6. Findings
6.3. Food System activities
6.3.2. Effect of HIV on consumer behavior
a. Determinação do espaço
b. Leiaute do estoque e desenho das docas c. Configuração do armazém
d. Localização do estoque
2. Manuseio dos materiais
a. Seleção do equipamento
b. Normas de substituição de equipamento c. Procedimentos para separação de pedidos d. Alocação e recuperação de materiais
3. Compras
a. Seleção da fonte de suprimentos b. O momento da compra
c. Quantidade das compras
4. Embalagem protetora projetada para:
a. Manuseio b. Estocagem
c. Proteção contra perdas e danos
5. Cooperação com produção/operações para:
a. Especificação de quantidades agregadas b. Seqüência e prazo do volume da produção
c. Programação de suprimentos para produção/operações
6. Manutenção de informações
a. Coleta, armazenamento e manipulação de informações b. Análise de dados
c. Procedimentos de controle
A seguir ilustra-se uma figura que representa as atividades logísticas na cadeia de suprimentos imediata da empresa.
Figura 04: Atividades logísticas na cadeia de suprimentos imediata da empresa Fonte: Ballou (2006, p. 31).
O Processo de distribuição e logística é referente ao planejamento e a execução das atividades da cadeia de fornecedores, coordenando um fluxo seguro dentro da empresa e entre as demais. As atividades incluem o fluxo de matéria-prima e peças, manufatura e montagem, trilha de inventários e estoques, entrada e gerenciamento de ordens, distribuição através dos canais e entrega ao cliente. O principal objetivo é reduzir os custos do fornecimento, melhorar as margens dos produtos, aumentando a capacidade produtiva, bem como o retorno dos investimentos, podendo ser considerado como alternativa de definição para a expressão
Supply Chain Management (SCM) ou Gerenciamento da Cadeia de Fornecedores (DE
SORDI, 2003).
SCM coordena fluxos de informação, de controle e fluxo de material que envolve compras, operação e movimentação de produtos. O Supply Chain Council (SCC) é uma entidade sem fins lucrativos voltada para o desenvolvimento de pesquisas para o aprimoramento da cadeia de fornecedores, que desde 1996 desenvolve um modelo de referência denominado Supply Chain Operations Reference-model (SCOR). O SCOR é composto por cinco processos conforme definidos abaixo (DE SORDI, 2003, p. 62):
planejar: balanceia a demanda com a capacidade da cadeia, desenvolvendo um conjunto
de ações para melhor atender aos requerimentos dos processos de receber, fazer e entregar;
receber: obtenção de mercadorias e serviços para atender a demanda atual e planejada; fazer: transformação de produtos em produtos acabados para atender à demanda atual e
planejada;
entregar: entrega de produtos acabados e serviços para atender à demanda atual e
planejada, incluindo gerenciamento de distribuição;
retornar: tratamento dos retornos de mercadorias, tanto das entregas quanto das
recebidas pela empresa.
A empresa coordenadora de toda a cadeia estende a aplicação destes cinco processos a sua estrutura interna, seus clientes, fornecedores internos ou externos, aos fornecedores de seus fornecedores e aos clientes de seus clientes, resultando na denotação de Supply Chain, em cadeia de elos entre fornecedores (DE SORDI, 2003).
A globalização aquece o mercado, incentivando uma competição e a busca por um diferencial competitivo, onde os produtos são introduzidos com ciclos de vida reduzidos, os clientes cada vez mais bem informados e exigentes, aumentando suas expectativas, forçando as empresas a investir e se tornarem eficientes, passando a focar seus esforços na gestão da cadeia de suprimentos (SIMCHI-LEVI et al., 2003).
No Brasil, ainda há setores em que há um desafio a integração da cadeia de suprimentos, por ser um processo complexo, requer uma maior experiência do mercado e uma visão estratégica dos negócios. Assim, a conectividade poderá ser compartilhada, padronizada e homogênea em todos os elos da cadeia.
De acordo com Di Serio e Santos (2005), para se ter sucesso no ambiente competitivo atual é necessário à adoção de modernos sistemas de gerenciamento e a busca constante pela eficiência operacional. Onde o gerenciamento da cadeia de suprimentos deve dispor de competências, processos e soluções para ajudar as empresas a conquistarem seus objetivos. Para isso, é preciso ter foco na qualidade e oferecimento de mais serviços ao cliente, exigindo cuidados especiais na previsão da demanda e no planejamento colaborativo em toda a cadeia.
Porém, esse gerenciamento precisa estar integrado com as diversas atividades da cadeia logística, não podendo ser considerado como atividades independentes, buscando interligar o mercado, a rede de distribuição, o processo de produção e a atividade de aquisição de matéria-prima e materiais, de tal modo que os níveis de serviço aos clientes sejam cada vez maiores e com custos cada vez menores, alcançando assim uma vantagem competitiva através da redução de custos e da melhoria dos serviços. Além de agilidade e segurança, o SCM traz vários benefícios, são eles (DE SORDI, 2003, p. 64):
suporte à decisão de quando e o que produzir, armazenar e movimentar; comunicação rápida e eficaz dos pedidos;
identificação rápida e segura dos status dos pedidos;
verificação da disponibilidade e monitoramento dos níveis dos estoques; posicionamento das movimentações de materiais;
planejamento da produção baseada na demanda atual; comunicação rápida de mudanças no projeto do produto; compartilhamento das taxas de defeitos e retorno.
Dando continuidade aos itens acima relacionados, ainda tem um fator de vital importância para a indústria farmacêutica, que é importação de matéria-prima, onde essa integração facilita a comunicação, troca de informações, acompanhamento das etapas, agilidade nos processos, segurança, redução de custos, entre outros.
No entanto, segundo Bowersox e Closs (2001) a implementação da logística integrada exige substanciais mudanças culturais e organizacionais, assim como significativos investimentos em tecnologia de informação. O gerenciamento logístico pode impulsionar tanto a vantagem em produtividade quanto à vantagem em valor (CHRISTOPHER, 1997).
A cadeia de suprimentos é representada desde aquisição das matérias-primas pelos fornecedores, que são os fármacos; passando pelos fabricantes, que são os laboratórios, que podem entregar os medicamentos diretamente (redes) ou indiretamente (distribuidores). No mercado institucional estão os hospitais, centros de saúde e as secretarias públicas (estaduais e municipais).
E finalmente as farmácias, que também compram produtos de higiene pessoal e os cosméticos diretamente dos fabricantes. Geralmente, os fabricantes e distribuidores fazem entregas dos produtos para o depósito central da rede, que passam a estocar os medicamentos e alocar nas lojas. E no final da cadeia, o consumidor final (MACHLINE e AMARAL JR., 1998). Para alguns autores como Di Serio, Sampaio e Pereira (2007, p. 129) a análise da gestão da cadeia de suprimentos, trazem algumas conclusões, conforme relacionadas:
1. A competição ocorre entre as redes de negócio e não mais entre as empresas; 2. Os níveis de verticalização, horizontalização e conseqüente terceirização dependem do mercado e, tecnologicamente, da velocidade evolutiva da indústria; 3. As vantagens competitivas são temporárias e as competências essenciais necessitam evoluir em função da dinâmica do mercado;
4. É primordial identificar os elos fortes e fracos, níveis de poder, integração e interconexão entre os mesmos;
5. Buscar sincronização e conectividade entre os elos da cadeia o que pode minimizar o efeito chicote e, portanto melhorar a qualidade do planejamento do mercado, reduzir estoques e aumentar o giro;
6. É necessário gerar valor para o cliente em termos de produto e serviços.
Para facilitar o entendimento de como geralmente são apresentadas as cadeias de suprimentos da área farmacêutica, ilustra-se a seguinte figura.
Fluxo de Informações =
Figura 05: Cadeia de suprimentos da área farmacêutica Fonte: Adaptado de Machline e Amaral Jr. (1998)
A figura 05 representa a cadeia de suprimentos da área farmacêutica, que tem início com os fornecedores de matérias-primas (fármacos), passando pelos fabricantes (laboratórios) que entregam medicamentos diretamente às redes ou, indiretamente, por meio de distribuidores. O segmento institucional (hospitais, centros de saúde, secretarias públicas estaduais e municipais de saúde), ao lado das farmácias, constitui importante mercado. As farmácias compram também produtos de higiene pessoal e cosméticos, em geral, diretamente dos fabricantes. Os fabricantes e distribuidores entregam os medicamentos ao depósito central da rede, que estoca os produtos e os aloca às lojas.