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Forankring av skjærarmering

10.4 Dokumentert forankring

O grupo de coordenadoras quando questionado sobre como ocorreu o ingresso nas turmas de primeiro ano apresentou diversas motivações e razões para assumirem as turmas, dentre elas estão: a vontade de trabalhar com as turmas de primeiro ano devido à realização de um curso preparatório oferecido pela SME; a experiência anterior com turmas em processo de alfabetização; a sugestão da escola para que fizesse a escolha; a falta de opção no momento da atribuição de aulas e o interesse despertado desde o curso de formação inicial pela temática: alfabetização.

Judite relatou que optou pelo trabalho em turmas de primeiro ano por possuir experiência anterior com turmas em processo de alfabetização e por ter participado do curso preparatório oferecido pela SME para professores/as e coordenadoras que tinham interesse em trabalhar com tais turmas a partir do ano letivo de 2006, quando do início da matrícula das crianças de seis anos nas turmas de primeiro ano do ensino fundamental. Assim, ela relata:

Meu ingresso ocorreu em 2006 quando o município de São Carlos aderiu à proposta do ensino fundamental de nove anos, eu tive vontade de trabalhar com tal ano devido ao curso de preparação que foi oferecido pela SME, do qual eu participei. Eu já havia trabalhado um ano com sala de alfabetização (antiga primeira série).

Na mesma direção, Lara relata que a escolha se deu por possuir experiência de um ano em uma creche, dois anos na antiga primeira série e também por ter feito o curso preparatório oferecido pela SME. Relata que no início não gostou de ter que trabalhar com o primeiro ano porque não havia parâmetros a serem seguidos. Ela conta: “havia trabalhado por um ano em uma creche e por dois anos na primeira série na rede municipal de ensino. No ano de 2006, como havia feito um curso dado pela Prefeitura. Não teve muita opção na atribuição. Tive que ficar com a turma. Primeiramente não gostei por não ter parâmetros a seguir”.

Assim como Judite e Lara, Ana também participou do curso preparatório oferecido pela SME e por isso optou por trabalhar com as turmas de primeiro ano. Sobre isso, Ana diz: “quando iniciou o primeiro ano na prefeitura, a SME propiciou um treinamento com os professores”.

Lúcia relata que o seu interesse pela alfabetização surgiu desde o curso de formação inicial, sendo suas primeiras experiências profissionais com turmas de alfabetização, tanto no MOVA (Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos), quanto com crianças das séries iniciais do ensino fundamental - turmas de primeiro, segundo e terceiro anos. Ela afirma: “meu interesse por alfabetização começou na faculdade. Minha primeira experiência no magistério foi em turmas de alfabetização (MOVA- adultos) e depois com os primeiros anos (crianças). Trabalhei um ano com segundo ano e um ano com o terceiro ano e os outros anos com primeiros anos”.

Taís não explicita os motivos pelos quais optou por trabalhar com as turmas de primeiro ano, no entanto relata ter tido experiência na coordenação de terceiros anos e hoje em dia atua com primeiros e segundos anos: “coordenei terceiros anos e este ano estou com os primeiros e segundos anos”.

Para o grupo de coordenadoras a opção pelo trabalho com turmas de primeiro se deu principalmente, pelo fato de terem feito o curso preparatório oferecido pela SME de São Carlos no final do ano letivo de 2005. Outros fatores como: falta de opção no momento da atribuição de aulas e experiências anteriores com turmas em processo de alfabetização também influenciaram a escolha.

A partir de tais relatos algumas questões precisam ser esclarecidas, como: Quais conteúdos foram trabalhados no curso preparatório oferecido pela SME? As coordenadoras das turmas de primeiro tiveram experiência anterior como professoras de turmas de primeiro ano? Ao relatarem sobre a forma de ingresso nas turmas de primeiro ano referiram-se ao ingresso como coordenadoras ou como professoras? No início do trabalho com as turmas de primeiro, elas afirmam que não havia parâmetros para ensinar. E hoje em dia quais são eles, sob a ótica das coordenadoras.

O grupo de professores/as se divide entre aqueles/as que explicitam os motivos e/ou fatores que influenciaram a opção pelo trabalho nas turmas de primeiro ano e por aqueles/as que não os explicitam. O primeiro subgrupo relatou que a opção pelo trabalho em turmas de primeiro ano deu-se por possuir experiência anterior com turmas em processo de alfabetização, pelo prazer em trabalhar com alfabetização, pelo fato das crianças serem menores, pela experiência anterior com alfabetização musical e pelo fato da professora efetiva da turma ter exonerado seu cargo, como é possível observarmos no quadro abaixo:

Amélia afirma que a própria escola, onde leciona, sugeriu que ela trabalhasse em uma turma de primeiro ano pelo fato de possuir experiência anterior como professora alfabetizadora. Ela relata: “Já havia trabalhado com turmas de alfabetização e ao se implantar o ensino fundamental para nove anos, como era professora alfabetizadora, surgiu a preferência na unidade de que aceitasse este desafio”.

Silvana e Beatriz afirmam que a opção se deu pelo prazer em trabalhar com turmas em processo de alfabetização.

Sempre gostei de trabalhar com alfabetização. (Silvana)

(...) já havia trabalhado, porém com metodologia diferente. Escolhi o primeiro ano por gostar da alfabetização. (Beatriz)

Lorena conta que sempre trabalhou com alfabetização tanto em turmas do ensino fundamental quanto da pré-escola: “sempre trabalhei com alfabetização, quando estive na pré-escola também, pois o antigo pré, hoje primeiro ano era de alfabetização”.

Para Regina não foi diferente, pois a experiência de alfabetização junto a alguns alunos de segundo e terceiro anos motivou sua escolha. Ela afirma: “nos anos anteriores trabalhei com turmas de segundo e terceiro anos. Nas duas com alguns alunos, atuei no processo de alfabetização e adorei. Por isso, escolhi uma sala de primeiro ano”.

Felipe, diferentemente das demais professoras, escolheu o primeiro ano pelo fato das crianças serem menores e afirma ter ingressado na rede municipal de ensino via concurso público e estar gostando da experiência junto às turmas de primeiro ano.

Marta acredita que a experiência anterior com alfabetização musical pode ter influenciado sua escolha. Ela relata: “acredito pela experiência em alfabetização musical com crianças, tenha favorecido a escolha.”

Heloísa afirmou não ter tido opção de escolha, pois iniciou o trabalho com a turma de primeiro ano porque a professora responsável pela mesma solicitou a exoneração do cargo e ela tendo sido aprovada no processo seletivo para professores/as eventuais assumiu a sala de aula. Heloísa relata: “Eu era professora substituta, mas a professora da sala exonerou o cargo e acabei ficando com a turma. Esse é meu primeiro ano trabalhando na área da educação”.

Para este subgrupo fica evidente em seus depoimentos que a escolha pelo trabalho em turmas de primeiro ano se deu pela experiência anterior em turmas de alfabetização, o gosto por trabalhar com alfabetização e com crianças menores ou, como no caso de Heloísa, pelo abandono do cargo pela professora efetiva da turma.

O segundo subgrupo composto pelos/as que não explicitam os motivos pelo quais optaram pelo trabalho nas turmas de primeiro ano destacam que nunca havia trabalhado com turmas em processo de alfabetização; que o ingresso em tais turmas foi inesperado, não representando uma escolha; que busca apoio na prática docente de outro/ professor/a e que sempre trabalhou com as crianças em processo inicial de escolarização e alfabetização.

Alira afirmou que nunca havia trabalhado com turmas em processo de alfabetização e também relata sobre os sentimentos dos/as professores/as iniciantes e experientes frente à possibilidade de trabalhar com as turmas de primeiro ano.

Efetivei-me em 2006, era o início do ensino fundamental de nove anos. Os professores efetivos tinham medo dessas turmas, os novatos, nem se fala. Nunca havia trabalhado com alfabetização, tive uma turma muito difícil (comportamento), mas vi os resultados muito rápido. Apaixonei-me, e essa já é minha quarta turma de primeiro ano. (Alira)

Mariana relata que sua inserção nas turmas de primeiro ano foi inesperada, não representou uma escolha. Tinha experiência com alfabetização de jovens e adultos e logo começou a visualizar as possibilidades de trabalho, percebendo que era possível que

ela e os alunos aprendessem juntos. Ela ressalta: “ocorreu de forma inesperada. No começo fiquei um pouco assustada por se tratar de crianças pequenas ansiosas por aprender a ler e a conhecer a escola e os alunos. Mas logo percebi que poderia desenvolver um trabalho onde aprenderíamos juntos, pois a minha experiência até então era com alfabetização de adultos”.

Isabela apenas relata que o trabalho é tranqüilo por já ter tido experiência como professora da educação infantil: “por enquanto tranqüilo, devido a experiência na educação infantil”.

Para Camila essa é a primeira experiência com turmas de primeiro ano. Ela afirma: “é minha primeira experiência com primeiro ano”.

Júlia, Rogério, Bianca, Ricardo e Vera afirmam que iniciaram o trabalho com o primeiro ano por escolha própria, no entanto, não explicitam o motivo da mesma e afirmam não possuírem experiência anterior com alfabetização.

Eu preferi escolher turmas do primeiro ano e nunca havia trabalhado com alfabetização. (Júlia)

Meu ingresso ocorreu através de concurso público, nunca trabalhei com alfabetização. (Rogério)

Por opção. Não. (Bianca)

Depois de passar por um concurso realizado na cidade escolhi os primeiros anos para trabalhar. Mesmo sem experiência com turma no processo de alfabetização eu sabia que iria ser responsável pelo sucesso da nova proposta de receber as crianças de seis anos no ensino fundamental. (Ricardo)

Vera ressalta que para superar a inexperiência com turmas de primeiro ano apóia-se na experiência docente de sua irmã: “tenho uma irmã que trabalha como alfabetizadora e que me serviu muito como base”.

Karolina afirma que sempre trabalhou com as crianças em processo inicial de escolarização e alfabetização, mas não aponta tal experiência como motivadora da escolha. Ela relata: “No início desse ano recebi uma turma de primeiro ano na Prefeitura. Sempre trabalhei com crianças no processo inicial da escolarização. Sempre trabalhei com segundo ano no Estado”.

É possível inferir por meio dos relatos do segundo subgrupo de professores/as, que a escolha pode ter sido influenciada pelo fato dos/as professores/as possuírem experiência com turmas de alfabetização (pré-escola, primeira série e MOVA). No entanto, ao relatarem sobre o medo que tanto os professores/as efetivos/as e os/as

novatos/as tinham de trabalhar com os primeiros anos; sobre o ingresso inesperado em turmas de primeiro ano; a apreensão por se tratar de crianças pequenas e afirmarem que receberam uma turma de primeiro fica subentendido que não tiveram outra opção de escolha no momento da atribuição de aulas ou que as salas foram atribuídas a eles/as pelo grupo gestor da escola, que possuí autonomia para isso.

O medo, a insegurança, a apreensão inicial originadas da expectativa de trabalhar com crianças menores, as crianças de seis anos, podem justificar-se pelo fato do conceito de mudança estar atrelado à desvalorização das práticas desenvolvidas até o momento pelos/as professores/as. As mudanças indicam o repensar, (re)configurar, (re)organizar o saber fazer docente.

4.3. As dificuldades encontradas no trabalho com as turmas de primeiro ano e as