Analyse og diskusjon
7.5 Diskusjon av løsning og brukertest
O estudo foi desenvolvido em uma área localizada no sudoeste do Estado de São Paulo, entre as coordenadas UTM de 227.510 e 229.875 mE e 7.455.857 e 7.453.369 mN, fuso 23, Datum South American 1969 (SAD 69), na região denominada depressão paleozóica (INSTIUTO DE PESQUISAS TECNOLÓGICAS - IPT, 1981). Fazendo parte da bacia
Legenda Fase 1 Fase 2 Fase 3 Fase 4
Aquisição e organização de informações base (carta topográfica, mapa geológico, mapa de solos, fotografias aéreas, etc.)
Organização do banco de dados
Volta a campo para examinar os perfis e coletar amostras dos horizontes para análise.
Criação do Modelo Digital de Elevação
Cálculo dos atributos de terreno
Aquisição de imagem de satélite da área com solo
exposto
Correção atmosférica e extração dos valores de
reflectância
Redução das informações por análise de componentes principais
Compartimentação da área com auxílio de Fuzzy K-
médias
Realização de observações, interpretação de resultados de análise, classificação e definição das
unidades de mapeamento Visita a campo para
identificação das unidades de mapeamento e traçado dos
limites preliminares e demarcação de locais para
abertura de trincheiras
Interpretação dos resultados de análise, classificação e finalização dos limites das unidades de mapeamento
Comparação dos mapas de solos
Digitalização da carta topográfica
hidrográfica do Rio Tietê, essa área encontra-se margeada pelo rio Capivari, próxima ao município de Rafard, compreendendo 182 ha atualmente cultivados com cana-de-açúcar (Figura 3).
Figura 3 - Localização da área de estudo
O clima da região é do tipo Cwa (segundo classificação de Köppen), caracterizado como clima mesotérmico de inverno seco e verão chuvoso; temperatura média do mês mais quente superior a 22 ºC, com a temperatura média do mês mais frio inferior a 18 ºC. O total de chuvas do mês mais seco não ultrapassa 30 mm (CENTRO NACIONAL DE ENSINO E PESQUISA AGRONÔMICA, 1960).
A área está localizada na unidade geotectônica denominada Bacia do Paraná e na unidade fisiográfica da Depressão Periférica Paulista, sendo uma região de agricultura tradicional no estado de São Paulo. Geologicamente, situa-se sobre a Formação Itararé, pertencente ao Grupo Tubarão (IPT, 1981), sendo que na área de estudo esta formação apresenta litologia predominante de siltito. A área ainda revela rochas eruptivas básicas (diabásio) da Formação Serra Geral, Grupo São Bento, constituindo corpos intrusivos na forma de diques e sills, e próximo ao rio Capivari sedimentos fluviais (NANNI; DEMATTÊ,
2006). De acordo com Vidal-Torrado3, nas proximidades do sill de diabásio também ocorre siltito que foi metamorfizado pelo halo térmico gerado pela frente de lava (Figura 2). Devido a esta variação de materiais geológicos, também há grande variação de solos a curtas distâncias.
Figura 2 - Geologia da área de estudo Adaptado de Nanni (2000)
O relevo da área em sua maior parte é caracterizado como ondulado e suave ondulado, com altitude variando entre 475 e 567 metros sobre o nível do mar.
De acordo com a Carta Pedológica Semidetalhada do Estado de São Paulo - Quadrícula de Piracicaba (OLIVEIRA, 1999), na área de estudo ocorrem as seguintes classes de solo:
Podzólico Vermelho-Amarelo distrófico ou álico Tb, A moderado, textura argilosa ou argilosa/muito argilosa.
Podzólico Vermelho-Amarelo abrupto, A moderado, textura arenosa/média, pouco profundo, em associação com Solo Litólico Eutrófico, A moderado, proeminente ou chernozêmico, substrato diabásio.
2.2.1.2 Aquisição de informações pré-existentes
Os dados topográficos foram obtidos a partir de curvas de nível com eqüidistância vertical de 5 metros, hidrografia e pontos cotados contidos nas cartas topográficas do Instituto Geográfico e Cartográfico do Estado de São Paulo (IGC), na escala de 1:10.000, em formato digital, referentes às folhas Toledos (SF-25-Y-A-IV-4-SO-F) e Costa Rica (SF-23-Y-C-I-2- NO-B).
As fotografias aéreas verticais pancromáticas na escala ampliada 1:10.000 (escala original 1:30.000) foram obtidas com o uso de filme colorido por vôo realizado em 07 de julho de 2000. Nesse período grande parte da área de estudo estava com solo desnudo, pois a a cana-de-açúcar acabara de ser colhida com queima. Foram necessárias três fotografias para garantir a visão estereoscópica da área de estudo.
O mapa de solos nível semidetalhado da região da área de estudo foi obtido a partir da Carta Pedológica Semidetalhada de Piracicaba (OLIVEIRA; PRADO, 1989). A legenda completa do referido mapa, na qual são caracterizadas e descritas as unidades de mapeamento, foi retirada de Oliveira (1999).
O mapa geológico de escala 1:100.000 da região da área de estudos foi obtido da Folha Geológica de Piracicaba (MEZZALIRA, 1966).
2.2.1.3 Organização de banco de dados
Foram utilizadas informações referentes a resultados análises de solos da área de estudos gerados no estudo de Nanni (2000). Tais informações visaram suprir prontamente as solicitações de análises de solos pelos pedólogos além daquelas feitas nos perfis por eles examinados, contribuindo para tornar mais rápido o desenvolvimento do trabalho, além de não comprometer outros trabalhos e compromissos dos pedólogos.
Para obtenção destes dados, no mapa base com os limites da área de estudo foi plotada uma grade regular de 100 x 100 metros. Cada interseção da grade gerou um ponto de amostragem, que com o auxílio de um aparelho de GPS foi marcado no campo, perfazendo um total de 182 pontos (Figura 4). A malha de 100 x 100 metros, produziu no campo uma densidade de observação de 1 ponto por hectare. Os pontos foram então numerados e
amostrados, com trado, nas profundidades 0-20 e 80-100 cm, sendo denominadas de camadas A e B, respectivamente, referentes aos horizontes A e B.
Figura 4 - Localização dos pontos de coleta de amostras de solo e de perfis
2.2.1.4 Análises laboratoriais
As amostras foram secas em estufa a 45 °C por 48 horas e peneiradas, sendo as frações menores que 2 mm utilizadas para efetuar as análises químicas e granulométrica.
As análises químicas foram: pH em água e em solução de KCl 1 mol L-1 (1:2,5); cálcio, magnésio e alumínio trocáveis, extraídos com solução de KCl 1 mol L-1; Ca e Mg quantificados por espectrofotometria de absorção atômica, e Al trocável, por titulação com solução NaOH 0,025 mol L-1; K extraído com solução de HCl 0,05 mol L-1 H2SO4 0,0125 mol L-1 (Mehlich-1) e quantificado por fotometria de chama; P disponível extraído com solução de HCl 0,05 mol L-1 + H2SO4 0,0125 mol L-1 (Mehlich-1) e determinado por colorimetria; acidez potencial (H+Al) foi extraída com solução de acetato de cálcio 0,5 mol L-1 a pH 7 e determinada por titulação com solução NaOH 0,025 mol L-1;C orgânico determinado pelo método de Walkley-Black, com oxidação por via úmida, com dicromato de potássio 0,1667 mol L-1, sem aquecimento e por meio de titulação com sulfato ferroso
amoniacal 0,1 mol L-1 (EMBRAPA, 1997). De posse dos resultados obtidos das análises químicas foram calculadas a soma de bases trocáveis (SB), a capacidade de troca catiônica total (CTC) e as saturações por bases (V%) e por alumínio (m%).
As análises granulométricas foram realizadas de acordo com os procedimentos da Embrapa (1997), em que o teor da fração argila (<0,002 mm) é obtida pelo método do densímetro; a fração areia total por peneiramento e o silte (0,05 – 0,002 mm) é calculado por diferença. Para amostras oriundas dos perfis, foi realizado o fracionamento da fração areia através de peneiramento em cinco frações: areia muito grossa (2,0 - 1,0 mm), areia grossa (1,0 - 0,5 mm), areia média (0,5 - 0,25mm), areia fina (0,25 - 0,1 mm) e areia muito fina (0,1 - 0,05 mm), conforme descrito por Camargo et al. (1986).