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Discussion  and  findings  from  the  focus  group  discussions

In document Essays in Development Economics (sider 51-54)

Evidence  from  a  Laboratory  Experiment  with   Microfinance  Clients

5.   Discussion  and  findings  from  the  focus  group  discussions

Durante todo o período de execução do experimento, foram avaliados parâmetros referentes à inflamação da superfície ocular e reparação da córnea, representados pela manifestação clínica de fotofobia e blefarospasmo, hiperemia conjuntival, secreção ocular, quemose e neovascularização da córnea, além do tempo de permanência do enxerto sobre a superfície ocular e da taxa de reepitelização do defeito criado nas córneas em estudo, em todos os tratamentos realizados. A evolução destes índices permitiu identificar, de forma bastante precisa, a cinética da resposta inflamatória da superfície ocular e o desenvolvimento do processo de reparação corneal.

Observou-se que, tanto na ceratoplastia com a membrana amniótica conservada em glicerina (grupo 2), quanto na ceratoplastia com a membrana a fresco (grupo 3), a sensibilidade à luz e o blefarospasmo se mostraram com índices que variaram de leve a moderado nas primeiras 72 horas de observação. Estes achados, porém, pareceram estar relacionados com a ação abrasiva do n- heptanol aplicado sobre a córnea; pois, no grupo 1, o qual foi submetido apenas à ceratectomia superficial, observou-se fenômeno

semelhante. Os olhos tratados com a membrana amniótica xenógena a fresco se mostraram menos doloridos nas primeiras 24 horas, em todos os animais, comportamento este que se mostrou mais favorável que o do grupo que não recebeu nenhuma membrana. Após as primeiras 72 horas, observou-se que os animais do grupo 1 passaram a ter uma redução nos índices relacionados ao desconforto ocular até o décimo quarto dia, quando os olhos se apresentaram sem fotofobia e blefarospasmo. Nos olhos do grupo 2, os fenômenos relacionados à dor se mostraram mais intensos, quando comparados com os olhos do grupo 3. Enquanto que naqueles, a fotofobia e o blefarospasmo atingiram níveis graves no sétimo, os olhos que receberam a aplicação da membrana a fresco mantiveram-se com manifestação intensa no mesmo período. Tanto no tratamento com a membrana conservada quanto com a membrana a fresco, houve redução dos parâmetros de dor a partir do décimo quarto dia, tendo estes se manifestado de forma leve aos 21 dias tanto nos olhos que receberam a membrana a fresco quanto nos olhos que receberam a membrana conservada em glicerina (figuras 3, 4 e 5).

A evolução clínica do fenômeno de hiperemia conjuntival se mostrou semelhante à apresentada para a fotofobia e blefarospasmo. No grupo 1, a hiperemia conjuntival se mostrou moderada nos p rimeiros 7dias, tendendo a diminuir a partir de então, tornando-se ausente no vigésimo primeiro dia de observação (figura 6). Nos olhos que receberam a membrana conservada em glicerina, observou-se que, já nas primeiras 24 horas, a hiperemia conjuntival variou de moderada a intensa, progredindo para índices graves no sétimo dia, regredindo para índices moderados no décimo quarto dia e, a partir daí, regrediu novamente para índices leves, aos 21 dias de observação (figura 7). Os olhos que receberam a membrana a fresco

apresentaram a mesma tendência que os olhos que receberam a membrana conservada, demonstrando, porém, índices menores. Assim, observou-se, nestes olhos, hiperemia conjuntival moderada nas primeiras 24 horas, a qual progrediu para um quadro mais severo nos três primeiros dias, atingindo níveis graves no sétimo dia. A partir daí, a hiperemia conjuntival dos olhos tratados com a membrana a fresco apresentaram tendência de queda, mostrando-se moderada no décimo quarto dia e ausente no vigésimo primeiro dia de pós– operatório (figura 8).

Ainda com ênfase aos fenômenos relacionados à inflamação, observou-se que a evolução clínica da secreção ocular se mostrou mais moderada no grupo 1 nos primeiros 7 dias, tendendo a desaparecer a partir do décimo quarto dia e, finalmente, mostrando-se ausente 21 dias após a aplicação do n-heptanol e remoção do epitélio corneal. Nos olhos tratados com a membrana amniótica xenógena conservada em glicerina, registraram-se índices intensos de secreção ocular já nas primeiras 24 horas, os quais progrediram para índices graves no terceiro dia, mantendo-se assim até o sétimo dia de pós-operatório, quando passaram a regredir sistematicamente, mostrando-se leves 21 dias após a cirurgia. A membrana a fresco, mais uma vez, se mostrou menos agressiva, impondo índices moderados nas primeiras 24 horas, os quais evoluíram para índices intensos em 72 horas e graves aos 7 dias. A partir de então, caiu bruscamente para padrões leves no décimo quarto dia, estando ausente no vigésimo primeiro dia de pós-operatório (figuras 9, 10 e11).

A quemose também serviu de parâmetro para aferir o grau de resposta inflamatória, demonstrando perfil semelhante àquele verificado na hiperemia conjuntival, visto que ambos os fenômenos

são governados pela mesma cadeia de eventos bioquímicos e celulares. Nos olhos submetidos apenas à remoção do epitélio, representados pelo grupo 1, observou-se que a quemose evoluiu de leve, nas primeiras 24 horas, para moderada, nos primeiros 7 dias, diminuindo até o décimo quarto dia, quando, então, desapareceu. Nos olhos que receberam o implante de membrana conservada em glicerina, o edema da conjuntiva apresentou evolução clínica semelhante aos olhos que receberam a membrana a fresco. Em ambos os tratamentos a quemose apresentou índices moderados no dia seguinte à realização da cirurgia, evoluindo para intenso no terceiro dia e mantendo-se assim até o sétimo dia de observação. A partir de então, em ambos os tratamentos, houve tendência de queda, sendo que no grupo que recebeu a membrana a fresco esta foi mais rápida, permitindo o desaparecimento dos sintomas aos 21 dias, o que não aconteceu com o grupo tratado com a membrana conservada, o qual apresentou, ao final das observações, índices leves de quemose (figuras 12, 13 e 14).

A neovascularização da córnea se mostrou ausente nas primeiras 72 horas em todos os grupos, mantendo-se como tal no grupo 1 em quase todos os momentos de observação do experimento, tendo sido verificada uma ligeira tendência de neoformação vascular, em alguns animais, no sétimo dia (figura 15). Já nos grupos tratados, observou-se discreta injeção ciliar a partir do limbo, já no terceiro dia de pós-operatório, a qual progrediu para níveis moderados até o sétimo dia. Quatorze dias após a aplicação das membranas, ambos os grupos tratados apresentaram vascularização intensa, a qual regrediu para índices moderados no grupo que recebeu a membrana conservada em glicerina e leves nos olhos tratados com a membrana a fresco (figuras 16 e 17).

FIGURA 3: Representação gráfica da evolução clínica dos fenômenos de fotofobia e blefarospasmo em olhos submetidos à remoção do epitélio corneal com n-heptanol.

FIGURA 4: Representação gráfica da evolução clínica dos fenômenos de fotofobia e blefarospasmo em olhos submetidos à ceratoplastia com membrana amniótica xenógena conservada em glicerina.

FIGURA 5: Representação gráfica da evolução clínica dos fenômenos de fotofobia e blefarospasmo em olhos submetidos à ceratoplastia com membrana amniótica xenógena a fresco.

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24 horas 72 horas 7 dias 14 dias 21 dias

In document Essays in Development Economics (sider 51-54)