5 PRESENTATIONS OF THE FINDINGS AND DISCUSSION
5.3. Discussion of the results
O tema da pesquisa foi escolhido considerando-se os estudos realizados em diversas bibliotecas universitárias, que adotam práticas de melhorias contínuas em suas unidades de informação. Assim, surgiu a necessidade de se fazer um estudo abrangente para identificar essas práticas e propor sua adoção.
Nessa perspectiva, o estudo foi realizado por meio de uma pesquisa bibliográfica, cujo objetivo foi de levantar, na produção científica encontrada nos anais de eventos na área de Biblioteconomia, as práticas de marketing e de endomarketing aplicadas nas unidades de informação e trazer essas práticas para a realidade das bibliotecas universitárias, a fim de elaborar uma proposta que servirá de subsídio para os profissionais bibliotecários aplicarem em suas respectivas unidades informacionais.
De acordo com Gil (2010), a pesquisa bibliográfica é elaborada com base em material já publicado, o que pode permitir ao investigador cobrir uma gama de fenômenos muito mais ampla do que a pesquisa realizada diretamente.
A pesquisa bibliográfica não é mera repetição do que já foi dito ou escrito sobre certo assunto, mas propicia o exame de um tema sob
um novo enfoque ou abordagem, chegando a conclusões inovadoras. (MARCONI; LAKATOS, 2008, p. 57).
Cervo e Bervian (2002) descrevem a pesquisa bibliográfica como aquela que tenta explicar um problema a partir das referências teóricas publicadas nos documentos. Pode ser descritiva ou experimental e tem a finalidade de conhecer e analisar as contribuições culturais ou científicas do passado existentes sobre determinado assunto, tema ou problema. A pesquisa também é de caráter exploratório e descritivo e utiliza o método quantitativo e o qualitativo. Quanto ao método quantitativo, Marconi e Lakatos (2011, p. 269) dizem que “os pesquisadores valem-se de amostras amplas e de informações numéricas”.
No que se refere à pesquisa quantitativo-descritiva, Marconi e Lakatos (2008) afirmam que ela consiste em investigações de pesquisa empírica cuja principal finalidade é o delineamento ou análise das características de fatos ou fenômenos, a avaliação de programas, ou o isolamento das principais variáveis. Esse método emprega artifícios quantitativos tendo como objetivo a coleta sistemática dos dados.
O método qualitativo difere do quantitativo pela forma como se coletam e analisam os dados e por não utilizar instrumentos estatísticos. Essa metodologia “preocupa-se em analisar e interpretar aspectos mais profundos, descrevendo a complexidade do comportamento humano. Fornece análise mais detalhada sobre as investigações, hábitos, atitudes, tendências de comportamento etc.”. (MARCONI; LAKATOS, 2011, p. 269).
Segundo Barros e Lehfeld (2007), na pesquisa descritiva, não há interferência do pesquisador, pois ele mesmo descreve o objeto de pesquisa, procurando descobrir com frequência com que fenômeno ocorre, a natureza, as características, as causas, as relações e as conexões com outros fenômenos. A pesquisa descritiva assume as formas de estudos descritivos, pesquisa de opinião e motivação, e estudo de caso. Está relacionada, também, a pesquisa documental, bibliográfica e a pesquisa de campo.
Segundo Andrade (2010, p. 112), “a pesquisa exploratória é o primeiro passo de todo trabalho científico”, cuja finalidade é de dispor mais informações sobre determinado assunto, facilitar a delimitação do tema do trabalho, definir os objetivos e formular as hipóteses da pesquisa, descobrindo um novo tipo de enfoque para o trabalho que se tem em mente. Por meio dessa pesquisa, o pesquisador avalia a
necessidade de desenvolver um bom trabalho sobre determinado assunto. Ela “constitui um trabalho preliminar ou preparatório para outro tipo de pesquisa”.
Para Andrade (2010, p. 112),
a pesquisa exploratória é o primeiro passo de todo trabalho científico. São finalidades de uma pesquisa exploratória, sobretudo quando bibliográfica, proporcionar maiores informações sobre determinado assunto; facilitar a delimitação de um tema de trabalho; definir os objetivos ou formular as hipóteses de uma pesquisa ou descobrir novo tipo de enfoque para o trabalho que se tem em mente. Através das pesquisas exploratórias avalia-se a possibilidade de desenvolver uma boa pesquisa sobre determinado assunto.
A autora destaca a pesquisa exploratória como um passo importante ao iniciar um estudo, tendo em vista que a mesma, por meio de instrumentos bibliográficos, proporciona informações relevantes sobre o assunto pesquisado, facilitando, assim, o entendimento e o alcance do objetivo proposto. Assim, o pesquisador tem a possibilidade de desenvolver um assunto aprofundado sobre o tema para se chegar a um resultado satisfatório.
Este estudo caracteriza-se, inclusive, como cientométrico, entendendo-se como uma ferramenta de pesquisa para diagnosticar as práticas, visto que é definida como o estudo das medidas e índices de avaliação da pesquisa científica, que são utilizados para avaliar periódicos, institutos, universidades e também pesquisadores. (CIENTOMETRIA..., 2008).
Silva e Bianchi (2001, p. 6) definem a cientrometria como
o estudo da mensuração do progresso científico e tecnológico e que consiste na avaliação quantitativa e na análise das inter- comparações da atividade, produtividade e progresso científico. Em outras palavras, a cientometria consiste em aplicar técnicas numéricas analíticas para estudar a ciência da ciência.
A cientrometria trabalha com a relação das atividades e a ciência, utilizando meios numéricos e análise quantitativa para aprofundar determinada área do conhecimento, tendo como ferramentas de estudo: periódicos científicos, instituições, universidades ou pesquisadores. O objetivo é estudar a pesquisa ou produção científica de um país, de instituições ou de uma área específica. Podemos confirmar com o pensamento abaixo:
O uso dos indicadores bibliométricos dentro do processo de avaliação das atividades científicas se constitui atualmente numa
necessidade inequívoca como forma de otimizar os recursos, sempre limitados, que se destinam ao fomento da ciência e tecnologia. A fidedignidade desses indicadores dependerá substancialmente do seu uso adequado e do conhecimento de suas limitações e das condições ótimas de aplicação. Estes indicadores podem ser utilizados para se obter uma informação global da situação da pesquisa e sempre de forma a complementar a avaliação por pares. A fidedignidade será maior quando se analisam grandes unidades, como por exemplo, a produção científica de um país, de uma instituição ou de uma área científica. Para análises de casos individuais, como as da produção científica de um pesquisador, tais indicadores tornam-se menos confiáveis, pois muitos deles são de natureza estatística e a sua fidedignidade fica reduzida com amostras pequenas. (SILVA; BIANCHI, 2001, p. 10).
Assim, a cientrometria é um mecanismo confiável para estudar a produção científica de determinada área do conhecimento. Partindo desse princípio, a produção científica é um meio de estudo de grande relevância para as pesquisas, como podemos corroborar com o que os autores abordam a seguir.
Segundo Ginez de Lara (2006), a produção científica se refere à medida do volume de livros, capítulos de livros, artigos de periódicos e outras modalidades de publicações impressas, digitais ou eletrônicas, que contêm os resultados de pesquisa científica de autores, instituições, regiões, países ou áreas temáticas.
A produção científica, na modalidade de artigos, é destinada especificamente a serem publicadas em revista e periódicos científicos, com a finalidade de registrar e divulgar os resultados de pesquisas e estudos ainda não discutidos e devidamente explorados, como também expressar novos esclarecimentos sobre questões já discutidas ou em discussão no meio científico para um público especializado (SEVERINO, 2007).
Na produção científica, encontramos pesquisas que são realizadas com o intuito de estudar a sociedade, a fim de elaborar trabalhos de cunho científico, para que o conhecimento seja ampliado por meio da compreensão dos assuntos e das questões estudadas. Essa produção científica pode ser apresentada em eventos por meio da comunicação científica. Segundo Lakatos e Marconi (1992, p. 79), a
Comunicação Científica é apresentada em congressos, simpósios, semanas, reuniões, academias, sociedades científicas etc., onde se expõem os resultados de uma pesquisa original, inédita, criativa, a ser publicada posteriormente em anais ou revistas.
Considerando a produção científica como um meio pelo qual podemos coletar informações de vivências, de casos, práticas aplicadas e já apresentadas nas
organizações, tomou-se como campo de estudo a produção científica dos eventos de Biblioteconomia e Ciência da Informação para extrair as melhores práticas de marketing e endomarketing nas unidades de informação, o que não deixa de ser indiretamente uma técnica de coleta por meio do benchmarking.
Como descritores de busca, utilizou-se toda e qualquer ação apontada nos trabalhos publicados, tanto no referencial teórico quanto na pesquisa propriamente dita, que pudesse nos remeter a práticas de melhoria para as unidades de informação e que pudessem ser aplicadas nas bibliotecas universitárias, tais como marketing, endomarketing, marketing interno, biblioteca(s) universitária(s), benchmarking, melhores práticas de marketing e endomarketing, comunicação interna, comunicação organizacional.
Após a caracterização, partimos para delimitar o campo de pesquisa a partir do qual relatamos os caminhos para concretização da pesquisa propriamente dita.