Chapter 3: Results and Discussion
5. Results
5.4 Effect of salinity on bulk foamability and stability
Atualmente, utilizamos algumas ferramentas para não precisar passar pela arte, já que a arte tem muita demanda de todo o jornal. Programas que usamos: Excel, 95% do tempo. Fizemos matéria recentemente usando o SPSS, da IBM, de estatística, para rodar dados maiores. Agora estamos tentando uma ponte com o setor de tecnologia do jornal para passar usar o SQL, para trabalhar com banco de dados. Na verdade, estamos no limite de linhas do Excel. Por exemplo, no caso dos microdados do censo escolar, que estamos fazendo com a editoria de Sociedade, só conseguimos rodar os microdados das escolas, pois tanto professores quanto alunos… tem muito mais de um milhão de alunos e professores, e o Excel só tem um milhão de linhas. A gente está começando a trabalhar com bancos de dados relacionais, e para isso o SQL é fundamental. Tivemos uma reunião com a equipe de tecnologia d’O Globo, que trabalha com análise de dados no viés de negócios. Há uma pessoa de Data Science, há um engenheiro de dados, e para eles nós não mexemos mesmo com dados, pois para eles a quantidade de dados que usamos é muito tímida. Então, o próximo salto do núcleo é capacitar a equipe para trabalhar com mais dados. Para produzir, usamos bastante o Tableau e o Datawrapper, porque são ferramentas que nos permitem “driblar” o pessoal da arte. Nada contra eles! É mesmo porque eles não têm tempo. É muito menos pela questão de o processo ficar fragmentado, o que realmente ocorre, pois eles finalizariam sozinhos. Mas eles têm demanda do jornal inteiro. Agora, bem recentemente mesmo, temos usado o Tableau para consumo interno. Inputamos uns dados no Tableau para facilitar a consulta para pensarmos pautas. Assim, as pessoas podem fazer os cruzamentos no Tableau, usando os filtros do Tableau, e todos têm acesso. No fim das contas, o que torna viável fazermos as coisas é o Tableau, pois se formos passar para a arte vai demorar no mínimo uma semana. Quando são projetos que consideramos especiais, aí a gente mobiliza a arte. Quando a gente quer uma visualização bacana… Mas para uma coisa do dia-a-dia, uma coisa mais rápida, aí é o Tableau. A gente tem investido em reportagens ligadas ao Hard-News, mais quentes. Então, se tiver
xxxi interatividade, vamos ter que mandar para a arte e esperar duas ou três semanas para ficar pronto. Nosso trabalho é estático por limitação de recursos mesmo.
9. Existe algum treinamento para a equipe?
Não sistematicamente. Esporadicamente há treinamentos. Hoje na equipe todos são jornalistas e todos já foram ao congresso da Abraji e fizeram oficinas de dados. Alguns também fizeram o curso do Knight Center. Todos têm interesse na área. Os próprios profissionais buscam suprir essas lacunas. No final de janeiro, eu, o Julião e o Marlen demos a primeira edição de um curso de checagem e dados para a redação d’ O Globo. São treinamentos hands on. Foram dois dias, com um módulo de checagem e um de dados. O módulo de dados é focado no Excel, para as pessoas entenderem as possibilidades que o programa permite. Agora, haverá outro na semana que vem. O objetivo é difundir a cultura de dados e checagem na redação. A gente quer que eles entendam o que a gente faz e que possam fazer algumas coisas. As pessoas têm que ver que muitas coisas são simples. Não precisa escrever código para fazer algumas coisas. Até para que o núcleo possa focar no que realmente é mais complicado, mais complexo, que exija conhecimento de Python, SQL… Com o treinamento de 3 horas de Excel, os repórteres poderiam fazer muito do que fazemos atualmente.
10. Do ponto de vista da recepção, qual o impacto das “data stories” para o leitor? O jornalismo de dados tem criado mais valor ao produto jornalístico da empresa?
Eu acho que sim, pois a partir do momento que se cria um núcleo de dados, o jornal viu valor em alguma medida. Mas, por outro lado, eu acho que o jornal dava pouco espaço para pautas de dados no noticiário. O jornal achava importante, estruturou um núcleo de dados, mesmo que pequeno, mas deixou penetrar pouco no noticiário, e acabou ficando uma coisa apartada da redação. Isso a gente está começando a fazer agora. Um núcleo irradiador da cultura de dados para o resto da redação. Eu acho que havia um espaço para o jornal explorar mais e acabou não acontecendo. Mas é o que estamos tentando fazer agora, pois há um preconceito, um medo, com relação a dados, pois as pessoas pensam que é muito difícil. Então queremos mudar isso.
xxxii Com relação ao acesso aos dados, falando aqui do Rio de Janeiro… Quando se trata de governo federal, é bom e é fácil. O serviço da Lei da Acesso à Informação funciona no âmbito federal. Quando passamos para o governo do Estado do Rio de Janeiro e prefeitura do Rio de Janeiro, tudo é muito difícil. Em algumas áreas, já conhecemos alguns atalhos, mas no geral, via lei de acesso, demora cerca de seis meses. São duas realidades. É por isso que você vê muito mais matérias com dados federais do que regionais. E isso é no Rio de Janeiro, que é um estado que supostamente deveria estar mais estruturado para lidar com esse tipo de informação. Institucionalmente falando, é mesmo uma questão de investimento.
12. Qual a disponibilidade da empresa para investir mais em JD?
Neste momento, não. Nós já ganhamos recentemente uma pessoa a mais. Nosso objetivo neste momento é manter a equipe nesse tamanho.