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, Diogo Barbosa Machado, volta a pegar nos mesmos temas: o incidente da pólvora, a Batalha contra os Mouros, a fundação do convento para voltar a pôr em destaque a fé ímpar de Miguel de Moura e de sua esposa D. Brites da Costa.

As obras em Sacavém, estender-se-iam por muitos anos… Não só as decorrentes das adaptações a novos gostos, mas também, as básicas.

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CARDOSO, George, Agiologio Lvsitano dos Sanctos, e Varoens illustres […], Lisboa, Off. A. C. de Mello, 1666, Tomo III, in Decimo tèrcio de Maio, p. 235 No mesmo Tomo mas no Vigesimo Segundo de Junho, p.787, surge uma alusão ao falecimento de uma das freiras fundadoras do convento, Soror Felipa das Chagas – “mulher nobre, que de menina se criou neste Angelico retiro, portandose mui exemplar, & humilde, ou seruisse nos officios vis da Communidade, ou nos autorizados da Orde, obrando por seu gosto, em quanto viueu, as alparcas de todas religiosas, as quaes são de esparto tam desabridas, & rigorosas, q primeiro q os pés mimosos, & regalados se fação a ellas, passa muito tempo, sem lhes vedar o sangue, que as nouas chagas, & feridas vertem. Aberto hum cancro de repente, que tinha (proua de sua paciência) disse com grande alegria: He chegado o tempo da minha partida. E desejando fazer hua confissão geral com certo religioso, que estaua longe, de cujas letras, & virtudes fiaua muito, o trouxe Deos neste comenos, para aliuio da boa velha. Com elle se confessou hua & muitas vezes, & recebeo de suas mãos os diuinos Sacramentos. E tanto se vio roborada com o vltimo, partio para outra vida, deixando nesta, constante fama de sancta.”

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MACHADO, Diogo Barbosa, Memórias para a História de Portugal […], Tomo IV, Lisboa, Regia officina Sylviana, e da Academia Real, 1751, pp.82-91

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O protelamento das obras terá, certamente, entre outros factores, alguma relação com a falta de verbas, decorrentes da incorrecta administração por parte da Misericórdia de Lisboa. Mas, ao que parece, em determinada altura, não seria a Misericórdia a única em falta; de facto, em documento datado de 18 de Agosto de 1608 lê-se que “… no anno de

seiscentos e seis a Brites da Costa veuva de Miguel de Moura (?)pendeve, em consideração dos serviços do Rei(?), seu marido de tres mil cruzados por huanos pagos por uinda das primeiras das armadas da India para ajuda das obras do seu mosteiro de nossa senhora dos mártires do lugar de Sacauem. E porque (?) representou por parte da Abbadessa e Religiosas do mesmo Mosteiro que ainda não estauão pagos (…) mil cruzados por cuja causa estava por fazer muita parte das obras (…)”.147

No ano de 1626, já reinava D. Filipe III, através de um Mandado Régio

Em 1608 as obras não estavam, portanto, concluídas. Certamente, algumas referentes ao edifício conventual em si e, sem dúvida, as da igreja, iniciada em 1596, a que provavelmente se refeririam a “muita parte das obras”.

As dificuldades financeiras para fazer face às necessidades da instituição nasciam e cresciam com ela… A localização, afastada da cidade de Lisboa, contribuía para a falta de esmolas, essenciais para a sua substistência.

148

A atenção dispensada por Filipe III ao mosteiro de Sacavém, não seria, decerto, a dispensada anteriormente, por Filipe I ou Filipe II. A cumplicidade, o reconhecimento, que existiam entre Miguel de Moura e os anteriores monarcas, que colocava a sua obra no centro das “boas relações” e interesses diplomáticos, tinha praticamente desaparecido. De facto, as freiras vêem-se na necessidade de relembrar ao Rei que “o

dito conuento hé da Real proteição de Vossa Magestade tomado debaixo della, como consta das suas doaçõis e assim tem a ordinária desmolla de Vossa Magestade como as freiras da madre de Deus”

sobre as obras no Mosteiro, ficamos a conhecer as suas necessidades, inferindo também um certo “desalento” das freiras, fruto da desatenção que o Rei estaria a dar-lhe, em relação a outras instituições, nomeadamente a Madre Deus e as Flamengas.

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; referem ainda que “por estarem tão desuiadas da cidade

de Lixboa, não tem outras esmollas, e passaõ muitas necessidades”150, particularmente “lhes falta com que acodir as obras de que ainda a caza tem necessidade”151

147

AHU-CU- Reino, Cx.41, Pasta 3

148

AHU Reino, Cx.5-A, Pasta 20.

149 Idem 150 Idem 151 Idem – o “de

57 (convento/igreja) não estariam concluídas à data do documento. Simultaneamente uma frase dá a entender que o convento tinha sido alvo de uma visita real havia algum tempo – “a Magestade dEl Rej que Deus tem, e Vossa Magestade que Deus Guarde forão

honrar o dito conuento, vendo Sua Magestade que está em Gloria quaõ danificado elle estaua, e a falta que tinha de enfermaria, e pobreza das ditas religiosas”152; estes dados colocam imediatamente a visita no reinado de Filipe II, ou seja, entre 1598 e 1621; estará a visita relacionada com uma eventual sagração da igreja nas primeiras décadas do séc. XVII? Talvez. Não existem dados que o comprovem. É um facto, de que o documento mencionado, datado de 1626, refere que o monarca “lhes fez merçe por

esmolla, de mandar a Gonçalo Pirez Carualho prouedor das obras de Vossa Magestade se fizesse por Conta de sua Real Fazenda, hũa enfermaria, e se acodisse aos telhados e mais officinas danificadas, pera que o dito prouedor com os architectos de Vossa Magestade entrou, no dito conuento e fizeraõ traças e orsamentos”153, o que pode inferir uma igreja já concluída; cremos que a dita visita terá ocorrido pouco antes de 1621 uma vez que em 1626 a visita e medidas mencionadas são referidas, existindo a queixa de que os orçamentos e traças então mandados realizar “se naõ deraõ a execusão

até agora, creçendo o dano, e ruínas no dito conuento, e naõ auer onde se poderem curar as enfermas, e Vossa Magestade mandou fazer obras no Mosteiro da Madre de Deus, e no das Religiosas framengas por sua grandeza (…)”154

Pelo seu significado e importância, até pela sua indirecta ligação à fundação, foi recolhida no Santuário Mariano uma descrição da imagem que aí referem como sendo a Imagem de Nossa Senhora dos Mártires de Sacavém mas que, pela descrição, poderá bem ser a de Nossa Senhora da Conceição, referida por Miguel de Moura nas suas

Memórias

. Mudança de reinado, mudança de vontades e simpatias religiosas?

155 152 Idem 153 Idem 154 Idem 155 Memórias […], fl.668

; esta é a mais antiga descrição (exceptuando as indirectas das relíquias, que referem estar colocadas em meios corpos e custódias, em Notícias do Convento) que encontramos de um bem conventual e que acaba por nos facultar outros elementos – “ A Imagem da Senhora, que ElRey D. Affonso Henriques mandou fazer, & collocar

naquella Ermida, (que foy a primeira casa, que nos arredores de Lisboa se vio dedicada à Rainha dos Anjos) se venera ainda hoje em o Altar mayor daquella Igreja,

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& està collocada em hu nicho abaixo da tribuna, que serve de expor nella o Santissimo Sacramento. He a Imagem da Senhora de roca, & de vestidos. Sua estatura he de sinco palmos. Tem o Menino Jesus sobre o braço esquerdo, que està olhando para a Senhora: & a Mãy Santissima olhando tambem para o dulcissimo Filho, com hua attençaõ taõ grande, que parece estar ouvindo o q elle falla, & lhe diz. He naõ só de grande, mas de rara fermosura, & se vè nella (& se tem por cousa indubitável) que naõ foy encarnada segunda vez: & tem hua tam grande, & tam celestial magestade, que se divisaõ nella huns como resplandores soberanos, que parece obrada pelos Anjos. Naõ só as Religiosas daquelle Santo Convento, mas todo aquelle povo de Sacavem, & seus arredores tem grande devoçaõ àquella soberana, & antiga Imagem de Maria Mãy de Deos, que he o Santuario daquella terra.”156

Existe, entre a documentação recolhida, uma ordem de D. Luís da Cunha

Durante o séc. XVIII são várias as alusões ao Convento de Sacavém. Para além das relativas às múltiplas instituições de capelas na igreja, reveladoras da sua importância, são talvez as “admissões” no convento que acabam por indirectamente colocá-lo em destaque. “Depósito” de filhas e viúvas da alta nobreza nacional, que conseguem passar o “crivo” da Ordem e entrar em tão virtuosa instituição, ali acaba por ser recebida (ou mais correctamente, detida) a Condessa de Atouguia, vítima do Processo dos Távoras.

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para que o convento “recebe e acomode” a condessa e a sua filha; sabe-se, no entanto, nomeadamente, pelas Memórias da última Condessa de Atouguia158, que a Condessa, Mariana Bernarda de Távora, se fez acompanhar na sua detenção, pelas suas duas filhas ainda pequenas, D. Leonor de Ataíde e D. Clara de Ataíde (então com seis anos159) e, igualmente pelo seu filho mais novo160 de apenas dezasseis meses, D. António de Ataíde, que aí se conservaria até à idade de sete anos161; D. Marianna terá saído após a morte de D. José162

156

SANTA MARIA, Agostinho de (Fr.), 1933, pp.131-132.

157

ANTT, MNEJ, mç199 nº2 1759

158

CORDEIRO, Valério (Pe) M., Memórias da última Condessa de Atouguia, 2ªedição, Braga, 1917, pp.60-89

159

BEIRÃO, Caetano, D. Maria I, 1777-1792, Subsídios para a revisão da história do seu reinado, 3ª edç, Lisboa , Imprensa Nacional de Publicidade, 1944, p.162

160

Os outros dois filhos de D. Mariana foram entregues aos cuidados dos padres de S. Vicente de Paulo na sua Casa de Missão de Rilhafoles. CORDEIRO, 1917, Introd. p. XV

161

BEIRÃO, 1944, p.163

162

D. Marianna esteve em Sacavém cerca de 22 anos; saiu por decreto de 30 de Junho de 1780, onde foi provada a sua inocência e reintegrada em suas honras e liberdades. CORDEIRO, 1917

, as suas filhas, D. Clara e D. Leonor acabariam por se tornar religiosas professas do convento, mais de uma década depois se ali terem sido

59 recolhidas enquanto seculares, “por ordem de Sua Magestade” – as missivas163 datadas do terceiro quartel do séc. XVIII, assinadas pelo Marquês de Pombal, dirigidas ao “Senhor Ministro Provincial dos Religiosos Menores Observantes da Província dos

Algarves” solicitando que este “passe as ordens necessárias à Abadeça” para as admitir

enquanto Religiosas Professas, provam o caminho que acabaram por seguir. Na obra, D.

Maria I 1777-1792, Subsídios para a história do seu reinado164surge referido que D. Clara “recebeu o hábito aos 22, no sobredito convento, a 11 de Abril de 1774, professando um ano depois” tendo vindo a falecer “com cerca de 84 anos de idade, tendo sido abadessa”165; quanto a D. Leonor “tomou o hábito e professou nos mesmos

anos que a sua irmã. Como era muito doente, foi nomeada mestra das noviças e abadessa uma só vez. Parece que faleceu em 1807. A vida de ambas foi um exemplo de virtudes, como a de sua mãe”.166

Nas Memórias Paroquiais, datadas de 1758, são poucas as alusões ao mosteiro – o parágrafo a ele reservado faz apenas breves alusões a Miguel de Moura, à fundação da antiga Ermida de Nossa Senhora dos Mártires (e indirectamente à batalha), informando, no entanto, que à altura “neste Convento se acham quatro Padres da Provincia de

Xabregas, em que hũ delles he confesor das Freiras, e os mais capelães, tem Altar mor, e quatro coleterais, e hũa Irmandade da senhora dos Martires”.

A origem nobre de muitas das suas ocupantes contrastava com as dificuldades financeiras que abalavam a instituição desde a sua fundação, e as Clarissas Capuchas, dependentes de esmolas para a sua sobrevivência, continuavam a ver a sua vida cada vez mais dificultada, obrigando-as a recorrer aos mais diversos artifícios para conseguirem sobreviver e cuidar da manutenção do seu, relativamente pequeno, convento. Os rendimentos pareciam não fazer face às necessidades e, alguns compromissos que existiam para com o convento não eram cumpridos o que agravava ainda mais a situação.

A alusão às freiras de Sacavém e às touradas, é algo que à partida causa alguma estranheza; de facto, as touradas mandadas realizar pelas freiras eram famosas mas tiveram fins superiores e religiosos.

167 163 ANTT, MNEJ, Mç199, nº2, 1772 (4?), 1775 164 BEIRÃO, 1944 165 Idem, pp.162-163 166 Idem, p.163 167

Memórias Paroquias, ANTT, vol.33, nº11, 1758, fl.103. Da Irmandade da Senhora dos Mártires não conseguimos encontrar registos relevantes; de facto, apenas no Arquivo Municipal de Loures existe um fundo com adesignação de FundodaIrmandade de Nossa Senhora da Conceição dos Mártires (1752-1842) mas que consiste num único livro de registo de entrada de irmãos (sem qualquer outro tipo de referência).

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referência a danos provocados pelo terramoto de 1755, quer seja no próprio convento ou na sua igreja; sabemos, no entanto, que Sacavém foi muito atingida e nas próprias Memórias Paroquiais surgem referências indirectas em relação aos danos provocados pelo grande abalo em algumas capelas e na igreja paroquial.

Em 1763, em aviso datado de 18 de Maio, do Secretário de Estado Francisco Xavier de Mendonça Furtado, ao Comissário e Inspector do Senado da Câmara, Dr. António Velho da Costa, podia ler-se que “ A Sua Magestade representaram a abadessa e

religiosas do real mosteiro de Sacavém, que tendo principiado uma capela no mesmo convento, se impossibilitava o acabar-se por falta de esmolas, o que só se podia efectuar, concedendo-lhes licença para em seis dias se fazer a festividade dos toiros em um dos sítios da Estrela ou do campo de Ourique, e o mesmo senhor foi servido conceder a dita licença, para que em 6 dias se possa fazer a festividade de toiros em um dos sítios mencionados, que for mais cómodo e aprovado pelo procurador das mesmas religiosas; sendo a aplicação daquele rendimento para a sobredita obra da capela (…).”168

Em 1771 o convento foi atingido por um “grande incêndio”

169

que terá contribuído para agravar as condições e despesas; tal acontecimento aparece referido ainda no ano de 1779 em uma Provizão de D. Maria que tenta responder a uma petição das religiosas que viviam “conforme a observância do seu Stricto Estatuto vivem em notório pobreza

valendo-se de esmolas para a sua própria sustentação; sem possuírem e menos poderem ter bens, e rendimentos estáveis, exestindo actualmente na percizão (?) de obra para a condução da agoa, do seu convento concerto de telhados e outros reparos, para a concervação do mesmo, sua Igreja, e oficina”170. Para “ajuda” da realização das ditas obras pediam “por esmola que no território, que esta junto ao seu convento, cujo

território fica dentro do Reguengo que o Estado e Casa de Bragança tem no que he destricto, lhe concedesse licença para nelle (…) haver Feira Franca nos tres dias Santos do Espirito Santo, com outros tres dias pella Exaltação da Santa Cruz a quatorze de Setembro, podendo cobrar do terreno a esmola que lhe fosse servida conceder-lhe para a factura das ditas obras”171

168

In Arquivo Alfacinha, Arrabaldes d’outrora, Nossa Senhora dos Mártires, de Sacavém – Algumas notícias sobre esta povoação, 1954, p.20

169

Vide 1779 ANTT Desembargo do Paço, Estremadura e Ilhas, Maço 230.

170

Idem

171

Idem

, consequência do mencionado incêndio ocorrido oito anos antes.

61 Para acudir às necessidades que acresciam à pobreza em que viviam e que segundo diziam “talvez excede muito a que lhe prescreve a estrita Regra, que professão”172, em 1791, as freiras solicitavam que, por conveniência e utilidade (certamente porque conseguiriam então angariar mais dinheiro) a Feira de Setembro fosse mudada para Agosto (nos mesmos três dias, 14, 15 e 16); este pedido foi atendido (“graça feita por

esmola”173

As primeiras décadas do séc.XIX, reinava então D. Maria I e D. João VI, deixam transparecer muitas dificuldades. Os apelos a “Vossa Majestade” são constantes; quer seja para receber cordas para os sinos, passadeiras

). As dificuldades continuavam, e pareciam mesmo vir a agudizar-se mantendo-se quase uma “plena dependência externa” para subsistência das freiras e manutenção do convento.

174

, ou a anual barca de lenha que recebiam de esmola175

O tempo passava, e já em 1825, se faziam “reparos (…) neste mosteiro por ordem de S.

Magestade”. A notícia destes “reparos”, de que não conhecemos a sua extensão, é-nos

dada de forma indirecta em 1826, por um escândalo que, de certa forma abalaria o convento – Domingos Florencio, um dos trabalhadores das obras, é acusado do afogamento de um trabalhador encontrado no tanque da cerca de fora; as freiras, quebrando os seus votos, recolhem-no no convento, impedindo, deste modo, a prisão e julgamento do pretenso assassino… Tal atitude levou, como seria de esperar, a Ordem a condenar a atitude, a quebra dos seus votos e a ordenar que o entregassem à justiça

e que, em anos de extrema carência parecia estar esquecida; alguns destes pedidos “oficiais” iam acompanhados de uma pequena carta particular da Soror Clara Francisca do Sacramento, abadessa em 1818, que “amiga do coração” revelava as dificuldades do convento e reiterava o pedido feito pelas vias oficiais.

No que se refere às Invasões Francesas, não transpirou para a documentação nada que se relacione directamente com o convento; no entanto, a passagem (e estadia) de Junot em Sacavém, a 29 de Novembro de 1807, pode ter causado senão danos, algum receio e alguns cuidados (no sentido de protegerem alguns bens) por parte das religiosas e da população.

176

172 Vide 1791, ANTT Desembargo do Paço, Estremadura e Ilhas, Maço 230 173

Idem

174

AHU, Reino, Cx.14-A, pasta 23, 1818

175

AHU, Reino, Cx.42-A, pasta 7, 1819; Reino, Cx.40, Pasta 39, 182(?) ordem do Arsenal da Marinha para lhes conduzir uma embarcação de Lenha do Pinhal da Azambuja; Reino, Cx.14-A, pasta 23, 1816 e 1818

176

ANTT MNEJ, mç304, cx.243 1826

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Os conventos de clausura eram já abalados por um “relaxamento” de costumes e cada vez mais, os mosteiros, com tudo aquilo que a sua palavra implica / significa, davam lugar a conventos, isto é, as regras iam sendo quebradas, nomeadamente a clausura… O “mau comportamento” das freiras, não à extensão a que chegou quando recolheram o dito assassino, era já motivo durante o séc. XVIII de chamadas de atenção por parte da Ordem que, por exemplo, se vê obrigada a decretar certos avisos referentes ao comportamento das freiras aquando das visitas, das missas; num desses documentos pode mesmo ler-se – “Primeiramente porque nos consta, que as entradas pela porta

principal sam continuas, não só dos officiaes que trabalhão no convento, senão tambem de outras muitas pessoas…”177