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Distance and choice of water

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O Algarve é a região de Portugal mais visitada por turistas nacionais e estrangeiros e uma das mais desenvolvidas do país, constituindo-se pelas suas características, tais como o seu clima temperado mediterrânico, verões longos quentes e secos, invernos amenos e curtos, paisagens naturais costeiras e interiores, águas calmas e tépidas da sua costa, património histórico e etnográfico, cultura popular e gastronomia típica, como a região turística mais importante de Portugal e como uma das mais importantes da Europa. É atualmente a segunda região mais rica do país, depois da Área Metropolitana de Lisboa, com um PIB

per capita de 78% da média da União Europeia, sendo o Turismo a principal atividade

económica da Região, segundo dados do EUROSTAT (2016) para 2013.

No desenvolvimento do Turismo na região ao longo dos últimos anos e na captação de turistas tem grande importância o Aeroporto Internacional do Algarve, sendo que segundo o Anuário das Estatísticas do Turismo de 2012 e de 2013 (Turismo de Portugal, 2013 e 2015), entre 2004 e 2013 numero de passageiros desembarcados na região cresceram a uma média anual de 2.5%, sendo em 2013 aproximadamente 2.803 milhões, o que considerando os 2.157 milhões de 2004 representa um aumento significativo (Gráfico 2.3). Para tal crescimento tiveram influência as companhias de Low Cost, sendo que foi nesta infraestrutura onde se registaram os primeiros voos Low Cost no país (em 1995 a AirBerlin estabelece rotas para o mercado alemão) e onde registam maior quota de mercado. As companhias Low Cost cresceram uma média de cerca de 8% ao ano, registando cerca de 74% do tráfego de passageiros de voos internacionais (gráfico 2.3). Entre as companhias Low Cost que operam em Faro a RyanAir é a que ocupa maior quota de mercado tendo desembarcado 658 milhões de passageiros e 2012 (25% do mercado), predominância adquirida após abertura de base operacional em 2010, ultrapassando a EasyJet (518 milhões em 2012).

Gráfico 2.3 - Passageiros de voos internacionais desembarcados no Algarve 2004 – 2013

Fonte: ANA- Aeroportos de Portugal; Turismo de Portugal, 2015.

O principal mercado emissor para a região do Algarve a desembarcar no aeroporto de faro é claramente o Reino Unido, registando desde 2004 um número de passageiros superior a 1.300 milhões e em 2012 de 1.547 milhões, o que representa uma quota média acima dos 50%. Mercados como o Alemão, o Holandês, o Irlandês e o Francês completam o lote de mercados principais da região com números significativamente inferiores ao mercado do Reino Unido, respetivamente, 279 milhões, 259 milhões, 234 milhões e 73 milhões em 2012. Não são, no entanto, apenas os turistas desembarcados no aeroporto de faro que compõem a realidade turística do Algarve, sendo que, de acordo com os dados do INE, em 2013 a região recebeu cerca de 3.250 milhões de hóspedes e os principais mercados emissores internacionais foram o Reino Unido (907 milhões), a Alemanha (276 milhões), a Espanha (234 milhões), a Holanda (221 milhões) e a Irlanda (161 milhões) (Gráfico 2.4).

Gráfico 2.4 - Hóspedes internacionais por mercado Emissor em 2013 (milhões / %)

Fonte: INE, 2014. 0,234 0,253 0,218 0,231 0,132 0,126 0,109 0,345 0,363 0,385 0,846 1,118 1,387 1,607 1,847 1,831 2,031 1,95 1,965 2,113 1,077 0,852 0,789 0,745 0,601 0,441 0,362 0,33 0,317 0,305 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 Tradicionais Low Cost Charters

38% 11% 10% 9% 7% 25%

Reino Unido Alemanha Espanha Holanda Irlanda Outros

470 907 276 221 161 234 2,157 2,223 2,394 2,583 2,580 2,398 2,502 2,625 2,645 8.4% TCMA 04-12 2,803 (Milhões)

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Os hóspedes registados na hotelaria da região representam ao nível das dormidas um total de 15.113 Milhões em 2013, dos quais 3.513 milhões são residentes e 11.600 são estrangeiros, números que revelam o peso do turista internacional na região a nível económico, com 76% das dormidas. Tais resultados revelam uma inversão da tendência verificada entre 2002 (14.250 milhões) e 2009 (12.928 milhões), período no qual se verificou um decréscimo medio anual de cerca de 0.5%, motivado maioritariamente pelo decréscimo de turistas internacionais, na ordem dos 2.100 milhões, provavelmente deslocando-se para destinos no Norte de Africa e Bacia do Mediterrânio, locais onde se registou um crescimento no período (WEF, 2015). No entanto, nos últimos 4 anos a região recuperou aproximadamente 2.300 milões de dormidas de turistas internacionais, representando um crescimento médio de cerca de 5%/ano.

No sentido do desenvolvimento da hotelaria e capacidade de resposta da procura turística na região constatou-se nos últimos dez anos, um crescimento de aproximadamente 1,4% ao nível do alojamento. De facto o Algarve registou em Julho de 2013 cerca de 105 mil camas, representando 38,4% das camas a nível nacional (272,1 mil), o que representa um aumento de cerca de 12 mil camas desde 2002 (Gráfico 2.5). No que respeita à oferta hoteleira a Região representa 25% do total nacional com 366 estabelecimentos, dispondo da maior capacidade de alojamento no país, distribuída similarmente entre apartamentos, hotéis e hotéis-apartamentos. Constata-se igualmente um crescimento de outras ofertas de alojamento como os alojamentos locais, com capacidade em 2013 de 6.189 mil camas.

Gráfico 2.5 - Capacidade de alojamento em estabelecimentos hoteleiros – 2013

(percentagem) Fonte: INE, 2014. 38,4% 19,2% 12,7% 13,0% 4,0% 9,7% 3,0%

14.345 15.000 15.700 10.814 12.000 11.610

A região do Algarve a nível económico, segundo os dados do INE, obteve um rendimento total de 621.894 milhões na hotelaria, sendo o RevPar médio de 32.7 euros e a taxa de ocupação cama de 43,3%. Não obstante os bons resultados de acordo com revisão do PENT para 2013 -2015, para a região do Algarve procura-se inverter a estagnação da procura nacional e crescer anualmente a 3 % no mercado internacional (Gráfico 2.6).

Gráfico 2.6 - Crescimento de Dormidas Globais e de Estrangeiros

Dormidas Gerais Dormidas Estrangeiros

(milhares) CAGR (milhares) CAGR

12- 15 12- 15

2012 2015 2012 2015

Tendências Objetivos Tendências Objetivos

Fonte: Turismo de Portugal, 2013.

De acordo com o PENT, a procura turística para o Algarve tem como motivação principal o lazer – onde se destaca o sol e mar – predominando os turistas que procuram o Mediterrâneo, observando-se na região uma forte dependência do mercado britânico e germânico (Turismo de Portugal, 2012).

Apesar de este produto já estar consolidado na região manter-se-á a aposta procurando a sua revitalização fidelizando os emissores Reino Unido /Irlanda e impulsionado sectores dinâmicos na Holanda e Alemanha. Igualmente será reforçada a aposta em mercados emergentes como a França, Polónia e Rússia (Turismo de Portugal, 2012).

Dada a sazonalidade inerente ao produto sol e mar torna-se fundamental a aposta e dinamização de produtos com potencial na Região por forma a completar a oferta e reduzir a sazonalidade, nomeadamente o golfe, o turismo de saúde, de natureza, náutico, de negócios e residencial (Quadro 2.4).

2,9 % 1,5 % % % % 5 % % % % 3.6 % 2.4 % % % % 5 % % % %

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Quadro 2.4 - Estratégias de Produtos – Algarve

Estratégia Produtos Consolidado Desenvolvimento Complementar Emergente Sem Expressão Sol e Mar Turismo de Saúde City Breaks Touring Gastronomia / Vinhos Turismo de Natureza Golfe Turismo Náutico Turismo de Negócios Turismo Residencial

Fonte: Análise Turismo de Portugal, 2012.

No que respeita ao Turismo de Saúde e Bem-estar é importante desenvolver e reforçar a estruturação de oferta de serviços médicos integrados nos serviços turísticos (Turismo Médico). Já no que respeita à vertente Bem-estar (Spa e Talassoterapia), torna-se importante desenvolver conteúdos para a disponibilização em canais e densificar a diversidade de experiências para o cliente.

Nesta vertente de Saúde e Bem-estar, tal como referido no Memorando Turístico do Algarve (Turismo de Portugal, 2012), esta região pode ser líder no mercado pois apresenta Spas na sua hotelaria, o espaço termal de Monchique e uma ótima oferta hospitalar aproveitando as facilidade dos hospitais privado HPP Algarve e HPA. Um dos fatores importante associado a estas valências médicas e de bem-estar é o facto de o turista de saúde preferir as épocas media e baixa para suas deslocações, promovendo assim o atenuar da sazonalidade.

Capítulo 3

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