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Drivers of innovation in fuel cells and hydrogen technology in Norway

A metodologia aqui sistematizada enfatiza a necessidade de considerações econômicas e orientadas ao usuário, para projetos e melhorias de rodovias. No caso, tem-se, como critério de decisão para projetar, o percentual de veículos que durante a vida útil da rodovia não sofrerão congestionamento e que terão um nível de serviço melhor ou igual ao projetado.

Com a finalidade de resumir esquematicamente as diversas etapas por que passará a escolha do VHP para o dimensionamento da rodovia, apresenta-se a seguir um fluxograma (Figura 3.1) que especifica todos os passos da metodologia proposta:

Estimação do VMDA para cada o ano de vida

do projeto Hora K=%VMDA Programa de monitoramento de tráfego Estudo de Tendência do fator K

Rodovia Adequada SIM VP aceitável? NÃO

Determinação dos custos (usuário e órgão rodoviário) Percentual do Tráfego

Anual Atendido Nível de Serviço

Estimação da distribuição dos volumes horários futuros Caracteristicas geométricas e do tráfego

Figura 3.1: Sistematização do Método Baseado no Percentual do Tráfego Atendido para Seleção do VHP

Passo 1: Programa de Monitoramento

A utilização da metodologia aqui desenvolvida tem como condicionante a existência de dados obtidos por um programa de monitoramento contínuo do volume de tráfego consistente e representativo da malha rodoviária. O sistema deve ser capaz de fornecer contagens direcionais dos volumes em intervalos de no mínimo 1 hora, sendo recomendados intervalos de 15 minutos, visto que se poderiam obter informações adicionais, como, por exemplo, o Fator da Hora de Pico.

A distribuição direcional, a composição e as taxas de crescimento do tráfego também devem ser obtidas desse sistema de monitoramento. Porém, antes da obtenção de tais informações, é fundamental que os volumes horários dos contadores contínuos passem por um processo de validação para avaliar a qualidade dos dados, excluindo os dados inválidos que possam provocar distorções no estudo.

Passo 2: Estimação do Tráfego Futuro

Visto que no projeto de uma rodovia deve -se ponderar a acomodação do tráfego existente no ano de projeto, é preciso estimar o tráfego futuro. Para essa metodologia, é necessária a estimação de todos os volumes horários durante a vida útil do projeto. Com as taxas de crescimento obtidas do programa de monitoramento, projeta-se o VMDA para cada ano durante a vida da rodovia e determinam-se as distribuições dos volumes horários a partir das proporções do fator K. Para obter os valores rea is do fator K de cada ano, realiza-se um estudo de tendência dessa variável a partir da série histórica de dados de contagem existentes no programa de monitoramento do volume de tráfego.

Passo 3: Características Geométricas e Nível de Serviço

O passo agora é determinar as características geométricas (largura das faixas, acostamentos, etc.) e usar as informações de tráfego, adquiridas pelo sistema de monitoramento para a determinação do volume de serviço, de acordo com a metodologia do HCM 2000 (detalhada no item 3.3).

Passo 4: Percentual do Tráfego Total Atendido:

A importância desse percentual deve -se à informação do número total de veículos que não sofrerão congestionamento. Para determinar a quantidade aceitável de usuários que seriam atendidos pela rodovia num nível de serviço melhor ou igual ao do projeto, utilizam-se gráficos de distribuição de freqüências de todos os volumes horários estimados pelo Passo 2 para o ano de projeto, juntamente com a escala do volume de serviço, determinado no Passo 3. Pela Figura 3.2 observa-se a distribuição dos volumes horários do tráfego futuro para o posto P001.

Figura 3.2: Distribuição dos Volumes Horários do Ano

Observa -se pela Figura 3.2 a distribuição de todos os veículos que trafegam no trecho para o ano de projeto, classificados pelo volume horário, sendo as colunas individuais o percentual do volume de tráfego anual e o eixo y, no lado direito, a distribuição acumulativa do percentual do tráfego total anual. A escolha do percentual atendido definiu-se como o valor no qual a distribuição acumulada, no eixo direito da Figura 3.2, há uma redução da taxa de aumento dos volumes.

Visto que tal procedimento, assim como também a definição da trigésima hora como VHP pareceram um pouco arbitrários, deve -se atentar para o impacto do percentual dos usuários do tráfego total anual que sofrerão congestionamento. Isso será

possível quando existir uma estimativa do acréscimo do custo do tempo de viagem e do custo operacional pela redução de velocidade operacional desses veículos em função do congestionamento. Essa determinação é um passo importante no tratamento econômico que deve ser dado ao problema da escolha da hora mais adequada ao projeto.

Passo 5: Impacto Econômico nos Usuários que Sofrerão Congestionamento Os resultados dos passos 3 e 4 são comparados. Assim, a decisão de modificar a geometria da rodovia deve ser justificada quando o percentual de veículos que sofrem congestionamento for considerado inaceitável, já que o custo econômico dos volumes de tráfego que ficam acima do nível atendido durante todo o período do projeto é maior que o custo do órgão rodoviário para promover melhorias na geometria da rodovia.

Para avaliar o impacto dos maiores volumes horários não acomodados, no item 3.4 serão detalhados os custos atribuídos ao usuário, como também os custos relativos ao órgão rodoviário. Antes, porém, no item 3.3, será apresentada a metodologia do HCM para rodovias de pista simples na determinação dos volumes e níveis de serviço.