2. ULIKE TEORETISKE INNFALLSVINKLER TIL STUDIET AV DIALOGISK ENDRINGSLEDELSE I
2.1. Et dialogisk perspektiv – dialogismen
2.1.2. Dialogismen og indre & ytre dialoger, begrep, samt vårt sosiale felt som felles
O questionário aplicado foi criado especificamente para este estudo, com base em instrumento já trabalhado pelo grupo de pesquisa Inter-Ações Pessoa-Ambiente.
Este questionário foi dividido em duas partes. A primeira parte (ou primeiro caderno: expressão utilizada somente neste texto, e não na situação de aplicação, para evitar ambigüidades) continha, inicialmente, perguntas referentes aos dados sócio- demográficos. Depois, questionava-se, de forma aberta, a respeito da adoção ou não de práticas destinadas ao cuidado ambiental, e finalmente, questionava-se, também por meio de uma pergunta aberta, a respeito das MCGs (ver Apêndice A). Outros estudos também adotaram questionários como forma de coletar informações a respeito das percepções das pessoas sobre MCGs (Cabecinhas et al., 2006), e por meio, também, de utilização de questões abertas (Dunlap, 1998).
Alguns motivos contribuíram para a escolha de uma questão aberta para essa investigação. Um desses motivos é o fato de que pouco se tem construído a respeito na literatura da ciência psicológica, sendo as MCGs um tema recente de exploração. E, em situações de pesquisas desta natureza, exploratória, em que não se conhece a abrangência de variabilidade de respostas, as perguntas abertas se fazem necessárias (Günther, 2003). Além disso, devido ao grande número de participantes esperados, tornou-se viável apenas uma questão desta natureza, pressupondo também que os respondentes poderiam seguir, em suas respostas, a direção que preferissem, evidenciando percepções e raciocínio sobre o tema.
E, ainda, antes da elaboração final deste primeiro caderno, vários estudos-piloto foram realizados, intencionando uma elaboração mais adequada do instrumento. No primeiro piloto realizado existiam quatro perguntas abertas relacionadas à investigação das MCGs. As respostas eram repetitivas e tornou-se cansativo para o respondente, fornecendo mais indícios de que o ideal seria apenas uma pergunta aberta para a investigação desta temática. Depois desta decisão, um estudo-piloto final foi realizado, como já citado acima e que definiu a população participante desta pesquisa, definindo também a redação final desta questão aberta sobre MCGs, bem como a redação de todo primeiro caderno, que se encontra na íntegra no Apêndice A.
A questão sobre as MCGs recebeu um formato específico dentre vários outros testados, por ter recebido respostas mais completas, e por ter gerado menos dúvida entre os participantes. O caráter “projetivo” da questão, ou melhor, “imaginativo”, que pede que o jovem se imagine explicando a temática para um colega, pareceu ser adequado para se
lidar com a população adolescente, que reagiu mais positivamente e amigavelmente a este formato do que quando simplesmente se pediu diretamente que eles explicassem o aquecimento global.
O segundo caderno, ou segunda parte do questionário (ver Apêndice B) contém escalas psicológicas tradicionais na área do estudo das interações pessoa-ambiente, e intencionam mensurar os constructos psicológicos que representam o compromisso pró- ecológico investigado por este estudo. Estes constructos são o ambientalismo ecocêntrico e antropocêntrico, a consideração ou não das conseqüências futuras nas ações presentes, e a visão de mundo que estes adolescentes possuem. A seguir apresento, de maneira concisa, as escalas utilizadas.
4.2.1.Escala de ambientalismo ecocêntrico e antropocêntrico (AEA)
Thompson e Barton (1994), autoras que propuseram tal instrumento, partiram do pressuposto de que o compromisso pró-ecológico existiria sim nas pessoas, entretanto, este poderia ser oriundo de motivações distintas. Ou seja, elas sugerem que podem existir vários tipos de atitudes e crenças positivas perante questões ambientais, mas sugerem que há pelo menos duas motivações diferentes que dão suporte a essas atitudes e crenças. Estas duas motivações (ou valores) seriam o ambientalismo ecocêntrico e ambientalismo antropocêntrico (Thompson & Barton, 1994).
Ecocêntricos são aqueles indivíduos que se importam com o meio ambiente pelo bem-estar e equilíbrio da própria natureza e dos ecossistemas. Já os antropocêntricos se importam com a preservação do meio ambiente considerando-o como fonte de recursos, que mantém a qualidade e conforto da vida humana. Assim, o propósito do instrumento construído é verificar entre indivíduos as diferentes atitudes referentes aos dois tipos de ambientalismo, bem como verificar a apatia, esta representando a não consideração, ou não importância, em relação às questões ambientais (Thompson & Barton, 1994).
A escala AEA teve seus itens desenvolvidos considerando a mensuração do ecocentrismo, antropocentrismo e apatia em relação às questões ambientais. São doze itens referentes ao ambientalismo ecocêntrico, doze referentes ao ambientalismo antropocêntrico, e outros nove refletindo apatia geral ou falta de interesse em questões ambientais, totalizando 33 itens, apresentados em uma escala Likert de “1 a 7” pontos, em que 1 equivale a discordo muito, e 7 equivale a concordo muito (ver Apêndice B).
4.2.2.Escala de consideração de conseqüências futuras (CCF)
A Consideração de Conseqüências Futuras é um constructo que se refere ao grau de consideração, por parte das pessoas, das conseqüências futuras de seus comportamentos presentes. Logo, pressupõe que há diferenças individuais nesta consideração, existindo pessoas que optam por comportamentos imediatos considerando se haverá malefícios ou benefícios futuros, e, pessoas que executam suas ações considerando apenas o presente, sem levar em conta o futuro (Strathman et al., 1994). A escala CCF é composta por 12 itens, também apresentados em escala Likert, variando de “1 a 7” pontos. O valor de 1, para o respondente, equivale a bastante inaplicável e 7 equivale a bastante aplicável. O uso do rótulo aplicável, em detrimento de característico, como consta na versão original em língua inglesa, é decorrência da validação semântica desse instrumento para nossa realidade cultural, realizada em estudos anteriores de nosso grupo de pesquisa (Diniz, 2010; Sousa, 2009).
Esta escala previa a mensuração de um único fator, a partir de seus 12 itens. Os escores mais altos representavam maior consideração das conseqüências futuras, e os escores mais baixos representavam a não consideração destas conseqüências. Todavia, alguns autores discutem a estruturação da escala e propõem novos formatos.
Petrocelli (2003) propõe uma versão mais curta desta, utilizando apenas oito itens que compuseram um único fator mais consistente (α = 0,82). Porém, esta proposição surge a partir de evidências que sugerem a existência de dois fatores distintos mensurados pela CCF, e não apenas de um fator; ainda que, neste caso, este segundo fator tenha apresentado uma menor consistência interna (α = 0,48), levando à sugestão de retirada destes itens da escala por este autor (Petrocelli, 2003).
Outros autores (Joireman, Balliet, Sprott, Spangenberg, & Schultz, 2008) corroboraram a bidimensionalidade da escala CCF, e apresentaram o fator 1 como referente ao Imediatismo, CCF-I (α = 0,87), e o fator 2 referindo-se à consideração com o futuro, CCF-F (α = 0,78). Os itens da escala componentes do primeiro fator são: 3, 4, 5, 9, 10, 11, 12; e os itens componentes do segundo fator são: 1, 2, 6, 7, 8 (Joireman et al., 2008). Nesta mesma direção, Rappange, Brouwer e Van Exel (2009) reportaram também uma estrutura multifatorial, tendo como participantes adolescentes entre 11 e 15 anos. Com base nisto, a presente pesquisa, também inspirada por estudos anteriores de nosso grupo de pesquisa, que já encontravam dificuldade com a estrutura unifatorial, considerou estes novos estudos indicando a bifatorabilidade da escala CCF.
4.2.3.Escala de visões ecológicas de mundo (VEM)
A fim de medir as quatro visões de mundo e de natureza, utilizou-se a escala de avaliação de Visões Ecológicas de Mundo (Lima & Castro, 2005). Esta escala contém 14 itens, 4 correspondentes ao igualitarismo, 4 correspondendo ao individualismo, 4 correspondendo ao hierárquico e 2 itens correspondendo ao fatalismo.
Como já foi anteriormente explicitado, as visões igualitárias correspondem às pessoas que se percebem como iguais à natureza, considerando-a frágil e que necessita de proteção para equilíbrio dos ecossistemas. Pessoas com visões fatalistas percebem a natureza como imprevisível e incontrolável, e por isso, podem ser mais temerosas em relação aos riscos, considerando mais catástrofes naturais. Pessoas com visões hierárquicas são aquelas que relegam problemas da natureza aos de especialistas e cientistas, considerando-os únicos responsáveis por soluções, e, finalmente, pessoas com visões individualistas concebem a natureza sob o viés do utilitarismo, sendo esta fonte de recursos e resiliente às ações humanas.
A escala VEM também é apresentada aos respondentes em uma escala Likert de sete pontos, em que o valor “1” representa discordo totalmente e "7" representa concordo totalmente.
Estas foram as três escalas apresentadas aos participantes no segundo caderno, que pode ser visto na íntegra no Apêndice B. Elas já haviam sido empregadas em outros estudos de nosso grupo de pesquisa, que efetuaram sua validação semântica (Diniz, 2010; Sousa, 2009); as análises fatoriais exploratórias específicas para os respondentes deste estudo são detalhadas em seção seguinte (4.4). A escala de resposta de sete níveis foi adotada para as três escalas a fim de favorecer maior variabilidade das respostas e assegurar uma padronização que facilitasse o seu uso pelo participante.