7. Nærmere om enkelte EØS-saker på utvalgte rettsområder
7.2. EØS-saker med en forfatningsrettslig side
Ao retomarmos o percurso histórico das reuniões, ações e produções escritas realizadas pelo Grupo de Estudos de Professores de Arte do CEMEPE, verificamos que, mesmo com as situações de rupturas e continuidades quanto à obrigatoriedade de participação nas reuniões e as questões relacionadas à remuneração, os momentos de reunião acabaram se constituindo em momentos de troca, às vezes, de desabafo, ampliação de repertório, provocação e de ação política em defesa de um ensino da arte de qualidade. Já as leituras e discussões realizadas no NUPEA trouxeram, para os professores de artes visuais/plásticas que delas participaram, o aprofundamento teórico-conceitual de assuntos e questionamentos que surgiam no âmbito da sala de aula, mas que necessitavam de estudo e aprofundamentos constantes, como é o caso da formação docente e da leitura de imagens.
Assim, voltamos nossa atenção para esse dois grupos de estudos como espaços de formação continuada que se consolidaram por meio da ampliação dos conhecimentos e da consciência dos professores de Arte de Uberlândia sobre suas práticas docentes, contribuindo, efetivamente, com a preparação desses professores para o trabalho com as imagens em sala de aula, como podemos verificar pelo relato da professora Anita:
Eu acho que [o trabalho com]66 a imagem é um ganho legal porque ela te possibilita outros caminhos que você não pensou. Quando eu levo a imagem pra sala, às vezes eu estou com aquele propósito, com aquele planejamento e de repente você vai pega um desvio, você vai parar em outro lugar. Então eu acho que esse é um ganho a partir da imagem. Pela imagem você vai pegando outras diretivas.
66 Acréscimos nossos.
Essa postura investigativa com relação às imagens também foi por nós verificada nos documentos produzidos pelo grupo de professores de Arte do CEMEPE e nas ações realizadas no NUPEA, que foram analisados neste capítulo, à medida que mostramos a preocupação gradativa com a análise da imagem e sua leitura em sala de aula como um dos aspectos propulsores e intensificadores das discussões, estudos e trocas de experiências sugeridos e realizados pelos professores.
Nesse aspecto, as ações desses dois grupos de estudos, que congregam professores de artes visuais/plásticas, vão ao encontro da afirmação expressa por Buoro (2002) de que, apesar de a leitura da imagem fazer parte das aulas de Arte do ensino formal desde o início da década de 1990 e despontar oficialmente nos PCNs (1998) como um dos paradigmas norteadores desse ensino no contexto brasileiro, as práticas dos professores de Arte em relação à leitura de imagens revelam que a formação inicial não tem sido suficiente para preparar os professores para saber lidar com a multiplicidade de leituras que as imagens possibilitam.
Dessa forma,
[...] é de fundamental importância investir na formação e na sensibilização do professor para a leitura da imagem, a fim de que, de posse plena dessa competência, ele se torne capaz de trabalhar contracorrente de qualquer olhar redutor, condicionado e esvaziado, imposto pelos ritmos do cotidiano, em meio à superabundância de imagens que se alternam diante do olhar. (BUORO, 2002, p.43).
Nessa perspectiva, evidenciamos a importância desses dois grupos de estudos como espaços de leitura e de discussão que abastecem as práticas de sala de aula, enriquecendo e ampliando de forma significativa o repertório teórico-conceitual e, especialmente, de confiança e credibilidade no trabalho realizado pelo professor em sua sala de aula.
A esse respeito, é significativo o relato da professora Regina, que encerrou a entrevista coletiva:“A gente percebe, por esse percurso, o quanto nós estamos imbricados um pelo
outro, mas sem perder as características individuais e os percursos individuais que cada um vai seguindo e está construindo”.
Por meio desse depoimento, reafirmamos a importância do Grupo de Estudos de Professores de Arte do CEMEPE e do NUPEA, como grupos de estudos que se constituíram e se mantêm no movimento de agregar e reelaborar necessidades individuais e, assim, produzir um coletivo de professores de Arte. Entendemos que as ações e as produções desses dois grupos de estudos demonstram que o trabalho coletivo foi ganhando uma dimensão cooperativa em que os grupos, e cada professor individualmente, encontram apoio para manter o que acreditam ser um ensino da arte de qualidade.
Como menciona Davini (1997, p.44), em relação à importância do grupo na formação do professor:
Cada grupo está no eterno movimento de ir e vir no caminho da mistura, do igualar-se até a diferenciação, a busca de criar uma identidade onde cada um possa sentir-se reconhecido. Este caminho pulsa temporalmente, embora no âmbito lógico, fazendo infinitas combinações entre o eu e o outro.
Percorrendo a trajetória dos Grupos de Estudos de Professores de Arte do CEMEPE e do NUPEA, percebemos que as combinações estabelecidas entre os professores que deles participam criaram um movimento de aprendizado e de busca contínuos. Ao sistematizar os momentos de troca de experiências e de estudo, esses professores aprenderam a refletir criticamente sobre os métodos, os conteúdos e as imagens trabalhados em sala de aula, e, dessa forma, aperfeiçoaram seus conhecimentos e práticas profissionais.
Uma vez atestada a importância do CEMEPE e do NUPEA, como grupos de estudos que participam da formação continuada dos professores de artes visuais/plásticas de Uberlândia, buscamos, com este trabalho, analisar a relação das práticas atuais de professores de Arte que atuam na Rede Municipal, particularmente as relacionadas à leitura de imagens, com as leituras, estudos e reflexões realizadas nas reuniões desses grupos de estudos, considerando as
interações que o professor estabelece no seu contexto de atuação profissional e sua compreensão sobre os conhecimentos adquiridos em sua formação e atuação docente.
5 RELAÇÕES ENTRE AS AÇÕES DOS GRUPOS DE ESTUDOS DE PROFESSORES