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8. Dimension of the bolted connections and brackets:

4.1 - INTRODUÇÃO

Diferentes minerais metassomáticos formaram-se em decorrência do hidrotermalismo que atuou sobre o Maciço granítico Matupá no Depósito Serrinha. A tabela 3.4 apresenta os minerais hidrotermais gerados, em comparação com a mineralogia primaria do Granito Matupá. As diferentes fases hidrotermais identificadas foram divididas em fácies, as quais foram tentativamente dispostas em ordem cronológica.

Tabela 3.4 - Minerais presentes nas diversas fases hidrotermais que : atuaram sobre o Granito Matupá, apresentadas em ordem cronológica. O número de "x" é proporcional à quantidade de cada mineral.

Quartzo Ortoclásio Plagioclásio Biotita Titanita Apatita Zircão Magnetita Ilmenita Allanita Hornblenda Monazita Microclínio Albita Aegirina Clorita Mica branca Epidoto Pirita Rutilo Calcita Andradita Esfalerita Espessartita Sulfetos+Au Granito XX XX XX X X X X X X X X X Hidrotermalismo Incipiente XX XX X X X XX X X X X X X X

Alteração Albitização CIoritização Sericitízação K-silicática Piritização Carbonatação X X XX X X X X XXX XXX X XXX XX X X XX XX XXX X X XXX X X X X XX X XX X X X X XX

Serão apresentadas as características químicas dos principais minerais metassomáticos identificados no Depósito Serrinha. Os minerais selecionados para o estudo de química mineral foram mica branca, clorita, titanita e epidoto, por apresentarem variações composicionais significativas, serem de interesse mineralógico e/ou relevantes para o estudo dos processos hidrotermais que atuaram sobre o Granito Matupá.

Capítulo III - Alteração hidrotermal - minerais metassomáticos 121

4.2 - MÉTODOS ANALÍTICOS

As análises químicas das micas foram realizadas na Microssonda Eletrônica CAMECA SX50 do Instituto de Geociências da Universidade de Brasília, operando com 15 KV e 15 nA. Os padrões utilizados são os comercialmente fornecidos pela CAMECA e rotineiramente utilizados para análise de silicatos. As amostras escolhidas para análise são representativas dos diferentes tipos de rochas existentes no Depósito Serrinha e os resultados analíticos encontram-se no anexo 3.

4.3 - MICA BRANCA

O hidrotermalismo que atuou sobre o Granito Matupá propiciou a formação de mica branca metassomática, presente em praticamente todas as rochas do Depósito Serrinha. A mica branca gerada ocorre sob a forma de lamelas bem desenvolvidas, de lamelas finas ou de massas de mica muito fina. Independentemente do hábito, a mica varia de incolor até verde pálido.

Na primeira fase de alteração hidrotermal do Granito Matupá, denominada hidrotermalismo incipiente, houve desenvolvimento de mica branca fina ou em lamelas a partir da desestabilização do plagioclásio primário e do feldspato potássico. Quando produto da alteração de plagioclásio, a mica associa-se ora a epidoto, ora a calcita. Nessas rochas, existe mica branca juntamente com clorita e magnetita ou clorita e epidoto (SE 1.1.1) formadas devido ao consumo de biotita.

Nos locais em que o grau de hidrotermalismo foi mais avançado, ocorre mica branca muito fina, associada a clorita e calcita (cata I.1) ou a quartzo e calcita (cata I.4), preenchendo fraturas de microclínio e de albita.

Importante fase de sericitização ocorreu em Serrinha, quando se desenvolveram massas de mica branca bem fina, as quais podem chegar a constituir 50% da composição modal da rocha formada (SE I.1.4C; SE I.3). Essas massas associam-se a clorita fina e pirita. Na área II.4, massas de mica muito fina, com cor variando de levemente amarelada a castanho amarelado, parecem substituir microclínio hidrotermal, mas também se associam à pirita, constituindo auréolas juntamente com clorita ou inclusas naquele mineral. Além de constituir massas, a mica branca ocorre em lamelas mais bem desenvolvidas, especialmente nas bordas ou sobre feldspato (SE II.4.4D; SE II.4AB).

Capítulo III - Alteração hidrotermal - minerais metassomáticos 122

Na área II. 1, onde a cloritização foi o tipo predominante de alteração hidrotermal, a mica lamelar é produto da alteração de feldspato potássico, plagioclásio e biotita no granito pouco hidrotermalizado (SE II. 1.2). À medida que o hidrotermalismo avança, há aparecimento de massas de mica branca fina substituindo microclínio ou em lamelas, ambas associadas à clorita (SE II. 1.3). No estágio metassomático mais avançado, representado pela amostra SE II. 1.4, a mica branca torna-se rara e ocorre principalmente como massas associadas à clorita fina, mas também em lamelas, substituindo feldspato, ou simplesmente dispersas nas massas de clorita.

4.3.1 - Características químicas e classificação

Embora existam variações quanto ao hábito, paragênese e mineral precursor, distingue- se um único tipo de mica branca nas rochas do Depósito Serrinha (anexo 3). Sua composição química permite designá-la genericamente muscovita, com fórmula geral média, na base em 22 átomos de O equivalentes:

[ K1 , 9 1N a0 , 0 5R b0 , 0 1]1 , 9 7 [ A l3,2 9F e2 +0 , 4 4M g0 , 3 6T i0 , 0 3M n0 , 0 1Z n0 , 0 1]4 . 1 3 [ S i6 . 4 lA l1 . 5 9]8 O2 0[ O H3 , 9 3F0 , 0 7]4.

Os desvios de composição em relação à fórmula geral da muscovita e as variações químicas existentes entre elementos não estão relacionados às variações petrográficas observadas. Deste modo, as análises de mica branca serão tratadas em conjunto, incluindo-se tanto as amostras de Granito Matupá pouco hidrotermalizado como os diferentes fácies hidrotermais descritos.

As micas analisadas têm quantidades significativas de FeO (t) e moderadas de MgO. Em geral, são pobres em F, Cl, Rb, Ca, Ba, Mn e Zn e possuem quantidades baixas a médias de Ti e Na, as quais, entretanto, são praticamente insignificantes, considerando-se a ocupação dos seus respectivos sítios estruturais (anexo 3). Há excesso de cátions no sítio octaédrico e deficiência na posição intercamada.

Em uma mesma amostra, observa-se que a mica formada a partir de biotita possui teores de MgO mais elevados que os obtidos para mica inclusa em quartzo ou desenvolvida sobre feldspato, como pode ser comprovado nas amostras SE 1.1.1, análises 1.1.1,1,1 (plagioclásio) e I.l.1,3,7 e 1.1.1,3,10 (biotita), e SE IIIA - análises IIIA,14,1 (mica inclusa em quartzo) e IIIA,14,3 (biotita) (anexo 3).