resultados encontrados, através do cálculo de grupos estratégicos por meio de um método não hierárquico. O mais conhecido e utilizado destes métodos é o K – Means (Reis, 2000; Pestana e Gageiro, 2000). Através deste método, cada elemento é inserido no grupo cujo centróide se encontra a menor distância.
Assim, constatou-se que existia uma coincidência de 95% na constituição dos grupos estratégicos, apenas não existindo coincidência em 5 empresas (com um grau de significância inferior a 0,05) o que, mais uma vez, evidencia a validade da solução encontrada.
O desempenho financeiro entre grupos estratégicos
Com vista a verificar eventuais diferenças de desempenho financeiro entre os grupos estratégicos, foi utilizado o teste ANOVA Oneway (análise de variância de K médias). Os seus resultados indicam que existem diferenças significativas de desempenho financeiro, tendo em consideração o indicador rendibilidade supranormal, conforme os testes estatísticos a seguir referidos:
- ANOVA: Teste f = 6,28 nível de significância 0,001 (Rejeição da hipótese de igualdade de médias). No entanto, em função de dois dos grupos terem uma dimensão inferior a 30 (os integradores incluem 29 empresas e os produtores de software apenas 9) é fundamental verificar os pressupostos de aplicação do teste paramétrico. O teste de ajustamento à normal, denominado de kolmogorov – Smirnov, demonstrou que nem todos os grupos detinham uma
distribuição normal, logo tornou-se necessário confirmar as diferenças de desempenho financeiro através do teste não paramétrico alternativo;
- Assim, foi calculado o teste Kruskal – Wallis, que mais uma vez confirmou existirem diferenças relevantes no indicador rendibilidade supranormal de cada grupo: Chi-square = 29,192 com 3 graus de liberdade nível de significância 0,000 (Rejeição da hipótese de igualdade de médias);
- Para se apurar sobre que grupos existiam diferenças no desempenho financeiro, recorreu-se aos testes de comparações múltiplas que evidenciaram existir diferenças significativas entre os Prestadores de Serviços e os Produtores de Software, face aos Comerciais e Integradores, conforme quadro 37:
Quadro 37: Rendibilidade supranormal de cada grupo estratégico Grupo Estratégico Média da Rendibilidade Supranormal
Prestadores de Serviços 5,01%
Produtores de Software 8,29%
Comerciais -3,65%
Integradores -3,37%
- Embora se tenham calculado os testes Tukey, Bonferroni, Scheffet e Dunnett’s C, apenas se consideraram os resultados do teste Scheffet. Isto porque é robusto relativamente aos pressupostos de normalidade e de igualdade de variâncias (Reis et al, 2001). Assim, para um nível de significância de 0,05, o desempenho financeiro é significativamente superior nos grupos dos Prestadores de Serviços e dos Produtores de Software. Contudo, salienta-se que os resultados dos restantes testes confirmam as diferenças de médias entre os grupos referidos.
Deste modo, verifica-se que as empresas com maior foco da sua actividade na concepção e produção, apresentam um melhor desempenho financeiro relativamente às empresas com uma oferta baseada na simples comercialização de produtos ou serviços mais standardizados.
Tendo em consideração o comportamento das empresas face às estratégias de diversificação de negócios e de integração vertical, é possível verificar algumas relações interessantes com base nos cálculos apresentados no Anexo G: