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Os valores mensais de frete rodoviário para soja com origem na região Centro-Oeste e tendo como destino as principais regiões brasileiras foram obtidos no Sistema de Informações de Fretes - SIFRECA15 (informação pessoal). Esses dados de 2004 foram deflacionados para o mês de junho de 2005, por um índice composto16 por 40% da variação do preço do diesel e 60% da variação do IGP-M. O preço médio semanal do diesel em 2004 foi obtido no site da Agência Nacional de Petróleo - ANP, enquanto que o IGP-M foi consultado no site da Fundação Getúlio Vargas - FGV17. No Apêndice 2 consta a formação desse índice.

A partir dessa base de fretes rodoviários deflacionada foram estimados os custos mensais de transporte de soja entre as regiões de origem da produção e os armazéns e desses até os terminais de transbordo ferro/hidroviário. Essa estimativa foi realizada por regressão linear simples através do método dos Mínimos Quadrados Ordinários. Os valores dos coeficientes

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Para o cálculo dessa média, utilizou-se o valor mensal do dólar. FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS – FGV.

Estatísticas. Disponível em: <http://www.fgvdados.fgv.br >. Acesso em: 14 out. 2005.

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SISTEMA DE INFORMAÇÕES DE FRETES – SIFRECA. Base de dados de fretes rodoviários. Piracicaba, maio 2005.

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Algumas transportadoras utilizam esse índice composto para corrigir os valores de fretes praticados, pois consideram que o diesel representa 40% do custo de transporte, enquanto gastos com manutenção e depreciação representam os outros 60%.

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FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS – FGV. Estatísticas. Disponível em: <www.fgvdados.fgv.br>. Acesso em: 12 jul. 2005.

obtidos e os respectivos testes t, F, níveis de significância e R-Quadrado estão no Anexo A. No Anexo B consta os valores de fretes rodoviários estimados.

Os valores mensais de fretes ferroviários de Alto Araguaia a Santos foram obtidos no SIFRECA. Esses valores mensais de 2004 foram deflacionados para junho de 2005, com um índice composto18 por 30% da variação do diesel e 70% da variação do IGP-M. Tanto o preço do diesel como a variação do IGP-M são provenientes da mesma fonte de dados utilizada para deflacionar os fretes rodoviários (vide Apêndice 2). Para os meses de janeiro a março foram estimados valores de fretes calculados a partir da multiplicação do momento de transporte de dezembro (R$ 0,0724/t.km) pela distância (em km), pois o SIFRECA não dispunha dessa informação. Adotou-se o mês de dezembro como referência para essa estimativa pelo fato dos meses de janeiro a março se configurarem como período em que o volume transportado é menor, uma vez que é no mês de março que se começa a concentrar os maiores volumes de soja para exportação.

Os fretes ferroviários mensais de Porto Franco ao Porto de Itaqui, em São Luís no Maranhão, foram também obtidos no SIFRECA e deflacionados para junho de 2005, com o mesmo índice de Alto Araguaia-MT a Santos-SP.

Os fretes ferroviários com origem em Londrina-PR e destino aos portos localizados em Paranaguá-PR, São Francisco do Sul-SC e Rio Grande-RS foram estimados com base no momento de transporte mensal (R$/t.km) do fluxo de Cascavel a Paranaguá-PR. Cada um desses valores foi multiplicado pela distância ferroviária de cada uma dessas rotas. Vale destacar que os fretes nominais foram transformados em valores reais de junho de 2005 utilizando-se o mesmo deflator composto citado anteriormente.

O custo de transporte ferroviário de Araguari-MG a Vitória-ES foi fornecido pela empresa ferroviária que opera nesse trecho (Ferrovia Centro Atlântica - FCA19). O valor médio informado foi US$ 32.50/t, sendo esse constante ao longo do ano. Nesse valor está incluso custo de transbordo e tarifa portuária, que de acordo com agentes de mercado, essas tarifas são de US$ 1.00/t e US$ 4.00/t, respectivamente. Assim, descontando essas tarifas, o valor médio do frete utilizado foi de US$ 27.50/t. Utilizou-se os valores médios mensais do dólar de 2004 para

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De acordo com agentes do setor ferroviário, verificou-se que os fretes ferroviários são em geral, reajustados pela variação do preço do diesel (30%) e pelo IGP-M (70%). O diesel representa, em média, cerca de 30% do custo variável desse transporte.

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transformar esse frete em R$/t, mês a mês. O valor do dólar foi obtido no site da FGV (www.fgvdados.fgv.br).

Os fretes hidroviários foram também obtidos no SIFRECA e deflacionados para junho de 2005, utilizando-se o mesmo deflator composto (30% Diesel+70%IGP-M). No Anexo B estão os valores dos fretes rodo-ferro/hidroviário estimados dos armazéns aos portos considerados e utilizados no modelo.

Vale destacar que depois de aplicado o deflator, os valores dos fretes ferroviários e hidroviários obtidos se mostraram um pouco superiores aos praticados atualmente no mercado. Isso indica que os agentes não estão repassando o índice cheio (inteiro) às tarifas atuais. Uma explicação para esse fato está ligada à quebra da safra de soja na região sul do Brasil, pois sem carga para transportar, os caminhões dessa região se deslocaram para as regiões onde a produção não foi afetada pela estiagem, como é o caso do Mato Grosso. O aumento da oferta de caminhões pressionou os fretes tanto rodoviários como ferroviários nessa e em outras regiões brasileiras.

As distâncias rodoviárias foram obtidas no CD Rom do Guia Quatro Rodas de 2005 da Editora Abril. Já as distâncias ferroviárias foram obtidas com os agentes desse setor. No Anexo B está reproduzida a matriz de distâncias.