Long term vs short term debt:
Hypothesis 5: The effects from an outside CEO on debt will be stronger for long term than short term debt
Os herbicidas de pré-emergência são aplicados na superfície do solo antes da germinação das plantas daninhas (Figura 21). Sua principal característica é o poder residual, permanecendo o ingrediente ativo no solo por algum tempo. Essa característica permite a aplicação durante a época de seca. Nesta fase, é fundamental um estudo e conhecimentos das principais plantas daninhas que tendem a germinarem na área a ser controlada, para que possam ser escolhidos os produtos e suas doses adequadamente. São aplicados na Usina aproximadamente um volume de calda de 100 litros/ha na etapa de pré-emergência.
88 Figura 21- Aplicação mecanizada de herbicidas na pré-emergência das plantas daninhas
Fonte: Autora (2015)
Quando são realizadas as aplicações em pré-emergência, os princípios ativos dos herbicidas permanecem na camada superficial do solo e são ativados quando entram em contato com a umidade (período chuvoso ou irrigação). Em cana planta os herbicidas agem imediatamente, pois, nestas áreas há presença de umidade em decorrência do manejo da irrigação logo após o plantio da cultura. Na cana soca, somente por ocasião do período chuvoso, é que é que os princípios ativos dos herbicidas são ativados. Neste caso, a fotodegradabilidade diminui a eficiência destes princípios ativos.
No Nordeste brasileiro, a ação da fotodegradação dos princípios ativos é potencializada pela grande incidência de radiação solar existente. Segundo Dores e Freire (2001), as taxas de degradação tendem a ser mais elevadas em países tropicais devido à ocorrência de temperaturas mais elevadas e radiação mais intensa. Silva; Vivian e Oliveira Júnior (2007), relataram que a perda de agrotóxicos aplicados à superfície do solo por fotodegradação é acentuada com a ocorrência de períodos prolongados de seca após aplicação. Quanto à perda por biodegradabilidade, esta é fortemente influenciada por fatores ambientais (temperatura, umidade, pH, matéria orgânica e fertilidade) que são fundamentais para que os microrganismos iniciem o processo de degradação.
Na Usina, as pontas pulverizadoras utilizadas para aplicação de herbicida de pré- emergência são do tipo que proporcionam gotas grossas, que são mais pesadas e sofrem menos influência dos fatores climáticos. Santos, Correa e Botelho (2013), explicaram que
89 durante a pulverização as pontas pulverizadoras são responsáveis pela formação e distribuição das gotas. Segundo a Associação Nacional de Defesa Vegetal-ANDEF (2004), gotas grossas tendem a serem menos arrastadas pela deriva e apresentam menores problemas com a evaporação no trajeto da ponta ao alvo. Essas características fazem com que a ponta que proporciona gotas grossas sejam mais indicadas para aplicação de pré-emergência.
6.1.1.2 Pós-emergência
Os herbicidas de pós-emergência são aplicados diretamente na folhagem das plantas daninhas (Figura 22). Este tipo de aplicação na Usina inicia-se com o período chuvoso, visto que com a elevada umidade no solo as ervas daninhas germinam e iniciam mais cedo a matocompetição. Na área irrigada, o controle começa mais cedo, devido ao fornecimento de água pela irrigação. Para combater as ervas daninhas em estágio inicial é utilizado aproximadamente, 200 litros/ha de herbicida. Para ervas em estágio mais desenvolvido, apresentando maior biomassa vegetal, o volume de calda aumenta de 300 a 400 litros/ha.
Figura 22- Aplicação de herbicidas na pós-emergência das ervas daninhas na Usina São João
Fonte: Autora (2015)
Para melhor aderência dos herbicidas no alvo biológico, é adicionado no produto um espalhante adesivo, cuja finalidade é a quebra da cutícula da folha, favorecendo a aderência do herbicida, para que tenha uma boa penetração na folha. De acordo com Perim (2011), em
90 geral, os adjuvantes são bastante utilizados a fim de melhorar a eficácia das formulações, por possuírem ação de espalhamento, penetração e absorção as folhas.
As pontas pulverizadoras utilizadas na aplicação de pós-emergência são as que proporcionam gotas finas, que segundo ANDEF (2004), possuem elevada capacidade de penetração na cultura e reduzem a possibilidade de escorrimento do produto nas folhas, sendo fundamentais os cuidados com os fatores climáticos, os quais atuam diretamente na aplicação, pois, as gotas finas são facilmente arrastadas pelos ventos e evaporadas.
Correntes de vento não podem ultrapassar 10 km/h, caso isso ocorra haverá arrastamento das gotas numa maior ou menor distância em função de seu tamanho ou peso, além disso, altas temperaturas e um baixa umidade relativa do ar, contribuem para a evaporação rápida das gotas (ANDEF, 2004; COSTA et al., 2007; REIS et al., 2010). Na concepção de Costa et al., (2007), a perda de herbicidas na forma de vapor pode ocorrer a medida que esta sendo realizada à aplicação ou posteriormente a esta, o que irá depender também da pressão de vapor e das características da formulação do produto.
6.1.1.3 Maturação
Na aplicação aérea de maturação é utilizado principalmente o produto com princípio ativo glifosato, com dosagem de 30 mL/ha, e volume de calda de 50 litros. A velocidade e altura de vôo dependem do relevo local, do volume da calda, tamanho e quantidade de gotas, dentre outros fatores. Essa aplicação requer cuidados com a deriva provocada pelo vento nas áreas urbanizadas ou rurais habitáveis por seres humanos. De acordo com Reis et al., (2010), estima-se que grande parte dos agrotóxicos pulverizados sobre as lavouras são perdidos no momento da aplicação. Para Costa et al., (2007); Perosso e Vicente (2007), a deriva é considerada um dos principais motivos de perdas de agrotóxicos e, consequente, contaminação ambiental, sendo capaz influenciar na pulverização carregando os princípios ativos para fora da área-alvo, pela ação do vento.
Os recursos humanos referentes à etapa de dosagem e reabastecimento do avião com o produto, bem como a estrutura necessária para o preparo da calda (trator, pipa, tambores, etc) é proveniente da Usina. Dessa forma, a responsabilidade da qualidade de aplicação é sob os
91 cuidados da Usina, sendo disponibilizado para esta atividade um profissional qualificado para avaliar os principais fatores que possam interferir durante a aplicação: velocidades dos ventos, altura do vôo, volume de calda, temperatura, umidade relativa do ar, dentre outros.
De acordo com Felisberto (2015), a aplicação de maturadores via aérea vem sendo bastante empregada em diversas culturas que necessitam de tratamento em fase de ciclo vegetativo mais adiantado, na qual é impossibilitado o tráfego terrestre por máquinas. A cultura de cana-de-açúcar é um exemplo, a qual necessita de pulverizações aéreas de maturadores, cujos objetivos são acelerar a maturação de cultivares garantindo suprimento em matéria prima a usina durante o ano todo.
Na concepção Bueno et al., (2011), para induzir artificialmente a maturação, os reguladores de crescimento são aplicadas pela aeronaves de oito a dez meses após a última colheita, ou seja, durante o estado vegetativo das plantas.
6.1.1.4 Catação química ou aplicação química local
Consiste na aplicação de pós-emergência em pequena área dentro de um talhão, ou seja, é a aplicação localizada em um foco de uma espécie de planta daninha que sobreviveu a aplicação em área total. Segundo Melo et al., (2013), a catação química das plantas daninhas perenizadas é realizada com o objetivo de aumentar a vida útil do canavial evitando a disseminação de espécies de difícil controle que possam vir a se instalar nos talhões adjacentes. Tal processo pode ser realizado por máquinas costais ou tratorizadas. Esta aplicação na área de estudo é voltada principalmente para o capim colonião (Panium maximum), onde são usados produtos cujo principio ativo é o hexazinona, com calda a 2% do produto.
As aplicações de catação são direcionadas especialmente nas áreas de várzea, sendo mais agressiva até os 120 dias ciclo vegetativo da cultura, necessitando portanto, de um controle efetivo antes dos 90 dias. Nos tabuleiros, a principal espécie a ser combatida por catação é o capim-gengibre (Paspalum maritimum), cujo controle é a base de glifosato. A grama-seda (Cynodon dactylon) destaca-se por atingir praticamente todas as áreas agricultáveis da usina, sendo combatida pelo princípio ativo MSMA.
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6.1.2 Levantamento dos agrotóxicos utilizados no processo de produção agrícola da