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Empiriske funn

5.1 Diskusjon rundt observasjoner

5.1.2 Diskusjon - forskningsspørsm˚al 1

O conceito de transformação química é um tópico de pesquisa que merece

atenção, pois além de estruturar o pensamento químico, é um conceito de difícil

apropriação por parte dos alunos.

Driver (1989)

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ressalta:

“...é possível que os(as) alunos(as) assimilem conceitos sobre átomos e moléculas e suas representações do modo pretendido nas aulas de ciências mas, quando se encontram diante de um fenômeno que tenham que explicar, tendem a considerar relevantes não as noções que lhes foram ensinadas , mas sim as

ideias intuitivas próprias, das experiências de cada um(a)”

(ROSA &

SCHNETZLER, 1998, p. 33).

Esta dificuldade de apropriação dos conceitos científicos, por parte dos alunos, é

potencializada, segundo Rosa & Schnetzler (1998), pela ausência de discussões em sala

de aula sobre ciência, que é, ainda, veiculada com ênfase na visão empiricista e, também

pela falta de relacionamento explícito entre os níveis micro e macroscópicos do

conhecimento químico, ou seja, falta enfatizar as relações entre os modelos explicativos

e os fenômenos observáveis.

Jonhstone (1982)

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, citado por Rosa & Schnetzler (1998, p.34), explicita os

níveis de conhecimento químico, que são:

a) Nível descritivo ou funcional: que é o campo de nível macroscópico em que

podemos ver, manusear, analisar e descrever o fenômeno; portanto trata-se do

aspecto fenomenológico da química.

b) Nível explicativo: é o campo que necessita da compreensão do mundo

microscópico, ou seja, neste nível invocamos átomos, moléculas, íons para

racionalizar a descrição feita anteriormente, portanto trata-se do nível atômico-

molecular da química.

c) Nível simbólico ou representacional: é neste campo que a linguagem simbólica

da química é utilizada. As substâncias químicas passam a ser representadas por

fórmulas e suas transformações por equações. Este nível dá um caráter universal

ao conhecimento químico, pois as fórmulas serão as mesmas, independente da

língua falada ou escrita.

A dificuldade em se ensinar Química está, justamente, em fazer os alunos

perceberem estes níveis e articularem estes mundos, macroscópico, microscópico e

simbólico.

Mortimer e Miranda (1995) chamam a atenção que o ensino das transformações

químicas com ênfase nas equações para representar as reações, sem relacionar com os

fenômenos, pode facilitar o desenvolvimento de concepções alternativas dificultando a

relação entre o nível fenomenológico e o nível atômico-molecular. Sugerem a utilização

de experimentos simples, em que sua análise se dá através da reflexão das observações,

orientada por questões, como:

a) Que substância ou substâncias se transformam?- nesta questão o aluno pode

explicitar a correspondência entre as evidências macroscópicas e as mudanças

no nível atômico molecular.

b) De que/ para que elas se transformam? – este questionamento estimula o aluno

a pensar em o que mudou em conseqüência da transformação.

c) Por que acontece a transformação?- neste ponto podemos ver o aluno levantar

hipóteses, onde estarão implícitas suas concepções sobre transformação.

d) A massa do sistema antes da transformação é maior, igual ou menor que a

massa depois da transformação? Por quê? - esse questionamento visa estimular

o raciocínio em termos de conservação e também a discussão da relação entre as

evidências macroscópicas e as mudanças no nível atômico molecular. Ou seja,

podemos perceber como o aluno entende a ideia de conservação e também

discutir em relação às substâncias levadas em consideração no raciocínio do

aluno. As hipóteses levantadas devem ser testadas para dar prosseguimento ao

momento discursivo.

O momento discursivo é propiciado pelo professor, partindo das concepções

alternativas dos alunos em direção a apropriação de uma concepção cientificamente

aceita. Aos poucos os alunos se tornarão cada vez mais autônomos no uso das relações

entre os níveis do conhecimento da química: nível fenomenológico, atômico-molecular

e simbólico.

Lopes (1995), em seu artigo ressalta a tendência improdutiva de nós,

professores, trabalharmos com classificações na Química, fora de contexto, o que geram

muitas vezes dificuldades na formação de ideias científicas. Por exemplo, ela sugere que

trabalhar com a definição de fenômeno, sem nos preocuparmos em classificá-lo em

físico e químico, é bem mais produtivo; até mesmo que em diversas ocasiões, temos

dificuldade de classificar o fenômeno como somente químico ou somente físico; é o

caso da reação entre hidróxido de sódio sólido com ácido clorídrico aquoso, onde há

dissolução, reação e hidratação de íons.

Na ciência contemporânea, “cientistas já não são meros contempladores da

natureza, aqueles e aquelas que estudam os fenômenos dados pela natureza. Hoje em

dia, cientistas constroem fenômenos que sequer existem naturalmente, transcendendo ao

objeto dado” (LOPES, 1995, p.7). Então, “a reação química não é apenas um fenômeno

químico que ocorre naturalmente, produzindo novas substâncias: é também um

programa artificial de produção de novas substâncias. O químico pesquisa quais

reações serão capazes de produzir substâncias com as propriedades desejadas” (LOPES,

1995, p.8).

Com este entendimento de conceito de fenômeno, podemos perceber que a

ciência se desenvolve seguindo uma via de mão dupla, sendo uma instrumental e outra

teórica: “há um instrumento mediando à relação sujeito-objeto e uma teoria capaz de

permitir a compreensão do fenômeno e do instrumento” (LOPES, 1995, p.7).

Outras classificações desnecessárias, citadas por Lopes (1995, p.8), são as

classificações das reações químicas em dupla troca, simples troca, síntese ou análise.

Em seu artigo a autora chama a atenção para tendência de representarmos as reações em

meios não aquosos e em meios aquosos da mesma forma. Como exemplo, cita a reação

de neutralização do NaOH e do HCl, que em meio não aquoso é uma dupla troca, porém

em meio aquoso deveria ser considerada como síntese da água, a partir do íon hidrônio e

da hidroxila. Isso porque a solução aquosa de NaOH é uma solução contendo íons Na

+

e

OH

-

dissociados e a solução aquosa de HCl é uma solução contendo íons H

3

O

+

e Cl

-

.

Assim sendo, a reação se dá entre o H

3

O

+

e o OH

-

, e os íons Na

+

e Cl

-

permanecem

dissociados. “Em resumo não há trocas, portanto perde o sentido nos preocuparmos

com classificações que não tem utilidade nem na vida prática nem no campo científico”.

6. A ENERGIA NO CONTEXTO DE ALIMENTOS