Empiriske funn
5.1 Diskusjon rundt observasjoner
5.1.1 Diskusjon - forskningsspørsm˚al 1.1
O ensino de Ciências muitas vezes é conduzido de forma que a teoria e a prática
sejam momentos distintos, porém:
“a ausência dos fenômenos nas salas de aula pode fazer com que os alunos tomem por reais as fórmulas das substâncias, as equações químicas e os modelos para a matéria. Ainda que o aluno não conheça a teoria científica necessária para interpretar determinado fenômeno ou resultado experimental, ele o fará com suas próprias teorias implícitas, suas ideias de senso comum” (SANTOS & QUADROS, 2008, p. 3).
Assim sendo, a Química passa a ser um ‘jogo de montar peças’, que na maioria
das vezes, não alcança um significado real e aplicável; e a compreensão do que é
Ciência fica prejudicada.
A utilização dos fenômenos em sala de aula possibilita que o aluno utilize suas
concepções alternativas para iniciar discussão sobre as observações macroscópicas
percebidas, e logo em uma aula dialógica, o professor auxilia na apropriação de novos
conceitos utilizando as teorias ou modelos como suporte para a compreensão/
explicação dos fenômenos. A linguagem representacional passa a ser uma forma de
representar os fenômenos de forma resumida e universal. Deste modo, a abordagem da
Química em sala de aula deve centrar-se em 3 eixos: fenômenos, teorias ou modelos e
pela representação, através de fórmulas de substâncias, equações químicas, modelos
gráficos etc ( SANTOS & QUADROS, 2008).
É comum vermos o uso da experimentação no ensino de ciências como agente
motivador da aprendizagem ou apenas como instrumento de comprovação de teorias,
leis e modelos que ensinamos.
Segundo Gonçalves & Marques (2006), ao utilizar a experiência como um
recurso motivacional em sala de aula, o professor indica que o foco da sua atenção é o
aluno, o que justifica o uso de experimentos com características visuais expressivas e
que não sejam muito demorados, porém é necessário “transcender a intenção de
fomentar a mera curiosidade ingênua em direção a uma curiosidade crítica”.
A atividade experimental executada apenas com agente motivador, não garante
por si só a aprendizagem conceitual, pelo contrário, pode até atrapalhar o entendimento.
“É necessário compreender a relação entre motivação e aprendizagem como constituinte
de um contexto mais amplo que o das atividades experimentais” (GONÇALVES &
MARQUES, 2006, p. 224).
Tapia (2003)
11, citado em Gonçalves & Marques (2006, p.223), ressalta que
“discussões atuais na literatura sobre motivação e aprendizagem ressaltam a necessidade
de repensar a intenção de motivar para aprender, pois talvez seja mais importante
compreender que o sujeito precisa é aprender para se sentir e manter-se motivado”.
Então, a aprendizagem e a motivação fazem parte de um contexto mais amplo do que o
das atividades experimentais, como por exemplo: a problematização inicial sobre o
assunto estudado, a metodologia utilizada em sala de aula, a autonomia e a avaliação.
A experiência como comprovação da teoria resulta em uma divulgação
equivocada sobre a construção científica, a determina como inquestionável e que detém
a verdade, podendo ser utilizada como argumento irrefutável para explicar um
fenômeno ou situação cotidiana. Porém, este caráter da ciência não é verdadeiro, pelo
contrário, é dinâmica e está em constante evolução, pois é uma construção humana
desenvolvida através das relações sociais e, portanto, é influenciada diretamente pelo
contexto.
A experimentação que estimula a curiosidade crítica adquire importância
fundamental para o desenvolvimento de várias competências, como observação,
argumentação, formulação de hipóteses, verbalização do pensamento acerca do
problema, entre outras. Para isso, segundo Francisco Jr (2008, p.10), “é sugerida uma
abordagem cujo princípio é a problematização dos resultados experimentais a partir das
observações e das anotações realizadas de forma sistematizada pelos estudantes”.
Assim, é fundamental que o experimento aconteça antes da discussão conceitual.
Para que se torne adequada este tipo de abordagem experimental é necessário
termos atenção com os registros a serem feitos pelos alunos; devemos incentivá-los a
anotar todas as características dos sistemas antes, durante e depois da realização dos
experimentos, pois é a partir destas anotações que o aluno poderá se esforçar
cognitivamente a fim de buscar explicações para o fenômeno observado. Logo, o
professor organiza todas as hipóteses levantadas discutindo os conceitos químicos
envolvidos, para que juntos possam reformular as suas hipóteses, chegando a uma
compreensão mais detalhada do sistema (FRANCISCO Jr, 2008).
A experiência no ensino de ciências, que vem sendo documentada ao longo das
últimas décadas, como nos mostra Gonçalves & Marques (2006), incentiva o caráter
colaborativo na construção do entendimento acerca dos resultados das experiências,
através de trabalhos em grupos, nos quais os alunos discutem suas observações e
hipóteses, aprendendo a elaborar argumentos, conciliar suas intenções e necessidades
com seus pares de forma a chegar a um consenso. Esta metodologia reflete o caráter
social da Ciência e ainda desenvolve o diálogo, a autonomia coletiva, a co-
responsabilidade e o respeito à opinião do outro.
Dois aspectos que não podem deixar de serem observados por parte dos
professores, no caso da realização de práticas laboratoriais, é a segurança dos alunos e a
geração de resíduos. As propriedades dos reagentes envolvidos no experimento devem
ser explícitas aos alunos, bem como as medidas necessárias em casos de acidentes. E em
relação à geração de resíduos, deve-se procurar gerar resíduos não poluentes ou que
possam ser facilmente tratados.
“Desenvolver atividades em sala de aula que explicitem e que estejam vinculadas a atitudes responsáveis à geração e tratamento de resíduos pode contribuir para superar a visão das atividades poluentes como intrinsecamente associadas à Química que, por sua vez, fazem parte de um contexto mais amplo, incluindo principalmente aspectos sociais, econômicos e políticos” (GONÇALVES & MARQUES, 2006, p.230).