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Dyreplankton og littorale krepsdyr

4. Resultater og vurderinger

4.1 Totalfangst av fisk

4.2.4 Dyreplankton og littorale krepsdyr

Segundo Spink e Lima (2000), a análise inicia com uma imersão no conjunto de informações coletadas, procurando familiarizar-se com os sentidos antes de estruturá-los em categorias, classificações ou tematizações. As autoras entendem que tais processos são importantes, porém não podem ser impositivos. Existe a necessidade de olhar para todo o conjunto de informações inicialmente: o confronto possível entre sentidos construídos no processo de pesquisa, de interpretação daqueles decorrentes da familiarização prévia com nosso campo de estudo (revisão bibliográfica) e das teorias de base. A partir desse confronto adotam-se os seguintes procedimentos: (1) transcrição integral das entrevistas; (2) transcrição sequencial das entrevistas; (3) construção dos mapas para análise dos temas selecionados.

Primeiramente, foi feita a transcrição integral das entrevistas utilizando as convenções de Jefferson (ATKINSON; HERITAGE,1984) – encontrados no anexo D. Em seguida, foi feita a

27 O questionário on line foi um instrumento desenvolvido após a discussão do MSN e tinha duplo objetivo: o de

analisar a polissemia do termo bareback em outros estratos sociais da população, e de convidar pessoas para participarem da segunda etapa da pesquisa, no caso, a entrevista face-a-face.

transcrição sequencial que consiste em um resumo, obedecendo a sequência da interação estabelecida entre pesquisador e pesquisado. Esta forma sintética ajuda a entender as temáticas mais relevantes de acordo com os objetivos propostos neste trabalho.

Quadro III - Exemplo de parte de uma transcrição sequencial: Cristian

Interlocutores Transcrição sequencial Temas

GE Fala sobre a pesquisa, os procedimentos, sigilo; questiona sobre início das práticas sexuais.

CR Início aos 20 anos. Considera início das

práticas sexuais tardio. GE Argúi sobre as parcerias.

CR Intercalou entre parcerias eventuais e fixas. Hum::::m (x) Eu tive parceiros esporádicos e tive namoros de (x) duração de um, dois, três anos. Então:ooo, variava = variava da época.

Parcerias eventuais e fixas.

GE Fala sobre o uso de preservativo.

CR Intercala uso do preservativo. (...) Hum, em práticas com parceiros não fixos (.) hum, existiam as duas hipóteses: às vezes era sem preservativo, às vezes era com preservativo.

Uso eventual de preservativo.

GE Pergunta sobre o critério para o uso do preservativo.

CR Relata observar o comportamento do parceiro e fazer redução de risco. Hum::::m, na verdade eu (x) sondo a pessoa para ver qual o tipo de prática que ela faz. Se ela é ou não (x) realmente uma pessoa que faz sem preservativo. Hum:::::m, e como é parceiro esporádico eu não exponho a minha sorologia e nem pergunto a sorologia da pessoa. Então eu opto por (.) por fazer uma redução de riscos, que é se eu transar sem preservativo com essa pessoa por eu ser ativo (.) eu não ↓ gozo dentro. Então eu (.) transo sem o preservativo, mas não até o final.

Gestão de riscos.

GE Questiona a origem da informação.

CR Principalmente sites da internet. Por pesquisas na internet = só que pesquisas fora do Brasil, ou em sites americanos ou em sites canadenses, ↑ é investigando sites específicos de médicos voltados para o HIV/aids. Hum:::m = eu obtive a informação da escala de

RISCO né? De (x) que tipo de relação e de que forma você tem maior ou menor risco, né? Então a (x) prática sem preservativo é uma prática de risco hum, porém você reduz o risco se você não tiver a ejaculação interna(.hhh) no parceiro.

Em seguida, foram elaborados os mapas dialógicos para identificar os principais temas presentes nas narrativas dos participantes. Dito isso, foram escolhidas três temáticas com base nos objetivos específicos desta dissertação:

1 - Práticas sexuais/ uso do preservativo/ informações sobre prevenção/ riscos. 2- Argumentação científica/ fontes de informação.

3- Argumentação não-científica/ fontes de informação.

A elaboração de mapas dialógicos, de acordo com Spink e Menegon (1999), ajuda a sistematizar o conteúdo para análise das práticas discursivas em busca dos elementos formais do processo de interação dialógica dos repertórios usados nessa construção discursiva e da dialogia implícita na produção de sentidos. Os mapas permitem maior visualização do material a ser analisado e apresenta duplo objetivo: auxiliar no processo de interpretação e facilitar a comunicação dos passos ligados ao processo interpretativo. Segundo Spink e Menegon (1999), constroem-se os mapas da seguinte maneira: a partir da transcrição sequencial, são definidas as principais categorias de análise que refletem os objetivos da pesquisa, sem tentar esgotar as possibilidades de sentidos dos discursos. Busca-se compreender a interanimação dialógica e, para tanto, o diálogo é transcrito em sua íntegra sem omitir qualquer palavra. Com as colunas pré-definidas, usa-se o processador

Word for Windows e digita-se toda a entrevista. Cada trecho é “cortado” e “colado” na coluna que

corresponde ao seu tema, produzindo um efeito escada das falas, respeitando a ordem dos discursos (RAMIRO, 2009). No quadro IV apresenta-se um exemplo de mapa temático para fins de familiarização.

Quadro IV - Exemplo de um trecho de mapa dialógico: Rony

Práticas sexuais/ Uso do preservativo/ Informações sobre

prevenção/ Riscos. Argumentação científica/ fontes de informação. Argumentação não- científica/ fontes de informação. Outros.

GE: Boa tarde, Rony. Vamos começar o nosso bate-papo sobre o uso da argumentação científica no campo da aids.

Eu gostaria que você me falasse a sua idade? O que você faz? Como é a sua rotina?

RO: Bom, ((pigarro)) meu nome é Rony, tenho 26 anos, ↓ atualmente eu não trabalho, só estudo. Minha rotina é casa, <academia, livros> e::::e ↑ amigos de vez em quando, um rolézinho, coisas assim.

GE: Fale-me um pouco do início da sua vida sexual?

RO: Bom::::m o início da minha vida sexual (.) eu sempre tive contato com héteros (.) ↓ desde os meus ↑ dezesseis anos de idade, eram meus amigos de bairro, a gente se conhecia, estudava junto, morava próximo, han::::n. Em um contato nos descobrimos e acabou tendo >contato de sexo< a primeira vez, onde:::::e eu fui o passivo = né? Por que eles eram <héteros> ↓ na época, >ainda são< = mas beleza.

GE: E isso durou por quanto tempo?

RO: Isso durou dos meus dezesseis até os meus DEZO::::OITO, dezenove anos. Porque dos (x)

dezoito para os dezenove eu conheci a balada.

GE: E nessa época você já tinha informações sobre DST, HIV/aids? Já usava preservativo?

= tipo = você estuda = mas você não tem o CONTATO. Então, tinha o uso do preservativo (x) ocasional, hã::::ã >e tinha informações sobre a aids<.

RO: Tinha aquela informação didática que é dada na escola

Após a construção das categorias de análise, foram utilizados trechos dos mapas dialógicos para se tecer a linha argumentativa, procurando dialogar com os objetivos e com o referencial teórico.