6. Analysis and Results
6.1 Econometric Testing and Correction of Empirical Model
O e-learning possui potencialidades que podem revelar-se muito úteis para as organizações, contudo também apresenta vulnerabilidades que podem constituir um obstáculo à sua implementação.
Rosenberg (2002) apresenta as seguintes potencialidades do e-learning:
Diminui os custos, pois minimiza custos com viagens, diminui o tempo de formação e reduz a necessidade de infra-estruturas;
O conteúdo pode ser reutilizado e actualizado com facilidade e rapidez;
Permite aprender 24 horas por dia e 7 dias por semana, acendendo de qualquer lugar e a qualquer horário;
Construção de comunidades: a internet permite construir comunidades para partilhar conhecimentos durante e após o curso;
Possibilita aumentar o número de formandos com um pequeno esforço e custo de implementação;
Aproveita investimentos realizados com as intranets.
Além das potencialidades enunciadas anteriormente, o e-learning permite o contacto
com as novas TIC e incentiva a participação do formando, pois barreiras como o
preconceito, timidez e medo são mais facilmente colocados de lado (Hutchins, 2001). É mais
flexível que a sala de aula, porque o formando que não compreende o conteúdo pode voltar
a revê-lo as vezes que considerar necessário. A combinação de imagens, gráficos e áudio, confere uma maior interactividade em relação à sala de aula típica, tornando os conteúdos mais apelativos (Drucker apud Jacobsohon, 2003).
Rosenberg (2002) refere a redução dos custos, em comparação com as salas de aula típicas, visto que o elevado investimento inicial pode ser compensado com o grande número de formandos. Segundo Pantazis (2002) a Universidade Online da General Motors, que possui 88 mil funcionários em todo mundo, estima que para cada dólar investido no e-learning, são economizados dois dólares em relação aos custos com a formação presencial em sala e mais um dólar em relação aos custos das viagens.
O e-learning permite um controlo e evolução da aprendizagem ao ritmo do aluno. O aluno é responsável pela sua aprendizagem, decisão dos conteúdos a estudar e pela imposição do ritmo e da profundidade que os pretende assimilar (Lima & Capitão, 2003).
Machado (2001) e Rosenberg (2002) mencionam que estimula a auto-aprendizagem, pois o formando não é um participante passivo, necessitando de adoptar uma postura activa para rentabilizar este tipo de ensino. Apesar das inúmeras potencialidades do e-learning,
CAPÍTULO 2 – O E-learning
este depende muito das tecnologias e das técnicas de ensino utilizadas, as quais devem ser definidas em função dos objectivos propostos e das necessidades do formando.
Por outro lado, o e-learning possui algumas vulnerabilidades que terão que ser ultrapassadas, tanto pela instituição de formação, como pelo formador e formando. Segundo Lima e Capitão (2003) este tipo de ensino obriga o formando a ter uma autodisciplina e
motivação forte pois é uma forma de aprendizagem mais solitária. Por outro lado, terão que
possuir os conhecimentos tecnológicos básicos para acederem a este tipo de ensino. Os formadores irão despender mais tempo na elaboração dos conteúdos e na interacção com os formandos. Godoy in Jacobsohon (2003) refere a dificuldade e falta de preparação dos
formadores para abandonar o seu papel tradicional de transmissor de informações e
assumir a função de orientador. Os formadores necessitam de formação inicial de modo a adquirir as competências necessárias para apoiar neste tipo de ensino. A instituição também terá que estar preparada, pois será necessário dotar a organização com equipamentos
informáticos e internet com largura de banda suficiente para que os conteúdos sejam
transmitidos com um grau de eficiência e qualidade aceitável. Os custos iniciais serão
mais elevados, pois o desenvolvimento de um curso requer equipamentos e o trabalho de
muitos especialistas para que a qualidade dos cursos seja assegurada (Lima & Capitão, 2003). Para uma melhor percepção de todas as potencialidades e vulnerabilidades do e-learning consultar o Anexo D.
As potencialidades do e-learning são imensas, contudo apresenta vulnerabilidades que podem ser barreiras à implementação deste tipo de ensino nas organizações, cabendo aos responsáveis pelas organizações ultrapassar as vulnerabilidades e tirar partido de todas as potencialidades que este tipo de ensino possui.
2.6 CONCLUSÃO
O e-learning nasceu da necessidade de transmissão rápida e eficaz de conhecimento da sociedade do século XXI. Considera-se o e-learning como um sistema de aprendizagem amplo, que recorre à internet para difundir o conhecimento.
Para que esta modalidade de ensino a distância funcione perfeitamente será necessário que o ambiente e-learning tenha cinco componentes estratégicos interligados de forma a auxiliarem o formando no seu processo formativo. Assim a formação encontra-se centrada no aluno, possuindo uma panóplia de recursos ao seu dispor.
O e-learning apresenta diversas potencialidades, contudo nunca se poderá esquecer as vulnerabilidades que este tipo de ensino a distância possui, pois podem constituir um obstáculo à implementação do e-learning nas organizações. Estas terão que ser ultrapassadas pelas organizações de modo a rentabilizar as potencialidades do e-learning.
A FORMAÇÃO CONTÍNUA NA GNR COM RECURSO ÀS NOVAS TECNOLOGIAS (E-LEARNING) 15
CAPÍTULO 3
A FORMAÇÃO CONTÍNUA NA GNR
3.1 INTRODUÇÃO
A evolução da sociedade é constante e para acompanhar este ritmo terá que haver necessariamente uma mudança de atitude nas mais diversas áreas da sociedade. A Guarda Nacional Republicana (GNR), tal como todas as organizações, face à globalização e evolução da sociedade, teve que acelerar o seu processo de mudança, de forma a marcar posição como uma força indispensável à segurança interna do nosso país. A recente reestruturação da GNR, introduziu uma nova organização e estabeleceu conceitos de funcionamento diversos do que vinha sendo prática. Neste contexto foi criado um novo Comando Funcional (CF), o Comando de Doutrina e Formação (CDF), directamente responsável perante o General Comandante Geral (GCG) pela formação na GNR. A formação encontra-se no centro deste processo de mudança e o e-learning uma realidade importante no processo de formação contínua dos militares.
Este capítulo trata da formação na GNR, nomeadamente a formação contínua com recurso ao e-learning. Inicia-se com a definição do conceito de formação, a distinção dos diferentes tipos de formação, seguindo-se uma explicação do actual sistema de formação da GNR. Posteriormente descreve-se a evolução do e-learning na GNR e a formação existente com recurso ao e-learning, culminando-se numa breve conclusão.
3.2 FORMAÇÃO NA GNR
“Conjunto de actividades educacionais, pedagógicas, formativas e doutrinárias que visam a aquisição e a promoção de conhecimentos, de competências técnicoprofissionais, de atitudes e formas de comportamento, exigidos para o exercício das funções próprias do militar, nas mais diversas áreas de actuação, permitindo assim a prossecução dos objectivos estratégicos, no âmbito da Missão Geral da GNR” (Guarda Nacional Republicana [GNR], 2008b, p.1-1).
Segundo as Bases Gerais da Formação na GNR (2008b), a formação é encarada como um recurso estratégico, utilizada para atingir determinados objectivos, entre os quais: melhorar a qualidade de serviço prestado à sociedade civil, preparar os militares para um melhor desempenho da sua função, melhorar os pontos fracos e reforçar as suas competências.