• No results found

Study 4: Analysis of Bt11 field maize and sweet maize grown in North America

7 Environmental risk assessment

7.6 Effects on biogeochemical processes

Para que o leitor compreenda as instâncias de formação de laços de relação com os participantes do coletivo e o desenvolvimento do grupo, as principais atividades vivenciadas por mim serão listadas abaixo.

Primeiro, ao longo dos encontros do coletivo, aqueles participantes que demonstravam maior interesse e passaram a conviver mais no grupo foram sendo mapeados (quem são, o que fazem, como a EA se insere em suas vidas, que tipo de atividade de EA desenvolvem etc.). Alguns deles chegaram a fazer apresentações para todo o grupo de suas atividades. Essas dinâmicas foram interessantes porque trouxeram os temas do coletivo para bem próximo dos educadores e educadoras, e vários vínculos de familiaridade foram sendo formados entre os participantes.

Próximo ao final do primeiro semestre de 2011, a diretora foi convidada pelo secretário do meio ambiente para participar da 1ª Conferência de Meio Ambiente do município. Na verdade, o secretário solicitou a ela que fizesse um levantamento de temas ambientais para serem trazidos para a conferência. Sugeri então que essa tarefa (o levantamento dos temas) não fosse dela, mas do próprio coletivo, que já estava ficando cansado da repetição das pautas dos encontros (todo encontro com a apresentação de algum projeto de um ou mais participantes). O grupo então aceitou o convite e se engajou na realização de uma pré- conferência do meio ambiente, na verdade se tornou um fórum de levantamento de questões ambientais do município com cerca de 60 educadores e educadoras, além de munícipes e interessados presentes.

O processo de planejar e realizar a pré-conferência, além de levar os resultados para a própria conferência, trouxe ao grupo grande ânimo. Houve algumas reuniões específicas, leitura e conversa sobre um texto acadêmico e a definição de um roteiro para a oficina. Foi como se a atividade tivesse trazido sentido para aquilo que estavam fazendo e conversando no coletivo. E foi um trabalho coletivo. A avaliação de todo o processo relativo a este evento foi muito positiva, e foi com essa sensação que o primeiro semestre chegou ao fim.

O segundo semestre se iniciou com a diretora trazendo novas demandas para o grupo. Ela tinha recebido, assim que contratada (mais ou menos em agosto de 2010), a tarefa de desenvolver um jogo ambiental para o município. Segundo ela, o prefeito da cidade tinha presenciado uma dinâmica que ela tinha desenvolvido com crianças utilizando um jogo do SENAC, uma espécie de jogo de tabuleiro só que com grandes dimensões (com o tabuleiro medindo 6x6m no qual as peças são os próprios participantes) e com pontos de importância ambiental na cidade de São Paulo. O prefeito, então, solicitou para ela construir um jogo igual contendo pontos do município. Seguindo a ideia da conferência, realizada no semestre anterior, ela trouxe a tarefa para o coletivo, dessa vez sem a minha sugestão.

Assim, os primeiros encontros do segundo semestre foram destinados a fazer um levantamento de pontos de importância ambiental no município e colocá-los em um mapa, bem como criar questões para serem respondidas pelos usuários. O ponto alto dessa atividade foi a percepção que muitos dos participantes tiveram de que não conheciam o município e muito menos vários pontos ambientalmente relevantes (locais de nascentes, áreas preservadas e degradadas etc..). E dessa percepção emergiu a sugestão de que o grupo deveria ir visitar alguns desses pontos, o que seria ao mesmo tempo educativamente relevante e traria bons frutos para o próprio jogo. Tais visitas foram realizadas em duas oportunidades, dois domingos pela manhã, em datas escolhidas pelo próprio grupo.

Em levantamento realizado ao final do ano de atividades do coletivo, em 2011, essas visitas foram o grande destaque do ano. Realmente trouxeram para o grupo a percepção de desconhecimento de seu território e também estimularam conversas sobre os processos educativos, que se dão sobre o desconhecido, sem respaldo com a realidade. Nos dois passeios o grupo passou por trechos dos quatro principais cursos de água da cidade, desde suas nascentes até locais com apelo ambiental (em geral, com problemas ambientais). Essa atividade propiciou reflexões, trouxe indignação e motivou o grupo para continuar e agir. Ao final do desenvolvimento do mapa ambiental, devido a novas demandas recebidas na diretoria de educação ambiental, por quase dois meses o grupo não se encontrou, voltando apenas no final de novembro, novamente por sugestão minha, diante da necessidade de se estabelecer um fechamento para o ano. Nesta nova reunião, definida pela diretora como a última do ano, foi realizada a avaliação do grupo e iniciado o planejamento para 2012, que acabou ocorrendo em ainda outras duas outras reuniões, em dezembro.

Os vários planos coletivos estabelecidos, assim como a ansiedade pela retomada do grupo em 2012 começou a esmorecer à medida que as diferentes datas estabelecidas para reencontro do grupo passaram a ser postergadas pela diretora do DEA. A razão para tal foi sua nomeação como a nova diretora da escola de educação ambiental. A partir deste ano a diretora passara a acumular suas funções, em consequência da transferência da ex-diretora para a secretaria do meio ambiente.

Aos poucos, as demandas da escola tornaram-se tão grandes que praticamente levaram todo seu tempo, deixando os afazeres do DEA, coletivo inclusive, em latência. Com o tempo, essa latência também sucumbiu, principalmente com a saída da mesma de ambas as posições no

início do segundo semestre de 2012. Essas mudanças acabaram também por restringir a pesquisa de campo ao ano de 2011, com o CEA, e se manter apenas com as entrevistas com os sujeitos selecionados.

Recapitulando, os principais momentos do CEA se deram com as apresentações dos participantes e de seus projetos de educação ambiental, o planejamento e realização da pré- conferência, a sistematização dos dados e participação na conferência municipal do meio ambiente, o desenvolvimento do mapa ambiental do município e as visitas, uma avaliação final e planejamento para 2012. Tais atividades, e parte de seus bastidores, foram acompanhadas por mim, na perspectiva de localizar como que o diálogo, ou sua ausência, diretamente ou em um ambiente mais amplo, perpassava os afazeres do CEA e dos “produtos” derivados dele.