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Diskusjon av funn

In document Under vingene av en næringshage (sider 48-52)

2. Bakgrunn

6.2 Diskusjon av funn

A suplementação com gordura é comumente utilizada para dietas de vacas em lactação para atender ao aumento da necessidade ingestão de energia durante o início da lactação e conseguir retornar a um balanço energético positivo o mais rápido possível. Se a vaca pode consumir a energia suficiente através da alimentação, logo, o custo em termos de energia é simplesmente o custo de transformar a energia da alimentação para o leite menos o custo de suportar as funções corporais obrigatórias da vaca. No entanto, se a vaca não consumir os nutrientes necessários, o custo energético de produção de leite deve então incluir o custo da energia de catabolizar o tecido do corpo para torná-lo disponível para a produção de leite.

O termo “balanço de energia” é comumente utilizado para descrever o estado energético de vacas leiteiras, que é o resultado do fluxo de energia; o BEN está associado com a perda de energia corpórea e o balanço de energia positivo está associado com o ganho de energia corpórea. Vacas perdem tecido corpóreo e, portanto, energia no período de transição e início de lactação, normalmente retomando o balanço positivo de energia a partir dos 40 aos 80 dias pós-parto (COFFEY et al., 2001; CALDARI-TORRES, 2011). Kendrick et al. (1999) relataram que o retorno ao balanço positivo de energia foi aos 21 dias ou 49 dias com dietas de alta ou baixa energia, respectivamente.

Zachut et al. (2010a) observaram que a suplementação com uma fonte de lipídeo na dieta (semente de linhaça) em vacas no período de transição até 100 dias de lactação não teve efeito na média de peso corpóreo no pré-parto, porém no pós-parto as vacas do grupo controle perderam mais peso corpóreo do que as vacas do grupo alimentado com fonte de lipídeo, aos 100 dias de lactação as vacas suplementadas estavam 32,2 kg em média, mais pesadas que as do grupo controle. Quando analisado o escore de condição corpóreo (ECC) observou-se que as vacas suplementadas com lipídeos começaram a ganhar ECC em média após 6 semanas do parto, enquanto que as vacas do grupo controle continuaram perdendo ECC até a oitava semana pós-parto. E o balanço de energia (BE) calculado durante os 100 dias de lactação foi 1,5 Mcal maior no grupo alimentado com semente de linhaça comparando-se com o grupo controle (2,3 e 0,8 Mcal/d respectivamente). Resultado semelhante, foi encontrado por Calderi-Torres et al. (2011), com a suplementação de Ca-cártamo onde os animais

apresentaram melhor BE com superação do BEN 7 dias antes que animais alimentados com dieta controle.

Gandra et al. (2014) ao suplementar vacas leiteiras no período de transição até 84 dias de lactação, com quatro diferentes dietas, onde três delas havia fontes diferentes de lipídeos (semente de linhaça, GSI e Ca-ácido linoleico) observou que vacas alimentadas com a dieta controle só superaram o BEN aos 63 dias, enquanto que as suplementadas com fontes de lipídeos superaram aos 45 dias. Resultados similares foram obtidos em experimento com vacas no pós-parto com dietas de 11% de semente de linhaça integral, onde as vacas suplementadas com linhaça tiveram maior balanço energético do que as da dieta sem semente (PETIT et al., 2007).

O metabolismo de nitrogênio em vacas no período de transição está relacionado com a mobilização das reservas corporais, onde a utilização de nitrogênio de origem corporal é processado através da turn-over de aminoácidos (VANDEHAAR et al., 1999).

No início da lactação ocorre uma maior utilização dos aminoácidos musculares principalmente os aminoácidos glicogênicos visando suprir o déficit de energia fisiológico dos amimais neste período, também há utilização em maior escala dos aminoácidos essenciais para a produção de leite devida à condição homeorrética das vacas leiteiras para a produção de leite, alguns aminoácidos também podem ser utilizados no metabolismo da lactose na glândula mamária, visto a intensa metabolização de glicose pelas vacas no início da lactação (OVERTON; WALDRON, 2004). Desta forma há também um balanço de nitrogênio negativo entre os dias -7 até 14 em relação ao parto (GRUMMER, 1995). Este balanço negativo pode se estender até a sexta semana pós-parto dependendo do consumo de matéria seca, produção de leite e dieta base utilizada em vacas leiteiras no período de transição (CHIBISA et al., 2008).

Outro evento metabólico que contribui para o balanço negativo de nitrogênio em vacas leiteiras no período de transição, está relacionado com a sobrecarga de metabolização hepática de gordura neste período, com consequente aumento de excreção de nitrogênio na urina. A intensa oxidação de ácidos graxos no tecido hepático com consequente geração de corpos cetônicos, deprime a transformação de amônia em ureia, diminuindo consideravelmente o

pool de reciclagem de ureia via saliva, aumentando a concentração de nitrogênio na urina. A

excreção de nitrogênio na urina também contribui para a intensificação do balanço energético negativo neste período, pois para cada grama de N excretado via urina são gastos 7,2 Mcal de energia metabolizável (NRC, 1989).

A retenção de nitrogênio do pré-parto de vacas leiteira sempre será positivo, mesmo com o início do déficit energético já ocorrendo próximo ao parto, a retenção nesta fase fica em torno de 17,5 a 27,5 gramas/dia em dieta tradicionais de close-up com cerca de 15% de proteína bruta e 1000g de proteína metabolizável. Já no pós-parto imediato a retenção pode ficar negativa chegando a déficits de até 120 gramas/dia por volta da 1ª a 2ª semana de lactação com produção média de 38,5 kg/dia, voltando a patamares positivos por volta da 5ª a 6ª semana, juntamente com início do restabelecimento do consumo de matéria seca (CHIBISA et al., 2008).

Gozho e Mutsvangwa (2008) avaliaram a suplementação de 8,3% de óleo de canola na matéria seca total nas dietas de vacas Holandesas no início de lactação, utilizando dietas com 5,2% de extrato etéreo na matéria seca. Estes autores não verificaram efeito do óleo sobre o balanço de nitrogênio dos animais suplementados. Elliott et al. (1993) avaliaram a suplementação de sebo e óleo de milho em 2,5 e 5,0% na matéria seca total de vacas leiteiras canuladas no rúmen, e não verificaram alterações na utilização de nitrogênio.

Naves (2010) avaliando a inclusão de 20% de grão de soja na dieta, não obteve nenhum efeito no balanço de nitrogênio relacionando com o coeficiente de digestibilidade da proteína bruta. Assim como Freitas Jr (2012), ao comparar diferentes fontes de ω6 na dieta de vacas (controle, óleo de soja, Grão de soja, Sais de cálcio) não observou diferença no balanço de nitrogênio entre os tratamentos.

Barletta et al. (2012) ao avaliar diferentes porcentagens de inclusão de grão de soja integral na dieta de vacas (0, 8%, 16% e 24% com base na MS) observou uma diminuição no consumo de nitrogênio total com a inclusão do grão de soja relacionando a diminuição do consumo de matéria seca de vacas em lactação, porém o balanço de nitrogênio não alterou com as fontes de gordura, e os animais que consumiram a ração com 16% de inclusão apresentaram os melhores resultados de balanço de nitrogênio.

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