2. Bakgrunn
6.9 Konklusjon
4.5.1.1 Prostaglandina F2α
A síntese de prostaglandinas, principalmente a prostaglandina Fβα (PGFβα) ocorre em maior parte nas células epiteliais do endométrio uterino, e ela tem uma função importante nas contrações uterinas durante o parto, pós-parto e na regressão uterina. Pois quanto mais rápido o útero conseguir expulsar os mecônios resultantes do parto e involuir, mais cedo estará apto a uma nova gestação. Além disso, a PGFβα age na luteólise do corpo lúteo no ovário. Ela é obtida a partir do ácido araquidônico que por sua vez é obtido a partir do ácido linoleico.
Estudos têm demonstrando uma forte correlação na saúde uterina no pós-parto recente com a suplementação de ácido linoleico, pois este se incorporaria primeiramente nos fosfolipídios constituintes do tecido endotelial (CERRI et al., 2009a), e alterações nas concentrações destes poderiam modular a secreção de PGFβα no endométrio, aumentando a secreção em até 30% (CULLENS et al., 2004). Elmes et al. (2004) ao suplementar ovelhas prenhes no pré-parto com uma dieta enriquecida com ácido linoleico protegido observaram aumento nas proporções de ácido araquidônico no endométrio e no corioalantóide, e na secreção de PGFβα.
Segundo Guilbault et al. (1984), o aumento de PGFβα durante o purpério pode ser demonstrado por aumentos drásticos na concentração do metabólito 13, 14 diidro, 15-ceto PGFβα (PGFM) no plasma nas vacas, que é um metabólito da PGFβα. Os níveis plasmáticos de PGFM atingem um pico a concentrações >1 ng/ml no período de 1 a 4 dias após o parto e
caem progressivamente até o dia 15 do pós-parto (GUIBAULT et al., 1984), à medida que o volume uterino diminui e o tecido caruncular (principal fonte de PGFβα no útero) começa a descamar. Seals et al. (2002) demonstraram que as concentrações de PGFM no plasma jugular apresentaram-se mais elevadas nos primeiros 6 dias do pós-parto (dpp) em vacas que não desenvolveram infecções uterinas (2160 pg/ml) em comparação a vacas que desenvolveram endometrite (1450 pg/ml) entre 15 e 21 dias do pós-parto. Do mesmo modo, os níveis médios de PGFM no plasma antes do início dos tratamentos com antibióticos sistêmicos (em média, no dia 5 do pós-parto) foram menores nas vacas diagnosticadas com metrite em comparação às vacas sem metrite (SILVESTRE et al., 2009).
A tentativa de verificar a saúde uterina no pós-parto, Cullens et al. (2004) e Juchem et al. (2010) suplementaram vacas com sais de cálcio de ω6 na dieta de vacas no pré e pós-parto recente. Os primeiros encontraram uma redução na incidência de doenças (8,3% vs. 42,9%), como retenção de placenta e metrite em comparação com vacas não suplementadas, e o segundo encontrou redução na chance de metrite (8,8% vs. 15,1%) em relação a vacas não suplementadas. Dirandeh et al. (2013) também suplementaram vacas com fontes de ÁGs protegidos (Ca-óleo de Palma, semente de linhaça extrusada e grão de soja tostado) no início de lactação, observaram redução no tempo de involução uterina, menor porcentagem de vacas com endometrite clinica além de maior concentração de PGFM no início da lactação nos animais suplementados com grão de soja tostado. Porém, Silvestre et al. (2011) em uma tentativa semelhante, suplementaram mais de 500 vacas com Ca-ω6, no entanto, a incidência de retenção de placenta (10,1%), metrite (17,4%), e de descarga purulenta cervical (29%) não diferiram entre os tratamentos, mas observaram aumento na produção de PGFM do quarto ao sétimo dia pós-parto quando comparado aos animais não suplementados, ainda observaram maior concentração de ácido linoleico nos tecidos caruncular e cotiledonar placentário, justificando a maior produção de PGFM.
4.5.1.2 Progesterona
A progesterona (P4) é um hormônio esteroide, lipossolúvel e derivada do colesterol e este é um lipídeo sintetizado a partir de AGs considerados essenciais (ácido linoleico e ácido linolênico) (WEHRMAN et al., 1991). A P4 é sintetizada no ovário pelo corpo lúteo (CL), placenta e córtex da glândula adrenal. Além dos efeitos
hormonais, P4 atua como precursora dos estrogênios, androgênios e esteroides do córtex da glândula adrenal (HAFEZ; HAFEZ, 2004). É considerado por alguns o hormônio mais importante nas fêmeas para o estabelecimento da gestação (SWEENSON; REECE, 1996).
Altas concentrações de progesterona circulante imediatamente após a concepção têm sido associadas ao alongamento do concepto e maiores taxas de prenhez em vacas (DISKIN; MORRIS, 2008) e ovelhas (SATTERFIELD et al., 2006). Esse melhor desempenho tem sido atribuído à redução da mortalidade embrionária na fase crítica do embrião. Pesquisas indicam que a taxa de fertilização em vacas em início de lactação é de até 90%. Entretanto, a taxa de nascimento médio é de até 55%, sendo que a maioria dessa perda ocorre entre o dia oito e o dia 16 após a inseminação (DISKIN; MORRIS, 2008). Carter et al. (2008) verificou que um aumento de cinco vezes nas concentrações de progesterona sistémicas em vacas pós concepção inicial observou um maior aumento no tamanho do embrião nos dias 13 e 16 em relação a animais com concentrações menores. Por outro lado, um atraso no aumento pós- ovulatório de progesterona tem sido associado com a diminuição da taxa de prenhez, tanto em vacas e novilhas leiteiras (em DISKIN; MORRIS, 2008). Assim, progesterona pode influenciar a secreção uterina de nutrientes e fatores de crescimento que são essenciais para o início do desenvolvimento embrionário. De acordo com estudos, suplementação de progesterona durante o início da gestação, melhora a taxa de concepção de vacas leiteiras (MANN; LAMMING, 1999).
Com o objetivo de verificar o efeito da suplementação de ω3 e ω6 na dieta sobre a produção e/ou circulação de colesterol e progesterona em vacas leiterias, autores (RYAN et al. 1992; STAPLES et al., 1998) observaram aumento no colesterol plasmático, no colesterol do fluido folicular e no do CL, e na progesterona sérica. Como o colesterol é um precursor da síntese de progesterona pelas células ovarianas, as lipoproteínas de alta e baixa densidade levam o colesterol para os tecidos do ovário para a esteroidogênese (GRUMMER; CARROL, 1991).
Caldari-Torres et al. (2011) examinou metabólicas, endócrinas e respostas produtivas em vacas alimentadas com AGS ou ácido linoleico. Os tratamentos dietéticos foram de 28 dias pré a 49 dias pós-parto. O suplemento rico em ácido linoleico aumentou as concentrações plasmáticas de IGF-1 e de glicose, aumentou a concentração de progesterona no plasma, bem como uma elevação numérica na insulina em comparação com as vacas que receberam o suplemento de AGS. Segundo os autores tal padrão pós-parto seria propício para estimular o melhor desenvolvimento folicular ovariano.
No entanto, estudos com vacas suplementadas com AGPI apresentam resultados variados referente a sua ação na secreção de progesterona (THATCHER; SANTOS; STAPLES, 2011). Assim, investigações mais minuciosas são necessárias, pois muitas o aumento sérico da progesterona pode ocorrer pela diminuição de sua depuração e não por um aumento da síntese (HAWKINS et al., 1995).