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5. Samarbeid og innovasjon

5.7 Drivere og barrierer for innovasjon

tivada pelo conhecimento acerca das relações locativas não apenas entre os interlocutores, mas também dentro de um cenário geral a partir da perspectiva do interlocutor 1. Aqui podemos ver que um outro mapeamento correspondente acontece, o qual envolve os elementos do cenário dentro dos espaço de

input. O cenário do Espaço-do-Evento e ce-

nário do Espaço-Real, apesar de distintos, são obviamente correspondentes ideais.

Às vezes, as especificações do cenário não são relevantes na representação de diálogo, mas já que todo diálogo e, na verdade, to- dos os eventos, devem ocorrer dentro de um cenário, a rede de combinação subjacente ao diálogo construído invariavelmente terá mapeamentos correspondentes de cenário. Além disso, a interação entre os interlocuto- res é tanto espacial quanto energética. Assim, ainda que o sinalizante possa escolher não incluir detalhes sobre as circunstâncias do evento que está sendo representado, como a distância entre os interlocutores, ainda pre- cisará representar uma relação espacial entre eles, independentemente de quão esquemá- tica sua construção possa ser. O lado para o qual a canônica “mudança de corpo” se di- rige pode ser visto aqui, então, como menos motivado, mas não completamente arbitrá- rio. Para que o sujeito do Espaço-Real par- ticipe da representação, um distanciamento temporário (mas não completo) do destina- tário se faz necessário. Igualmente necessário é o estabelecimento de uma relação espacial distinta da que existe entre os interlocutores do Espaço-Real ou, pelo menos, a relação do indivíduo com um cenário. Por exemplo, o sinalizante pode relatar a um co-anfitrião de uma festa de verão em uma casa sobre como um dos convidados reagiu com relação à for- ça do novo ar condicionado: ENGRAçADO

DANA [FRIO FRIO] “Engraçado – Dana fala ‘Está frio, está frio!’” Nesse caso, no mínimo o co-anfitrião precisa estar ciente de certas circunstâncias anteriores à enunciação repre- sentada, como o fato de o ar condicionado estar, no momento, em funcionamento má- ximo, mas elas não precisam incluir a locali- zação específica onde a enunciação foi feita: Dana poderia estar em qualquer lugar na casa (mas não no jardim), onde se sabe que existe ar frio.

A representação não surge, simplesmen- te, das conexões correspondentes entre os

inputs. Em nenhum espaço de input existe

algo sendo representado pelo sinalizante. É em um quarto espaço mental, a combinação, que o diálogo e os interlocutores são repre- sentados. Os elementos correspondentes são integrados na combinação, criando novos elementos. Já que o sinalizante está visível, essa propriedade é herdada pelo |interlocutor 1|, o único elemento visível na combinação. Enquanto essa combinação estiver ativada e funcionando para representar diálogo, as ações executadas pelo sinalizante, ou seja, sua sinalização, é entendida como sendo desem- penhada pelo |interlocutor 1|. O |interlocu- tor 2| é o resultado da integração do interlo-

cutor 2 e a “porção espacial 2”, assim esse ele-

mento não é visível. Porém, ele não tem uma presença conceitual na combinação. Exceto a atenção dada ao |interlocutor 2| por parte do |interlocutor 1|, a evidência de sua presença está na habilidade de o sinalizante direcionar os sinais para a localização onde se imagina que o |interlocutor 2| está, durante o diálogo, construído ou não. A combinação também apresenta um elemento, o |cenário|, que exis- te via integração dos elementos de cenário no Espaço-do-Evento e no Espaço-Real, ambos servindo como inputs para a combinação. A Figura 9 ilustra o modelo em rede (network

Paul Dudis

Questões T

eóricas das P

esquisas em Línguas de Sinais

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model) de quatro-espaços de diálogo cons-

truído na ASL. (As linhas ligando elementos correspondentes não foram incluídas, para fins de simplicidade diagramática.)

mas entendemos o evento por inteiro como sendo o ato de comunicar algo a alguém, através de linguagem. A representação de ação ao invés de diálogo, usando expressão facial, postura corporal, maneirismos e ações manuais não-lingüísticas, pode ser identifi- cada como ação construída (Winston 1991, Metzger 1995). Antecipando a discussão de múltiplos elementos combinados visíveis na próxima seção, é válido observar que o mes- mo tipo de rede de combinação subjaz tanto representações mínimas, quanto elaboradas. As representações de diálogo discutidas aqui têm, apenas, um elemento visível na combi- nação, o |interlocutor|. Todas as ações ma- nuais, as expressões faciais e as posturas cor- porais que se pretende como demonstrações visuais são entendidas como ações feitas pelo |interlocutor|.

4. Projeção Seletiva de Componentes do Espaço-Real

Na seção anterior, o diálogo construído foi descrito como um tipo de representação na ASL e o processo de criar a representação foi explicado, usando-se o modelo de combina- ção conceitual. Dois elementos do Espaço- Real também foram introduzidos: o sujeito e o cenário. A seguir, descrevemos outros tipos de representação. Como demonstraremos, a existência de diferentes tipos de represen- tação é uma conseqüência da disponibilida- de de outros elementos do Espaço-Real que participam da representação, assim como da projeção seletiva (Fauconnier & Turner 1998) desses elementos na combinação.

Vale explicar o que se entende por “ele- mento do Espaço-Real”. O que é relevan- te aqui é a base (ground), que é usada para “indicar o evento de fala, seus participantes Figura 9

Como descrito acima, a representação de diálogos diretos na ASL é mais do que apenas a representação de um conjunto de enuncia- dos. No mínimo, o sinalizante direcionará seu rosto e olhar para uma porção seleciona- da de espaço físico para representar a atenção dada por um interlocutor a outro. Um exem- plo de uma mínima representação de diálogo ocorre como parte de uma porção maior de discurso. Aqui a única representação é de al- guém perguntando “por quê?”, seguida por continuação do discurso, em que não exis- te representação: PRO-1 [POR QUE], PRO NÃO-SEI “Eu perguntei ‘Por quê?’ e ela dis- se que não sabia.” Isso se contrasta a outros exemplos de diálogo construído, tipicamente com maior duração, onde o sinalizante tam- bém representa simultaneamente a expressão facial, a postura corporal e até maneirismos. Esses, juntamente com a representação de atenção, complementam a representação do diálogo em si e são ações, ao invés de diálogo. A produção de sinais também é uma ação,

Espaço genérico

Individual 1 Individual 2 Cenário de progressão

emporal

Espaço do Evento Espaço Real

Interlocutor 1 Interlocutor 2 Cenário de progres- são temporal Sujeito Espaço i2 Cenário atual de progressão temporal |interlocutor 1| |interlocutor 2 |progressão temporal| |cenário| Espaço combinado

Tipos de representação em ASL

Questões T

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