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Drøfting

In document Bacheloroppgave 2011 (sider 54-64)

Em pesquisa dos 19 volumes dos Cadernos de Terapia Ocupacional da UFSCar, foram encontradas 23 publicações que contêm os temas acima elencados.

Profissional, tratando-se de um ensaio no qual Bregalda e Lopes (2011) apresentam ações desenvolvidas pelo Programa de Reabilitação Profissional do INSS em uma de suas Gerências Executivas, trazendo elementos para reflexão acerca dos processos de retorno ao trabalho de segurados participantes do Programa e algumas contribuições da terapia ocupacional nesse campo, e de um resumo de dissertação em que a autora (BERNARDO, 2010) aborda os significados do trabalho e da Reabilitação Profissional do INSS para os trabalhadores incapacitados para o exercício da profissão habitual.

1 dos artigos (TOYODA, 1991) trata do lançamento do livro “Terapia Ocupacional: Lógica do Capital ou do Trabalho?”, de Léa Beatriz Teixeira Soares, obra que trouxe importante contribuição para a terapia ocupacional no campo do trabalho.

Lopes e Garcia (2010) trazem para discussão as condições de vida e o universo do trabalho e da escola de adolescentes trabalhadores na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), abordando-se, entre outras questões, aspectos positivos e negativos do trabalho na visão dos adolescentes, valores que atribuem ao trabalho, bem como a caracterização das atividades de trabalho mais comumente exercidas por eles.

Os autores Rodrigues et al. (2009), Carretta (2003) e Dakuzaku (1996) abordam a questão do trabalho circunscrita às pessoas com deficiência, trazendo, o primeiro deles, a caracterização das pessoas com deficiência em idade economicamente ativa e o mapeamento das instituições de assistência atuantes no município de São Carlos, enfatizando sua condição laborativa e de saúde e a viabilidade de sua inserção no mercado formal e informal de trabalho. Os 2 últimos apresentam e discutem estratégias de inserção no trabalho voltadas às pessoas com deficiência, sendo que Carretta (2003) apresenta o modelo de gestão cooperativa como uma possibilidade alternativa de geração de trabalho e renda, bem como de participação e inclusão social, às pessoas com deficiência, e Dakuzaku (1996), por sua vez, traz uma revisão bibliográfica sobre interferências na inserção da pessoa com deficiência no mercado de trabalho, decorrentes das mudanças tecnológicas e organizacionais, apontando dificuldades observadas e algumas estratégias desenvolvidas para essa inserção.

2 publicações (SILVA; LUSSI, 2010; LUSSI, 2010) discutem a questão do trabalho e da geração de renda no campo da saúde mental. Silva e Lussi (2010) realizam um levantamento de projetos e empreendimentos de geração de renda vinculados à assistência à saúde mental, no município de São Carlos/SP, identificando as concepções de trabalho adotadas pelos responsáveis por tais projetos e empreendimentos. Lussi (2010) apresenta um

resumo de sua tese de doutorado, em que buscou identificar as concepções acerca do trabalho, elaboradas por usuários de serviços de saúde mental em oficinas de geração de renda ou em cooperativas sociais integradas, e investigar se eles estabelecem relações entre trabalho, processos de reabilitação psicossocial e rede social.

3 artigos abordam afecções relacionadas ao exercício de atividades profissionais, mais especificamente as LER/DORT, sendo pontuados pelas autoras (SANTOS; ARAÚJO, 2008; UENO; TOYODA, 2002; SIQUEIRA; LIMA, 1996), respectivamente, a verificação de tendências de publicações, em bases de dados eletrônicas, sobre a síndrome do túnel do carpo, apontando-se a inexistência de artigos relacionados à terapia ocupacional neste levantamento e a importância de estudos em terapia ocupacional que abordem o impacto da síndrome e do tratamento sobre a participação da pessoa em atividade; o estudo dos sintomas característicos das Lesões por Esforços Repetitivos/Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (LER/DORT) numa universidade pública, analisando-se a situação de trabalho de funcionários de limpeza, de gráfica e de banco; e a apresentação e caracterização das LER e perspectivas de intervenção, enfatizando-se a atuação da terapia ocupacional nesse campo.

Nessa mesma linha, Rossi, Ferrigno e Cruz (2011) apresentam uma investigação da prevalência de acidentes de trabalho típicos com lesão de membro superior em uma universidade pública, bem como o mapeamento da ocorrência dos mesmos em seus departamentos e serviços.

5 artigos trazem análises e/ou propostas de intervenção relacionadas a locais/postos de trabalho e/ou categorias de atividades profissionais (ALENCAR, 2011; CREMASCO; CONSTANTINIS; SILVA, 2008; SILVA et al., 2006; EMMEL et al., 2002; WATANABE; STAHL, 1996), apresentando, respectivamente: a verificação das influências de crenças referentes ao trabalho no surgimento de sintomas relacionados à saúde dos trabalhadores e em sua produtividade, no setor de frangos de corte em uma empresa; o estresse profissional na visão de militares do corpo de bombeiro e seus reflexos na saúde dos mesmos, segundo a perspectiva desses profissionais; uma apreciação e intervenção ergonômica em uma indústria de componentes para calçados e algumas contribuições da terapia ocupacional na área de ergonomia; um trabalho de identificação da percepção de trabalhadores de uma indústria de grande porte acerca de suas atividades dentro e fora do trabalho, através de instrumentos desenvolvidos a partir dos pressupostos da terapia ocupacional; a terapia ocupacional na empresa e a saúde do trabalhador, por meio de uma reflexão sobre a prática desenvolvida em

uma empresa e com ênfase no trabalho multiprofissional e nas relações entre saúde e trabalho, trabalhador e trabalho, doença e trabalho.

Santos (2008) relaciona a gestão de pessoas à capacitação em terapia ocupacional em saúde mental no trabalho, apontando a necessidade de exploração de possibilidades de intervenção da terapia ocupacional na área organizacional.

Bernardino e Bento (2002) discutem as mudanças na organização da produção e sua relação com as condições de trabalho e saúde no Brasil.

Medeiros (2002) nos apresenta uma revisão bibliográfica sobre saúde mental e trabalho, salientando a importância do tema para a terapia ocupacional e as importantes contribuições que a mesma tem a oferecer nessas questões: de ações de investigação a contribuições técnicas.

Oliveira (2000) discute questões surgidas no exercício da atenção à saúde do trabalhador, buscando um paralelo entre as concepções de trabalho, educação e saúde presentes na formação profissional e as práticas produzidas por esses conhecimentos na terapia ocupacional.

Chamone (1990) traz um conceito de trabalho enquanto ação transformadora, que leva à satisfação de necessidades humanas imediatas.

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