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direktoratet. Vi har også tett dialog med departementet om våre rammebetingelser for å sikre forsvarlig drift og utvikling fremover, slik at vi fortsatt skal kunne møte krav og

no âmbito do consumo, o comportamento do consumidor de notícias mudou drasticamente nas últimas décadas – e continua em transformação. Definitivamente afetado pela vantagem competitiva sobre o consumo, o ritmo do nosso consumo de notícias tem se tornado tão regular que mal temos consciência disto: passamos de uma irregular mas pronunciada batida para uma constante estática.

esta mudança não se trata apenas de pessoas com acesso à internet, mas sobre os contextos no qual este acesso é feito. o local de trabalho está se tornando um lugar-chave para o consumo de notícias online (boczkowski, 2010), levando a um aumento do consumo de conteúdos sociais “seguros” tais como resultados de esportes e jornalismo de celebridades, mas não noutros tipos de temas, como a política.

a noção a respeito da popularidade do conteúdo online socialmente seguro apoia-se em pesquisas realizadas no compartilhamento de links no facebook, onde se revelou que, das novas estórias que foram compartilhadas, a categoria top foi esportes/arte/entretenimento, com 40% de links de notícias compartilhados, enquanto política tem apenas a 9%.

no online, estamos migrando de um modelo de distribuição em que a audiência está ativamente engajada para outro em que, segundo a pesquisadora de redes sociais danah boyd (2010):

“[A audiência] está perifericamente consciente da informação na medida em que esta flui, agarrando-a no exato momento em que é relevante, valiosa, divertida ou perspicaz. para estar vivendo com, em e em volta da informação. a maior parte desta informação é informação social, mas algo desta é informação de entretenimento ou notícia ou informação produtiva.” (p. 28)

Em 2009, o Google e o Bing reconheceram essa tendência quando assinaram um acordo com o twitter para incluir tweets ao vivo em seus respectivos mecanismos de busca. quando se utilizasse quaisquer destes mecanismos de busca para procurar por algo contemporâneo, apresentava-se ao usuário uma lista de resultados em tempo real direto do twitter em adição aos mais tradicionais resultados que ambas as ferramentas de busca utilizaram para se especializar. este acordo foi abandonado mais tarde, embora o google ainda traga embutidos resultados de notícias se o resultado for por tópico, bem como outros alimentadores de dados (data feeds) como os escores ao vivo. “tempo real” não é propriamente um novo desenvolvimento. Já era possível assistir vídeo

a questão estava no fato de os usuários estarem presentes num website em particular. o que o twitter e o facebook adicionaram foi a infraestrutura de distribuição: a possibilidade para que aqueles livestreams, imagens, livros-áudio e textos fossem entregues a centenas de milhões de usuários. É neste ponto que a principal vantagem competitiva do publishing (jornalismo) tradicional está sendo desafiada.

Este novo ritmo de consumo de notícias foi identificado em 2008 numa pesquisa etnográfica realizada pela The Associated Press2. Jill, uma corretora de seguros de brighton, é representativa na amostragem:

• ela assistia ao noticiário da tv pela manhã enquanto se preparava para o trabalho e tomava o pequeno almoço.

• ouvia o rádio no carro a caminho para a empresa.

• Verificava o email a cada hora, lendo as manchetes do Yahoo dez vezes ao dia.

• recebia sms (mensagens de texto por celular) e alertas de email. • tinha um placar ao vivo no desktop.

• ouvia mais rádio a caminho de casa, enquanto conduzia.

• À noite, obtinha notícias via facebook e email enquanto assistia à tv. Dados sobre os picos de audiência de consumo3 de mídia agregam uma dimensão quantitativa: as rádios têm seus picos pela manhã e ao final da tarde, a tv à noite e a Web quando as pessoas chegam ao trabalho e regressam a casa. o email tem seus picos no início da manhã logo depois do uso da Web (uma vez que acedem a Web, verificam o email), o sms tem seu pico de uso logo depois da Web, à noite, antes de as pessoas irem dormir. mais recentemente, foram observados picos de uso no facebook e Youtube à noite. as estatísticas que demonstram acesso às notícias online sugerem que os dispositivos móveis

2) relatório de nicola bruno sobre como a BBC, Guardian e CNN reagiram ao news vacuum sobre o terremoto no Haiti é uma leitura útil nesta área: http://nicolabruno.files.wordpress. com/2011/05/tweetfirstverify_later2.pdf

estão rapidamente se tornando fonte dominante de visitas a sites (incluindo dispositivos móveis usados em ambientes domésticos).

uma compreensão a respeito desses ritmos está formando a base para um número de publicações online. a business desk (revista eletrônica – operação apenas online – que cobre notícias sobre negócios em três regiões do Reino unido), por exemplo, recebe 80% de suas visitas durante duas horas dentro do que se pode chamar “janela de atenção”4 ou seja, quando os usuários estão viajando para o trabalho, período em que os websites enviam a newsletter. outras operações de notícias reintroduziram prazos finais de produção de acordo com o comportamento de seus consumidores: publicando notícias durante o horário de almoço, como no telegraph, por exemplo, ou alterando o dia de trabalho para que se tenha conteúdo pronto para o público durante o pequeno almoço. nas marcas globais, como o financial times, os horários de publicação seguem os fusos horários de leitores consoante o acordar em cada país ao redor do mundo.

instantaneidade em publicação

a instantaneidade em publicação – não mais dependente das máquinas de impressão ou da programação de tv ou rádio – é a mudança mais visível.

Historicamente, os processos de produção de notícias têm sofrido restrições por limitações físicas – os repórteres tinham de recolher informação para a estória, escrevê-la ou editá-la em algum tipo de unidade de produção e, então, passá-la para outros que a reeditavam, diagramavam, programavam, imprimiam e distribuíam. Cada estágio dependia do trabalho realizado na etapa anterior. era como uma linha fabril, com planilhas e prazos de entrega visando entregar o produto na hora determinada.

A digitalização e a convergência oferecem novas formas de ganhar dinheiro a partir do mesmo conteúdo, mas também perturba o ritmo da linha de produção.

para estar apto a competir num ambiente multiplataforma – ou, ao menos, defender o território de potenciais concorrentes – as empresas de comunicação

começaram a adotar as primeiras estratégias web. os jornalistas do impresso tiveram de se adaptar para produzir cobertura ao vivo, enquanto os de televisão se transformaram em bloggers – ambos ainda estão tentando encontrar uma maneira de combinar a demanda de preencher um boletim de meia hora ou uma página dupla com o espaço elástico proporcionado pela Web e pelas propriedades dos dispositivos móveis.

O desafio fundamental é que agora as notícias estão a ser produzidas sem as limitações do espaço físico que sustentava a organização das redações. A captação de notícias, a produção e distribuição podem, agora, ocorrer simultaneamente – e serem potencializadas.

peter houston (2011), publisher da advanstar em b2b, por exemplo, escreve sobre a ambição para:

“desenvolver pacotes de conteúdo que vão desde os tweets, explorando a viabilidade de uma funcionalidade, por meio de enquetes com o público da comunidade, lançamento de entrevistas em áudio, posts em blogs, funcionalidades de impressão e integração de material de arquivo on-line. o processo é público e colaborativo; a saída é contínua através das múltiplas plataformas. nada é desperdiçado”(houston, 2011) 5.

Neste contexto, não é suficiente falar apenas em “velocidade”. Imediaticidade6 seria uma melhor palavra a ser empregada. esta é uma qualidade que se faz sentir em todas as notícias, em que os usuários podem agora ultrapassar o jornalista e a estória, chegar à testemunha, à cena; ao que está ocorrendo no momento.

Isso cria uma pressão para simplificar o processo editorial e o número de estágios que o repórter precisa passar até a publicação/distribuição. o fato de que o jornalista pode publicar sem o filtro editorial é tão significativo quanto o de que qualquer um possa fazê-lo.

o Publisher rbi, da b2b, admitiu esta realidade quando reorganizou a estrutura da revista delegando autoridade dos editores para os repórteres

5) http://www.inpublishing.co.uk/Kb/articles/from_print_to_multiplatform.aspx 6) Nota da tradutora: do original, em inglês, ‘immediacy’)

responsáveis por cobrirem determinado fato – em qualquer plataforma que fosse mais apropriada para a estória. os produtos resultantes – impresso e online – seriam o resultado de constante negociação entre editores de plataformas e jornalistas na medida em que estórias surjam e sejam apresentadas.

twitar e blogar ao vivo: produtos fora do processo