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SENTIDOS-E-SIGNIFICADOS DE PROFESSORES DE DIFERENTES ÁREAS SOBRE A PROPOSTA CURRICULAR E OS CADERNOS DA SEE/SP

Entrevista gravada em: 10/05/2008 Tempo: 27’19’’

Marta: Professora Matemática PP: Professora Pesquisadora

1- PP: Então N, a gente vai conversar sobre a proposta curricular que é aquele caderninho preto, que tem os conteúdos , mas meu trabalho é mais especificamente sobre material didático, que são as revistas que temos que usar em sala de aula, ta?!Então, primeiro o que você está achando da proposta, de ter um conteúdo unificado para o Estado?

2 - MARTA: Eu acho válido, tem que ter mesmo se não fica muito jogado, nê? Mas eu não concordo com a:: ... eu não acho que aquela apostila seja algo novo. Acho que deveria ser trabalhado... deveria ter uma proposta, só que não da maneira que está sendo feita. Não com aquela apostila, porque pra mim aquela apostila ta muito resumida. Você não tem como explorar aquilo... fica muito... como posso falar?... reduzido... você não tem como abrir horizontes ... fica meio que bitolado, superficial...

3 - PP: Então com relação aos conteúdos que foram determinados por bimestres para gente trabalhar o ano todo, antes disso você fazia um planejamento do iria ser trabalhado?

4 - MARTA: Sim, sempre fiz.

5 - PP: Esse planejamento era individual ou...

6 - MARTA: Fazíamos coletivo. A Vera Dalva, a Verinha, inclusive, fazia e passava por todos os professores de matemática e todos nós seguíamos aquele conteúdo. Sempre houve, nem sempre a gente conseguia cumprir todo, né? Porque depende da sala tem seu grau de dificuldade, mas havia planejamento direitinho... foi feito.

7 - PP: e agora com esse planejamento você esta conseguido seguir o conteúdo? 8 - MARTA: é não mudou muito.

9 - PP: não?

10- MARTA: É a mesma coisa o conteúdo é quase o mesmo né porque é o que eu falei eles seguiam o livro didático porque o que tem lá tem no livro quem segue o livro, quem seguia o livro, quem utilizava o livro tava dentro desta proposta ai só que a apostila o material é resumido entendeu é como se diz superficial né coisa que no livro não você pode explora né e também tem mais exercícios que eles possam fazer né .

11- PP: E você ta usado? Chegou a usar a apostila tentou seguir ler?

12- MARTA: Eu li, é... vou utilizar no final do bimestre é só que antes eu não entrei direto com a apostila eu segui o livro eu segui no livro.

13- PP: (Falas truncadas)

14 -MARTA: É o livro que o governo federal mandou né? Não o estadual o estadual mandou esta revistinha aqui o governo federal né? Isso o governo federal mandou o livro de didático é esse que eu li esse que eu uso a apostila é como se fosse um material auxiliar entendeu.

15 -PP: sim.

17 -PP: Mas pela proposta da apostila a forma que está lá a metodologia de trabalho esta muito diferente do que você acredita que é o ideal?

18 -MARTA: Sim, porque eles pulam etapa eles comem etapa, eles passam, por exemplo, uma parte de construção lá. Eles pediram para que fizesse uma construção sendo que eles não tem base nenhuma de construção sendo que eles nuca exigiram construção e nas outras apostilas dos anos anteriores tinham construções como que eu vou chegar numa oitava serie e já de cara fazer uma construção sendo que eles não sabem o que é uma réplica, segmento e nem sabem usar uma régua não sabem nem utilizar o mínimo dos materiais você sabe que eles não sabem utilizar o compasso então não tem como você ir direto aquele conteúdo anão ser que você passe na lous e fale o gente vocês tem que fazer isso sem... eles nem saber porquê.

19 -PP: Então pelo que verificou nesse exemplo que você deu, eles não tem base porque a gente pegou a apostila esse ano (interrompe a fala)

20 -MARTA: É a apostila é muito jogada, ele pega o tópico descontextualizado, fora de qualquer coisa e joga lá, entendeu? 21 -PP: Mas N., assim... não sei se você olhou as apostilas das outras séries, mas isso não faz parte do conteúdo de outras séries, nada?...

22- MARTA: Não tem, não sei... O ano passado eu trabalhava com 6º série, eles não tinham, eles não, não tinha lá nas apostilas porque eles não tinham apostila né.

23- PP: Na apostila do professor.

24- MARTA: È não tinha construção, não tinha exercícios. Porque matemática tem vários tópicos, né. Tem geometria tem geometria, cálculo e tem o desenho geométrico. Nessa matéria de 8º série, logo no começo, eles pedem para fazer a construção usando o teorema de Pitágoras e tal e fazer a construção mostrar que provem de quadrados. Cada lado do quadrado, do triângulo retângulo cada lado representa a área de um quadrado, então eles mostram isso direitinho. Mas nas outras apostilas nunca teve, eu nunca tive como fazer construção pra eles. Agora eu preciso fazer construção, mas eles não tem a base. Como que eles vão fazer construção, entendeu?

25- PP. Entendi. Então é um problema que vai ter mesmo (fala sobreposta) É que eu pensei que como a gente pegou essa apostila do ano passado para cá o que foi problemático porque foi a implementação. Só que esse anos nós recebemos apostila, eles receberam também. Eu tinha imaginado que esse conteúdo que está na 8 série provavelmente já.(fala interrompida).

26- MARTA: Trabalhou antes 27- PP: Isso.

28- MARTA: Não

29- PP: Pelo que você viu, não tem.

30- MARTA: Não, na 7º série, eu não trabalhei com 7ª, né. Eu não conversei com o professor da 7ª. também pra ver, mas na 6ª. não tinha.

31- PP: Então problema pode ser por que a apostila é nova, eles colocaram um conteúdo que não tinha sido trabalhado antes. 32- MARTA: Então, a Vera, professora de matemática , Verinha. Ela falou que o conteúdo que é dado no 1º 2º ano precisa de pré requisitos pra que ela possa ser resolvido. Não tem como. Por exemplo, ele pede para achar é:::: eu não lembro exatamente de um problema.. È... a equação da reta . Ele nem sabem... Determine a equação da reta dados determinados pontos. Eles nem sabem o que é equação da reta.

34 -MARTA: É que eles já tenham. Que já foi visto. Eu não sei eu não trabalho com ensino médio aqui. Então não sei, mas pelo que a Vera , ela trabalha sempre que o ensino médio. Ela falou assim que eles não tem pré requisitos para pegar aquela apostila e resolver os exercícios. Não tem. Então é muito jogado. Ele não tem pré requisito para pegar a apostila e fazer. Isso daí podia até ser que desse certo, se começasse de uma outra forma. Não da forma que está sendo feita. Eles pegam o conteúdo isolado que tem lá, o conteúdo da 6ª série e jogam e tem que trabalhar aquilo sem saber se eles tem condição se tem pré requisito, se não tem para trabalhar aquela apostila. É muito isolado...

35- PP: Entendi. Você falou assim... se tivesse sido feito de uma outra maneira, mas que maneira? Se tem um noção você pensa de que outra maneira?

36- MARTA: É como eu digo não tem como inovar muito. Você pega o livro didático que lá tem tudo. Você pega autores renomados que (inaudível) é do Castruci, o autor e é o mesmo livro que é utilizado no particular entendeu? É só seguir aquilo que não tem... ali dá tudo, ali você tem o antes, o durante o depois, tem lá no livro não tem necessidade dessa apostila.

37- PP: Mas você acha... assim, esse livro que você usa, a metodologia que ele usa, atende... porque ... o que a gente imagina é que... Você acha que é significativa a maneira, a metodologia que eles estão usando é significativo para o aluno? Por que um trauma que as pessoas geralmente comentam de matemática, inclusive eu, é que você aprende e não sabe o que é, não sabe o que vai fazer com aquilo, pra que você aprendeu aquilo?...

38- MARTA: Isso é um problema, porque todo mundo acha que matemática .. é claro, é pra ser aplicada no dia-a-dia, mas onde você vaia aplicar... A professora de matemática, a meu ver, ensina uma linguagem... entendeu? A professora de matemática tem que ensinar uma ferramenta pra que a ciência use, a aplicação disso tudo que a gente aprende em matemática está nas outras ciências: na biologia, na física, na química...entendeu? é ali que eu vou aplicar o que eu estou usando. Qual é o meu papel? A meu ver é este: eu tenho que ensiná-los uma linguagem , entendeu. Uma linguagem que a ciência utiliza para resolver questões do dia-a-dia. Não sou que vou ensinar. É::é:: é o que eu falei, eu vou ensinar essa linguagem. A aplicação dela o professor de física, vai pegar aquela ferramenta que eu peguei pra utiliza e mostrar: Olha eu utilizei isso aqui. Tem essa situação que acontece que eu vou precisar dessa ferramenta. Então o professor de física não consegue trabalhar porque ele não consegue utilizar a ferramenta, entendeu. Então, pra mim , o professor de matemática ensina uma linguagem. Como professor de Inglês ensina uma linguagem. É uma linguagem. Matemática nada mais é do que uma linguagem da ciência, você entendeu? Por isso vocês podem ver que no livro de matemática, geralmente, tem exercícios repetitivos justamente pra você mecanizar, pra você entender aquilo. Se você entende o conteúdo, se você entende a teoria, você aplica naquele exercício que você vai mecanizar, depois aos poucos você vai entendendo o porquê daquilo conforme você for aplicando. Entendeu?

39 - PP: Mas você acha que para o aluno, isso é fácil dele compreender que a matemática (fala sobreposta - interrupção) 40- MARTA: Aí é que tá. Eu acho que é o professor que tem que passar isso. Acho que é o professor...por isso que o professor tem que estar sempre estudando né?! Porque se agente estiver sempre estudando a gente aprende. Porque a gente .. eu, pelo menos no tempo que eu estudei, e::: não tinha essa abertura. A gente tinha... era isso aquilo acabou. Hoje dia o professor que é mais antigo tem dificuldade em entender certas mudanças, não porque ele não saiba o conteúdo, é porque ele foi educado, foi formado pra uma coisa, ele não tem outra... ele não consegue mudar não é fácil o professor mudar, como que seria fácil? Se ele estivesse em constante...sempre estudando, entendeu?

41- PP: Em formação , né?

42- MARTA: É o único jeito pra gente poder ter flexibilidade. Senão não tem. Você aprendeu aquilo, você vai aplicar. E se você não mexe mais você vai ficar sempre daquele jeito pro resto da vida. Entendeu?

43- PP: N. com relação a esse material que veio, você acha que, não sei se só você ou se outros professores da área tem a mesma opinião. Mas assim, você acha que faltou curso de formação para explicar melhor o que é esse material, como a gente ... (interrupção)

44 - MARTA: Com certeza. Quem sabe, né? Se a pessoa que teve a idéia de fazer essa apostila conversasse com cada professor e passasse qual foi ... Por que da apostila o que ele pensou quando fez. Quem sabe a gente viria de uma outra forma, né? Eu acho que não mudaria muito. Quem sabe, né? Tudo é possível, a gente não pode afirmar aqui não. Quem sabe se a pessoa que fez aquilo mostrasse: Olha eu fiz isso pra isso, ou queria chegar nesse tópico, poderia ser aprimorado...um falando. Poderia ser aprimorado. Eu acho que... não sei se... se... se tinha o que aprimorar. É o que eu falei. Para mim, o livro

didático, é o livro didático e pronto. Não tem o que... Agora o que eu acho que pode ser que eles queiram é que ... pegar exercícios com menor nível de dificuldade, né? Mais fáceis, não aprofundar muito. Pode ser que eles queiram fazer issso com essa apostila. Não sei, mas só que aí coitado do aluno, ele vai sempre ficar em defasagem. Sempre...sempre à margem. Que eles sabem o básico, o básico, o básico...o básico do básico (risos) nuca vai ter condição é::é:de chegar a uma Prounic, não é aquele que deixa cota para alunos do ensino público? Os caras podem até entrar , porque vão ter a facilidade para entrar, mas não vão conseguir seguir, não vão conseguir, porque sempre vão estar nivelado por baixo.

45-PP: Você fez o curso do A rede aprende com a rede?

46 -MARTA: Não fiz. Não tinha como fazer, não tinha horário pra fazer. 47 - PP: E você teve contato com alguém que ..(interrupção)

48 – MARTA: Não, meu marido fez a rede do saber.

49 - PP: Ah tá, mas esse a Rede aprende com a rede foi sobre a revista (fala truncada) que foi o curso on line. 50 - MARTA: .Hum. Hum.

51 - PP: Aqui na escola você não teve contato com ninguém que fez?

52 - MARTA: Com ninguém. Que eu saiba foi a Vera. A Vera fez, mas ela não chegou a falar muito. Não deve ter acrescentado muita coisa, porque ela fala que a apostila e totalmente desfocada.. Então não sei se tem alguma coisa a acrescentar, né? Se ajudou alguma coisa que...

53 -PP: Então você acha assim N que ter um material independentemente de ser esse, ou fosse outro; ter um material unificado para o Estado você acha que não convém?

54 - MARTA: Eu acho que cada escola tem que ...tem que ver a realidade, né? Porque cada comunidade ter sua dificuldade. Cada um tinha que ver sua realidade, mas não tem como fugir muito,né!? Não tem como... O que você pode fazer é pegar um livro que tem uma linguagem mais acessível que outro, mas ... o conteúdo que tem num livro de um autor, tem no outro, entendeu. Acho que cada um tem que adequar a sua realidade.Professor tem que ter esse... esse... como fala? Insite , né? Pra poder ver o que é possível fazer, né? Eu mesma aqui nas oitavas, não tem oitavas que eu consiga trabalhar igual. Oitava C, por exemplo, não consigo trabalhar no mesmo ritmo que eu trabalho as outras oitavas, não tem como. Mas eu não deixo de utilizar, não deixo de trabalhar. Vou mais devagar, pego alguns exercícios faço mais vezes esses exercícios. Trabalho mais aquele conteúdo, pra depois passar para outro, mas mesmo assim utilizo o mesmo. Não vai no mesmo ritmo, mas vai no mesmo livro, entendeu?

55 - PP: Entendi. E você usa algum critério de sala pra sala? Você ta dizendo que as salas são diferentes (falas sobrepostas). E que critério você usa pra ( fala interrompida)

56 - MARTA: Tem sala que tem um nível de dificuldade maior do que outro. Então eu tenho que ir mais devagar, dar mais exemplos. Pegar... fazer mais vezes, falar mais vezes a respeito daquela teoria. Entendeu. Ir mais devagarzinho, mas não deixo de dar aquela teoria que ta lá, entendeu? Tem outras não, que ela entende mais rápido, trabalha mais rápido, que eu posso seguir mais... mas é o mesmo conteúdo. Não é diferente. O conteúdo é o mesmo, só que trabalho de um jeito diferente.

57 - PP: Você acha que os alunos... eles conseguem ...é:: eu queria entender melhor, que você me explicasse melhor como é você faz essa relação com... o que é a matemática pra eles? Da maneira que você trabalha é significativo? Em que momento eles conseguem perceber que isso é ... ele vai utilizar... (fala interrompida)

58 - MARTA: Como ele vai usar matemática no dia-a-dia dele? Eu procuro dar exemplos. Por exemplo, quando a gente ensina números negativos, lá na sexta série. Se eu só ensinasse pra eles o mecanismo sempre, eu é, é, é::: eu ... Há controvérsias, eu faço isso, mas acho que isso não é minha função. Eu acredito que não. Eu tenho que ensinar a linguagem, mas a aplicação disso eu acho que não é o professor de matemática. Eu penso assim, mas tudo bem. Mesmo assim eu mostro. As vezes eles falam: Ah onde eu vou usar isso? Por exemplo no dinheiro, né! Quando você tem ... O melhor jeito pra que eles entendam, quando eu trabalho números negativos, é daí dizer: eu tenho tanto, devo tanto. Se eu devo mais do

que eu tenho? Vou ficar devendo. Então represento a dívida através do número negativo, o sinal de menos. O extrato bancário. Eu procuro colocar o conteúdo ensinado no dia-a-dia deles. Embora eu ache que não é esse o papel do professor de matemática.

59 - PP: Ah é? Mas seria de quem então, não entendi.

60 - MARTA: Dos outros professores que utilizam a matemática como uma ferramenta 61 - PP: Como uma ferramenta?...

62 - MARTA: Entendeu? A matemática (fala interropida)

63 - PP: Uma questão, assim N, no sentido que você está colocando mesmo. Como que um ... que outras matérias que eles tem que envolvam matemática diretamente seria ... física, (fala interrompida)

64 - MARTA: Geografia utiliza matemática, a física, a química.. e::

65 - PP: De certa maneira, todas as matérias. Português também envolve matemática, né?

66- MARTA: O Português, acho que é o contrário. A matemática utiliza o português por a gente precisa do raciocinio. 67 - PP: é de alguma maneira a gente acaba utilizando.. sei lá em texto que envolvam número. Tantas pessoas que entraram...(fala interrompida)

68 - MARTA: O raciocícnio, é isso que eu acho.O professor de matemática é um decodificador ele tem que trabalhar essa linguagem tem que ser clara pra ele. Nem tudo, por exemplo a geometria a gente consegue entender até o... com três dimensões, mas foi verificado que existe mais dimensões. E você não consegue provar a 4º dimensão, entendeu? Mas a gente sabe que existe. Então nem tudo você tem como... onde é que eu vou usar isso? Então você tem que utilizar. Fazer com que eles entendam aquele código aquela linguagem matemática. Mas nem sempre você vai ter como mostrar onde vai ser aplicado. Não é esse o papel do professor da matemática, entendeu. Eu acredito isso.

69 - PP: e na apostila, eu ainda não vi a sua apostila pra saber como é que está. Mas eles fazem isso que você ta falando ou não, eles vão dando sentido pro que estão propondo ou....

70 - MARTA: Não, é:: é::Eles... Tem exerc... é ... tem dos dois. Tem exercícios que eles colocam no dia-a-dia, que mostra a aplicabilidade da matemática no dia-a-dia e...e... tem outros que não, são exercícios apenas para que você entenda essa linguagem.

71 - PP: E você ta falando que vai tentar trabalhar agora no final do bimestre, mas ... eu não sei.. de Português tem toda uma seqüência, né?! que leva um tempo pra você desenvolver, porque tem todo um trabalho...você tem que produzir isso, discutir,assistir isso para chegar a ... em matemática você vai conseguir fazer?

72 - MARTA: Vou porque o conteúdo, como eu falei, o conteúdo que ta lá... 73 - PP: Você vai trabalhar o conteúdo, não aquele processo que eles estão...

74 - MARTA: Exatamente. O conteúdo que tem, o que eu preciso, a teoria necessária pra possa resolver aqueles exercícios que tem na apostila é o que eu to trabalhando. Então aquela apostila nada mais vai ser do que uma atividade é...aplicando o que foiu ensinado.

75 - PP: Ah tá, você vai usar todo o conteúdo... e usar a apostila como forma de aplicabilidade.

76 - MARTA: Exatamente. O que tem lá eu já falei, eu já expliquei no livro, já fiz exercícios parecidos. Lá vai ser um exercício a mais, além do que eu já fiz, entendeu? Por exemplo, trabalhei os conjuntos numéricos, falei dos conjuntos numéricos, fiz todos os exercícios que o livro tinha a respeito daquilo. Agora eu vou pegar a apostila com os conjuntos

numéricos e saber do que se trata, é só resolver como se fosse um complemento um exercício a mais a respeito daquele assunto, entendeu?

77 - PP:Hã hã

78 - MARTA: Eu trabalho todo conteúdo necessário. Esse primeiro bimestre até que ta meio coerente tirando essa parte da construção, ne! Essa da construção eu vou ter que voltar desde o comecinho, por que eu tenho que falar o que é o que, por que eles não tem base nenhuma de construção.

79 - PP: Mas você acha assim , não sei , talvez, se a gente verificasse as apostilas dos anos anteriores, por exemplo, que viesse desde a quinta série quando começa numa seqüência para chegar agora na 8ª. série que é a série que você ta falando, ele já todo essa base para fazer, se (interrupção da fala)

80 - MARTA: Se tivesse...

81 - PP: Se tivesse, você acha que a apostila funcionaria?

82 - MARTA: Ué, mas nada mais seria do um exercício além, né, do que já pode.... tem os do livro, esse serie um complemento mesmo dos exercícios. Exercício extras.

83 - PP: Então, o que você usa de prescrição é o livro didático? 84 - MARTA: É o livro didático, é o mais importante.

85 - PP: E no ano passado, quando chegou essa apostila você trabalhou do mesmo jeito?