6 OTHER EFFECTS OF HYDROPHOBIZING AGENTS ON CEMENTITIOUS
6.4 Durability of hardened concrete
A responsabilidade social é um tema cada vez mais pertinente nas discussões sobre o papel e a função das empresas em suas relações com a sociedade. Mesmo sendo considerado um assunto recorrente, ainda existem algumas controvérsias sobre sua definição e aplicação. No entanto, é inegável a necessidade de discussão e da aplicação do tema nas corporações de todos os níveis.
Para Toldo (2002, p. 82), responsabilidade social é o
comprometimento permanente dos empresários de adotar um comportamento ético e contribuir para o desenvolvimento econômico, melhorando simultaneamente a qualidade de vida de seus empregados e de suas famílias, da comunidade local e da sociedade como um todo.
Ética e responsabilidade social andam juntas. Aquela diz respeito aos valores e princípios morais os quais devem ser discutidos e aplicados nas decisões e atividades das empresas, e desta forma, Alessio (2004, p. 68) explica:
que se faz necessário em face às consequências sociais que podem advir, perante a sociedade e a opinião pública, de decisões e ações tomadas pelas empresas que levem em consideração apenas interesses econômicos. É nisso que reside o sentido de obrigatoriedade e não nas demandas sociais que afetam a sociedade.
Outros autores, como Bueno, Serpa, Sena, Oliveira e Soeiro (2002) destacam a preocupação da empresa em desenvolver ações socialmente responsáveis, por meio de programas consistentes que tenham continuidade, que apresentem resultados tangíveis, gerando e disseminando conhecimento,
promovendo seus públicos de interesses2 que exerçam alguma influência ou sejam influenciados pela empresa.
Para Alessio (2001, p.71)
a expressão responsabilidade social das empresas é um comportamento dos indivíduos que fazem parte das empresas, seus acionistas, dirigentes, funcionários e colaboradores que tomam as decisões, orientados ou não por uma conduta ética, mas cujas atitudes terão consequências seja a um dos stakeholders, seja, à sociedade em geral.
A atividade de responsabilidade social de uma empresa não deve se manifestar de forma emergencial ou desesperadora diante de problemas com consumidores, empregados, comunidade ou governo, mas constituir-se de uma atividade em longo prazo, consciente e desenvolvida dentro do ambiente empresarial, incorporado a cultura corporativa. Estas práticas não devem ser confundidas com as ações e demandas previstas em lei, pois desta forma a empresa cumpre apenas suas obrigações, temerárias de punição. (Souza, 2001).
O que uma empresa oferece deve ir além das práticas já previstas na legislação. Oferecer empregos, tratar com dignidade seus parceiros, funcionários e consumidores, respeitar o meio ambiente, pagar seus impostos em dia, dentre outras, configuram-se obrigações sociais para as empresas e isto não pode ser considerado como comportamento socialmente responsável (Correa; Medeiros, 2003).
O Instituto Ethos, de Responsabilidade Social, organização não governamental que auxilia empresas na implantação de ações responsáveis, desenvolveu em 2010 uma cartilha de indicadores para nortear a prática destas ações. Neste relatório é expresso que
a empresa é socialmente responsável quando vai além da obrigação de respeitar as leis, pagas impostos e observar as condições adequadas de segurança e saúde para os trabalhadores, e faz isso por acreditar que assim será uma
2 Públicos de interesse são os grupos internos, externos e mistos que influenciam ou sofrem influência das empresas como consumidores, funcionários, governos, comunidade, fornecedores etc. Já stakeholders é um conceito que começa a se consolidar no mercado brasileiro. Representa os “novos proprietários” da empresa, que corresponde a todos os indivíduos e grupos de interesse que exercem pressão sobre os procedimentos estratégicos das organizações e estão sujeitos a serem afetados de diferentes maneiras pelas decisões do comando das organizações (França, 2004)
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empresa melhor e estará contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa. (INSTITUTO ETHOS, 2010)
A responsabilidade social deve ser definida como o dever da empresa de ajudar a sociedade a atingir seus objetivos de forma a deixar transparecer suas ideias pelo discurso, visto que a
cidadania empresarial, dentre outras coisas, diz respeito a uma atitude proativa que as entidades privadas devem ter diante dos diversos problemas que a comunidade na qual se insere apresenta, agindo de forma transformadora e assumindo-se como entes dotados de responsabilidade cívica. (LIMA, 2002, p. 107).
Sendo uma forma de a empresa se apresentar à sociedade como colaboradora para o desenvolvimento social e não como uma empresa exploradora de recursos econômicos e humanos.
A cidadania empresarial trata-se da adoção de um novo conceito na Administração, com práticas voluntárias e responsáveis envolvendo todos os públicos, uma gestão ética e solidária, que não busque apenas lucros, mas o desenvolvimento humano (Vassallo, 2000).
Segundo o mesmo relatório,
A prática da responsabilidade social revela-se internamente na constituição de um ambiente de trabalho saudável e propício à realização profissional das pessoas. A empresa, com isso, aumenta sua capacidade de recrutar e manter talentos, fator chave para seu sucesso numa época em que criatividade e inteligência são recursos cada vez mais valiosos (...). (INSTITUTO ETHOS, 2010)
A empresa apresenta, por meio do discurso, sua responsabilidade social ao comprometer-se com programas sociais voltados para o futuro da comunidade e da sociedade.
Neste contexto surge o termo “cidadania corporativa” ampliando a responsabilidade das empresas com a sociedade, envolvendo-se em causas que vão além de suas obrigações legais:
O conceito de cidadania corporativa traz outro elemento, a governança corporativa, que avalia o modo como a empresa trabalha,
(...) se este deve ser responsabilizável e bem dirigido, porque os mesmos padrões não podem ser aplicados aos negócios? (...) A boa governança corporativa é central para a cidadania é tão importante quanto à responsabilidade do governo pela boa governança da nação. A empresa também deve ser governada beneficiando todas as partes interessadas. (Alessio, 2004, p. 70).
A governança corporativa apresenta desafios que envolvem a empresa como um todo, de modo a fazer com que a responsabilidade social e as ações de sustentabilidade sejam recorrentes e devam promover uma maior interação entre os setores da empresa, começando pelos cargos diretivos como incentivo a todos os colaboradores e, principalmente, perpassem aos clientes.
O sucesso empresarial está cada vez mais comprometido com a ética e a responsabilidade social, dignificando as relações com a sociedade e tudo isso está presente nos atos ou nas palavras proferidas por uma empresa.
O começo de todas as ciências é o espanto de as coisas serem o que são.