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Dokumentasjon av beitepreferanser og beitemønstre

A gestão moderna de segurança pública perpassa pelo diagnóstico e análise sistêmica dos interesses envolvidos em cada área integrada de segurança pública, na elaboração participativa de estratégias para priorização e solução dos problemas identificados, potencializando as ações transdisciplinares e intersetoriais dos vários atores públicos e privados.

A polícia comunitária difere do tradicional modelo ostensivo e reativo com relação à forma como a comunidade é percebida, pois, embora a prevenção e o controle do crime continuem sendo as prioridades centrais, as estratégias de polícia comunitária utilizam uma ampla variedade de métodos para alcançar os seus objetivos.

A polícia e a comunidade fazem uma parceria no tratamento dos problemas mais diversos existentes dentro do seio da sua comunidade, como conflitos interpessoais, a exemplo das brigas entre marido e mulher, das brigas entre vizinhos, dos problemas decorrentes do alcoolismo e do uso de entorpecentes. O importante é tentar resolver o problema ainda no seu nascedouro para que não se torne, depois, um problema maior, com o cometimento de crimes de maior potencial ofensivo.

10Dados de natureza informativa, colhidos em todo o país junto aos policiais e guardas que participaram das 11 edições do

Trojanowicz e Bucqueroux (1994, apud Brasil / MJ - Senasp, 2006) relata que polícia comunitária pode ser descrita como:

Uma filosofia e uma estratégia organizacional que proporcionam uma nova parceria entre a população e a Polícia. Baseia-se na premissa de que tanto a polícia como a comunidade devem trabalhar juntas para identificar, priorizar e resolver problemas contemporâneos, tais como:crime, drogas, medo do crime, desordens físicas e morais e, em geral, a decadência do bairro, com o objetivo de melhorar a qualidade da vida na área.

Afirma Ferreira (1995, p. 58) afirma que:

A Polícia Comunitária resgata a essência da arte de polícia, pois apóia e é apoiada por toda a comunidade, acolhendo expectativas de uma sociedade democrática e pluralista, onde as responsabilidades, pela mais estreita observância das leis e da manutenção da paz, não incumbem apenas à polícia, mas, também a todos os cidadãos.

Ferreira (1995, p. 56-57) apresenta definições de alguns Chefes de Polícia que são bastante esclarecedores e corroboram o conceito já citados por Trojanowicz e Bucqueroux:

Polícia Comunitária é uma atitude, na qual o policial, como cidadão, aparece a serviço da comunidade e não como uma força. É um serviço público, antes de ser uma força pública (Chief Mathew Boggot).

Polícia Comunitária é uma filosofia organizacional assentada na idéia de uma polícia prestadora de serviços, agindo para o bem comum, para junto com a comunidade criarem uma sociedade pacífica e ordeira. Não é um programa e, muitos menos, relações públicas (Chief Cornelius J. Behan).

Polícia Comunitária é o policiamento mais sensível aos problemas de sua área, identificando todos os problemas da comunidade, que não precisam ser só os da criminalidade. Tudo o que possa afetar as pessoas passa pelo exame da polícia.É uma grande parceria entre a polícia e a comunidade (Chief Bob Kerr).

Assim, a polícia comunitária é mais que uma modalidade de policiamento, é uma filosofia de patrulhamento personalizado de serviço completo, em que um policial trabalha sempre na mesma área, passando a conhecê-la por completo, agindo em parceria preventiva com os cidadãos, para identificar e resolver problemas, tornando-se um mediador para conflitos interpessoais de baixa complexidade. Pode agir, por exemplo, quando um casal se encontra em constantes brigas no ambiente familiar, orientando-o com relação às consequências criminais que uma agressão recíproca entre marido e mulher, ou que outras formas de violência doméstica podem desencadear.

Essa filosofia de trabalho deve propiciar uma aproximação dos policiais junto à comunidade em que atuam, como se fosse um profissional de saúde ou um advogado local, ou, ainda, um comerciante da esquina, dando, enfim, característica humana ao profissional de polícia, desfazendo o tradicional e desgastante estereótipo de polícia reativa. No entanto, é necessária uma mudança comportamental tanto da polícia quanto da comunidade, a fim de

proporcionar resultados eficientes, aproximando os dois lados que vivem, de certa forma, longe, mas que se encontram nos momentos de crises.

Segundo Wadman (1994) apud Da Silva (2006, p. 25), “a polícia comunitária é uma maneira inovadora e mais poderosa de concentrar as energias e os talentos do departamento policial na direção das condições que frequentemente dão origem ao crime e a repetidas chamadas por auxílio policial.”

Almeida (2007, p. 146) consagra que:

A idéia é, antes de simplesmente realizar tecnicamente às emergências de ocorrências criminais, reorientar a ação policial no seu patrulhamento, liberar boa parte dos policiais, programando-os para agir de forma proativa11 no seio

das comunidades, através de diversificadas práticas. As práticas podem ser educativas como mediação de conflitos, ajuda solidária, educação de base, rodas de conversa sobre os problemas sociais e sobre as medidas de segurança. As práticas também são técnicas como criação de postos de policiamento, rondas a pé, vigilância e informação sobre as ações e os criminosos.

Skolnick e Bayley (2002, p. 20) relatam que o policiamento comunitário mais antigo do mundo é o japonês, e que:

Em consequência desta tradição, a maioria dos bairros japoneses tem, atualmente, associações de prevenção do crime, que distribuem informação, vendem programas de computador sobre segurança, publicam jornais, mantêm ligações estreitas com as forças policiais locais e, ocasionalmente, patrulham as ruas.

Skolnick e Bayley (2002, p. 19) consideram as quatro normas que seguem como essenciais para o desenvolvimento do policiamento comunitário:

1. organizar a prevenção do crime tendo como base a comunidade;

2. reorientar as atividades de patrulhamento para enfrentar os serviços não- emergenciais;

3. aumentar a responsabilização das comunidades locais; e 4. descentralizar o comando.