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EFFEKT AV METADONBEHANDLING SAMMENLIGNET MED ANNEN MEDIKA- MEDIKA-MENTELL BEHANDLING

Os estudos sobre os processos de avaliação da aprendizagem desenvolvidos no ensino superior demonstram que a prática de avaliação da aprendizagem que vem sendo desenvolvida revela poucos avanços no sentido de ser utilizada como elemento que auxilie no processo de ensino aprendizagem. Essa prática tem se prestado apenas para mensurar e quantificar o saber e como afirma Luckesi [2002], configura-se apenas como verificação. Prado de Souza [2004, p.131] confirma essa constatação ao declarar que “A avaliação do estudante do ensino superior parece ser a área em que a avaliação apresenta as maiores resistências a mudanças”.

Tendo em vista que nosso interesse principal foi identificar e compreender as práticas avaliativas dos docentes que lecionam nos cursos de formação de professores, dedicamos particular atenção aos professores dos cursos de licenciaturas, dada a condição de os alunos participantes virem a atuar como docentes na educação básica, uma vez que os processos de ensino vivenciados nos cursos de formação repercutem na constituição da subjetividade dos futuros docentes, bem como nas suas práticas educativas. A idéia foi reunir dados para responder: Quais concepções de avaliação permeiam as práticas avaliativas dos professores que atuam nos cursos de formação de professores?

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Inicialmente procuramos focalizar um conjunto de definições relativas à avaliação educacional, mostrando como essa problemática ultrapassa os aspectos puramente técnicos e permite estabelecer uma ligação entre os processos pedagógicos. Enfocamos ainda os vínculos entre processos sociais e políticos, considerando que é preciso questionar as avaliações que assumem apenas caráter de verificação a serviço da exclusão social.

Defendemos uma prática avaliativa que permite promover o desenvolvimento dos alunos e identificar os problemas de aprendizagem, buscando corrigi-los no decorrer do processo pedagógico.

O professor que atua nos cursos de licenciatura tem um papel relevante nesse processo. Sua participação é fundamental para o enriquecimento de tais questões, uma vez que atua na formação de profissionais que vão ser responsáveis pela formação de pessoas. Assim, deve haver uma preocupação constante com os processos formativos vivenciados pelos futuros professores e um cuidado especial com a trajetória de formação desses alunos, no sentido de desenvolverem competências pedagógicas para a atuação no ensino básico.

Esses avanços podem ser construídos e consolidados nos projetos pedagógicos dos cursos de licenciatura e também nos projetos das instituições, cujos processos devem ser pautados na coerência e legitimidade das condições

oferecidas por elas. Torna-se necessário verificar o sentido político e ético da formação que estão promovendo, bem como refletir sobre a sua missão social

Para Azanha [2002, p.372] as propostas para a formação de professores têm de sair de indicativos que não avançam para uma real consolidação de novas práticas educativas.

As instituições formadoras de docentes têm de ver nessa variedade o ponto de partida para formular suas propostas. Diferentemente de outras situações profissionais, o exercício da profissão de ensinar só é possível no quadro institucional da escola, que deve ser o centro das preocupações teóricas e das atividades práticas em cursos de formação de professores.

Buscar novos sentidos para a avaliação nos cursos de formação de professores é imprescindível. A análise de como os professores pensam a sua prática avaliativa subsidia e redimensiona os processos avaliativos desenvolvidos nos cursos de formação de professores.

Os estudos que realizamos forneceram um conjunto de aspectos importantes acerca da avaliação de alunos dos cursos de formação de professores. Pudemos inferir que, mesmo os professores que utilizavam estratégias avaliativas pouco inovadoras, buscavam o máximo dentro das condições reais da docência (número de alunos por turma, carga horária da disciplina entre outros) integrar o processo avaliativo ao processo de ensino-aprendizagem, demonstrando um compromisso bastante forte com a formação de seus alunos.

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A discussão sobre a formação de professores aponta para um novo perfil e evidencia a necessidade de que os currículos dos cursos de licenciatura sejam elaborados tendo como objetivo desenvolver as habilidades acadêmicas e as competências profissionais. O desenvolvimento profissional do professor inclui, necessariamente, o desenvolvimento de competências profissionais vinculadas a um processo dinâmico de refletir sobre a ação docente, que envolve o desenvolvimento de estratégias formativas em sala de aula, buscando modificar os pontos considerados críticos e uma constante transformação da ação educativa.

A avaliação na perspectiva formativa parece estar ganhando terreno, pois delineia-se nos cursos analisados. Mesmo em graus diferenciados, há uma ruptura com o paradigma tradicional de avaliação reproduzido ao longo do tempo. Isso representa uma esperança de inovação nas práticas avaliativas e são sinais de mudanças, muito embora não se possa afirmar que sejam transformações efetivas.

Entendendo que a análise crítica da realidade existente é imprescindível para sua transformação, pretendemos, com nossa pesquisa, colaborar para essa análise, oferecendo perspectivas e alternativas de novas formas de pensar a avaliação.

Temos consciência de que ações isoladas, desenvolvidas por professores em suas instituições, são processos embrionários, não mudam o quadro até então muito denunciado pela literatura, mas apresentam possibilidades de novas práticas e sinalizam a possibilidade de os professores, em seus espaços institucionais

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concretamente situados, promoverem a gestação de novas formas de pensar e fazer avaliação.

Conhecer e analisar novas posturas pode interferir no processo de mudança das práticas avaliativas, pode gerar novas buscas. Com essa afirmativa, acreditamos que se possa tentar transformar, deliberada e intencionalmente, posturas consideradas indesejáveis, como as de avaliação que está a serviço da exclusão e da mera verificação. É possível, mediante ao desenvolvimento de práticas avaliativas formativas nos cursos de licenciaturas, alterá-las, esperando que tenham repercussão na ação dos futuros professores.

É evidente que existem muitos desafios concretos para que se possa desenvolver processos avaliativos na perspectiva da avaliação formativa e, assim sendo, elencamos alguns aspectos importantes que devem ser considerados na discussão sobre a avaliação da aprendizagem nos cursos de formação de professores, os quais podem contribuir para que os docentes possam criar e discutir sobre formas de superação e, assim, avançar em direção a concepções diferenciadas de avaliação, implícitas em novos paradigmas de ensino e educação:

- revisão do conceito de avaliação, entendendo-a como formativa e que acompanhe o processo de aprendizagem;

- contextualização e integração da avaliação ao processo de ensino;

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- instituição de mecanismos que incorporem o aluno no processo de avaliação, permitindo a auto-regulação da aprendizagem e também a metacognição;

- inclusão de objetivos educacionais mais amplos e que não se restrinjam apenas aos aspectos cognitivos, mas contemplem aspectos sociais e afetivos, além de comportamentos e atitudes éticas e políticas;

- ampliação do repertório de procedimentos, técnicas e instrumentos avaliativos para atender as diferenças cognitivas, sociais e afetivas e os diferentes ritmos de aprendizagem dos alunos;

- incorporação de práticas reflexivas e investigativas no percurso formativo do professor;

- organização interna da instituição que facilite a inserção e o desenvolvimento do curso, articulados com a missão institucional;

- criação de espaços que possibilitem a socialização de saberes e de experiências entre os professores sobre as possibilidades de inovações nas práticas avaliativas.

Esta pesquisa reforça a possibilidade de mudanças nas práticas avaliativas, mas a literatura da área tem demonstrado que as discussões sobre a avaliação não se esgotam, são apenas momentos de discussão, momentos sistemáticos, são

apenas conclusões provisórias que sinalizam para mais estudos e reflexões, como nos ensina o poeta:

Quadro nenhum está acabado,

disse certo pintor;

se pode sem fim continuá-lo, primeiro, ao além de outro quadro que, feito a partir de tal forma, tem na tela, oculta, uma porta que dá a um corredor

que leva a outra e a muitas outras...