4. EVALUATING THE BELFAST AGREEMENT
4.3 E VALUATION OF THE A GREEMENT
Entenda?se por escritórios coletivos, espaços de trabalho e reuniões ocupados por 4 ou mais pessoas. Seguindo o proposto por Danielsson (2005, p.25), estes espaços podem ser subdivididos como: (1) pequeno – 4 a 9 pessoas/ sala; (2) médio – 10 a 24 pessoas/sala; (3) grande – mais do que 24 pessoas. As barreiras físicas como portas e paredes são eliminadas para que se crie uma transparência e fluidez do espaço, onde nada poderá impedir a circulação da informação, argumento para aumento de produtividade (AYOKO, 2003).
As tipologias de porte médio ou grande são usualmente conhecidas por “escritórios panorâmicos” e caracterizadas por espaços abertos, não fechados por paredes ou divisórias de chão ao teto, mobiliário modular, divisórias removíveis baixas dividindo estações de trabalho que compartilham um mesmo ambiente (CHARLES; VEITCH, 2002; DOBBELSTEEN, 2004). Os escritórios panorâmicos variam no que diz respeito a: altura de divisórias, mobiliário, densidade de ocupação, acessibilidade (OLDHAM; ROTCHFORD, 1983). Podem ter estações de trabalho com divisórias altas, baixas, conjunto de estações de trabalho separadas entre si por divisórias altas ou baixas, estações de trabalho em uma área completamente aberta, ou ausência de divisórias (BECKER; SIMS, 2001).
Grande parte dos estudos volta?se para estudar a satisfação, comportamento e características destes escritórios panorâmicos (DUFFY, 1992, BRILL; KEABLE; FABINLAK, 2000; FISCHER; TARQUINIO; VISCHER, 2004). O conceito de escritório panorâmico ou (surgiu nos anos 50, na Alemanha, como ambiente que proporcionava interação. Conceito pioneiro de projetar um escritório em um espaço aberto, permitindo liberdade de circulação e conectividade (DUFFY, 1992). Passou a ser amplamente utilizado na década de 70, tornando?se padrão dos edifícios de escritórios americanos. No entanto, pesquisa mostra que em escritórios panorâmicos pode ocorrer significativa redução do desempenho individual e de equipe, além de redução de satisfação com o trabalho (BRILL; KEABLE; FABINLAK, 2000). Estudos mostram que apesar das pessoas valorizarem contato e comunicação, ainda resiste a ambientes abertos de escritórios (PENN; DESYLLAS; VAUGHEN, 1999). Reação é mais pronunciada se movem de escritórios fechados (CHURCHMAN et al., 1990). Brill, Weidemann e BOSTI (2001) relata que as preocupações com distrações e interrupções são mais importantes do que qualquer outro fator apontado por seus ocupantes.
120 Salas fechadas de apoio em escritórios abertos proporcionam condições de privacidade e falta de ruído, podendo ser utilizadas para tarefas que exigem concentração ou conversas que exijam confidencialidade. Estas salas complementares são importantes no sentido de minimizar as desvantagens desta tipologia principalmente para permitir que haja condições de privacidade e para concentração.
As seguintes vantagens do uso de escritórios “abertos” encontradas na literatura foram: (1) Flexibilidade no layout, facilidade em mudanças (DUFFY, 1992; BRENNAN; CHUGH; KLINE, 2002; OLDHAM; BRASS, 1979; SUNDSTROM; HERBERT; BROWN, 1982; HEDGE, 1982; CANGELOSI; LEMOINE, 1988; JACKSON; KLEIN; WOGALTER, 1997). Tipologia tem como objetivo ser flexível a mudanças na forma de organização sem precisar reformar o ambiente. Uso de divisórias baixas entre estações de trabalho para reduzir ruído e aumentar privacidade. Como espaço flexível, permite que layout seja facilmente ajustado às mudanças organizacionais, tanto tamanho quanto estrutura. Estações podem ser facilmente re?configuradas a custo mínimo; (2) Facilidade de comunicação entre colaboradores (BROOKES, 1972; ALLEN; GERSTBERGER, 1973; HUNDERT; GREENFIELD, 1969; IVES; FERDINANDS, 1974; DUFFY, 1992; BECKER; SIMS, 2001; CHARLES, VEITCH, 2002; STONE, 1998) e supervisores (SUNDSTROM; BURT; KAMP, 1980). Resultados de observações, pesquisas e entrevistas indicaram que escritórios panorâmicos facilitam a comunicação Becker e Sims (2001, p.11). A ausência de barreiras físicas facilita comunicação entre indivíduos e entre departamentos; (3) Economia de espaço (DUFFY, 1992). No estudo de caso de ZEITLIN (1969) houve uma redução de 40?50% de área ao adotar escritórios panorâmicos, 20% de redução de custo de manutenção; 95% de redução do tempo de adaptações; 10?20% aumento de produtividade; (4) Facilidade de supervisão (DUFFY, 1992).
As seguintes desvantagens do uso de escritórios “abertos” encontradas na literatura foram: (1) Redução no desempenho (BROOKES, 1972); (2) Falta de privacidade (BROOKES, 1972; BROOKES; KAPLAN, 1972; HEDGE, 1982; SUNDSTROM et al., 1982; SUNDSTROM; BURT; KAMP, 1980; HUNDERT; GREENFIELD, 1969; ZALESNY; FARACE, 1987; BLOCK; STOKES, 1989; DAVIS, 1984). Falta de privacidade acústica e visual (MARANS; SPECKELMEYER, 1982; HEDGE, 1982; 1986; CANGELOSI; LEMOINE, 1988); (3) Aumento de ruído podendo afetar negativamente a produtividade (BROOKES, 1972; BROOKES; KAPLAN, 1972; SUNDSTROM; BURT; KAMP, 1980). Redução na produtividade (HEDGE, 1982, STONE, 1998); (4) Ambiente com distrações (DUFFY, 1992; BROOKES; KAPLAN, 1972; HEDGE, 1982; HUNDERT; GREENFIELD, 1969; IVES; FERDINANDS, 1974; NEMECEK; GRANDJEAN,
121 1973; OLDHAM; BRASS, 1979; SUNDSTROM; BURT; LAMP, 1980; CHARLES, 2002; DUVAL, 2002; MCCARREY et al., 1974; STONE, 1998). Ruído e o movimento das pessoas junto às estações de trabalho são considerados fontes de distração (BELL et al., 2001); (5) Falta de controle do indivíduo no ambiente (DUFFY, 1992; MCCARREY et al., 1974); (6) Insatisfação com o ambiente de trabalho (MARANS; YAN, 1989; OLDHAM; BRASS, 1979; SPRECKELMEYER, 1993). Reduz satisfação e motivação interna (BROOKES; KAPLAN, 1972; OLDHAM; BRASS, 1979); (7) Sensação de lotação (BROOKES, 1972; SUNDSTROM; BURT; KAMP. 1980); (8) Deterioração na comunicação (CLEARWATER, 1980). Charles e Veitch (2002) mencionam que a vantagem de melhorar a comunicação muitas vezes não ocorre em escritórios panorâmicos. Influenciam negativamente a comunicação (OLDHAM; BRASS, 1979); (9) Obriga as pessoas se controlarem durante todo o tempo, além das pessoas se sentirem desprotegidas e desenvolvem comportamento para evitar transparência (FISCHER, 1997); (10) Aumento de conflitos culturais entre as pessoas por permitir distração, invasão de privacidade, e tornar mais aparente as diferenças entre orientações de trabalho dos funcionários (AYOKO, 2003).
6.2.1.3. Escritórios não territoriais
Define?se escritórios não territoriais como espaços de trabalho em que as pessoas não possuem estações de trabalho fixas, ou seja, as estações de trabalho são compartilhadas entre os colegas.
Allen e Gerstberger (1971, 1973) avaliam o impacto de escritórios coletivos sem estações de trabalho fixas, ou seja, não territoriais no comportamento, comunicação e desempenho. Chegam a resultados favoráveis para utilização de escritórios não territoriais, e indica que terá mais chances de sucesso em grupos que passam grande parte do tempo fora do escritório.
Allen e Gerstberger (1973, p.8) mencionam a aceitação crescente dos departamentos a esta forma de organização, com sensação de mais privacidade e menor distração. Compara escritórios compartilhados por duas pessoas onde há pouca privacidade e distração com escritórios não territoriais, que permite que as pessoas escolham lugares para trabalhar em que possam ter privacidade e concentração. Como nos escritórios abertos, recomendam a previsão de salas de apoio fechadas que criem condições em que as pessoas possam ter privacidade e desenvolver tarefas que exijam concentração.
A quantidade limitada de estações de trabalho pode ser compensada por espaços complementares como áreas de reunião, , estações flexíveis de trabalho, etc.. Uma alternativa para isto é o conceito de postos de trabalho não fixos, ou seja, a estação de trabalho não pertence a um funcionário, pode ser utilizada por qualquer funcionário desde que necessário. As estações de trabalho são padronizadas e em rede, e devem ser deixadas vazias após o uso. Isto adapta o número
122 de estações de trabalho ao número de funcionários que estão efetivamente presentes na empresa. Com isto, o número de funcionários poderá aumentar de 1350 para 1850 sem precisar aumentar o espaço físico. Implantada em 1999, este sistema tem sido aceito pelos funcionários da empresa.
6.2.2. Modularidade
Segundo Watch (2001, p.141), a maioria das estações de trabalho ocupa área de 9,30 a 18,60m2. Para Braun e Grömling (2005, p.41), a área padrão ocupada por estação de trabalho é de 6,00m2. A altura piso a piso deve variar entre 2,90 e 3,40m. Considera, no entanto, que o pé?direito deveria ser no mínimo 3,00m, para favorecer futuras alterações.
O módulo básico da estação de trabalho é formado pela mesa, cadeira e espaço de movimentação. Há o módulo básico com computador, sem computador e espaço para reuniões.
Figura 6.3. Módulos básicos de trabalho. Fonte: KLAUCK, 2002, p. 72.
A área considerada por módulo básico de estação de trabalho varia de acordo com as normas de cada país, ou mesmo dentro do país. A Tabela 6.2 ilustra as dimensões consideradas para alguns países.
Tabela 6.2. Comparação entre áreas mínimas exigidas por estação de trabalho por país (independente do tipo de escritório).
País Área por estação de trabalho Área bruta por estação de trabalho
Alemanha 12?15m2 25?27m2
UK 7?10m2 14?16m2
EUA 6?12m2 19?23m2
Fonte: KLAUCK, 2002, p.72.
6.2.3. Dimensões
Os escritórios são dimensionados a partir do módulo ocupado por uma pessoa. A área prevista para cada pessoas em escritórios individuais tende a ser maior do que a área prevista em escritórios coletivos. A Tabela 6.2 lista as áreas consideradas como referências por diversos estudos. A área
atribuída por pessoa muitas cargo maior a área atribuíd locação de pessoas de difere físico.
Ocupantes de estações de tr mais satisfação com priva 1993). Aumento da área da ambiente (OLDHAM; ROT