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Det videre læringspotensialet i systemrevisjon

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5   Diskusjon

5.3 Det videre læringspotensialet i systemrevisjon

Produtos chave da indústria de moldes a serem desenvolvidos segundo o 10º plano quinquenal (2001- 2005): Desenvolvimento de moldes e cunhos para componentes automóveis (cunho de estampagem de super-precisão, molde para plástico de super-precisão em grande escala, cunho complexa da carcaça da super-precisão em grande escala, cunho para vidro e cerâmica de longa duração, peças padrão de molde principal, molde “desenhado por arame”, etc.)

A produção de moldes de estampagem, moldes para plástico, assim como o molde de carcaça representará 80% da produção total de moldes na China. O desenvolvimento de moldes de super- precisão, em grande escala, complexos e de longo-duração manterá um momentum constante do crescimento.

Como sublinha o estudo de Godinho et al. (2004), a IMC parece encontrar-se numa fase de acelerada convergência tecnológica com as suas indústrias mais avançadas de outros países, apesar de existir, como já referimos, uma elevada heterogeneidade, havendo várias unidades que exibem domínio de tecnologias avançadas, não desmerecendo de muitas boas empresas ocidentais ou japonesas. Em média, é possível afirmar-se que a indústria se encontra numa trajectória de catching up acelerado (Godinho et al., 2004).

Tendo em vista ilustrar de uma forma mais concreta o que se acaba de referir, apresentam-se alguns dados de natureza tecnológica em termos comparativos (quadro 5.9):

Quadro 5.9 – Comparação da tecnologia para moldes na China e noutros países

Items Molde Estrangeiro Molde

Chinês Grau de precisão das cavidades

para moldes de injecção

0.005-0.01 mm 0.02-0.05

mm Rugosidade da superfície das

cavidades

Ra 0.01-0.05 μm Ra 0.20

μm Duração de moldes de aço não

arrefecidos

100,000-600,000 100,000-

300,000 unidades Duração típica de moldes de aço

arrefecido

1,600,000-3,000,000 unidades

500,000- 1,000,000 unidades Taxa de utilização de ferramentas

de molde Hot runner

Acima de 80%. Em média,

menos de 10%.

Grau de Estandarização 70-80%. Menos de

30%. Período de produção para um

molde de plástico de tamanho médio

1 mês, em média 2-4 meses.

Percentagem de moldes de plástico no total da indústria de moldes

30-40%. 25-30%.

Fonte: Godinho et al. (2004)

Note-se que o quadro anterior oferece apenas uma imagem estática e datada da realidade em observação. Não nos podemos esquecer que existe hoje uma crescente interacção com o exterior, seja com fornecedores de componentes, de software ou de equipamentos, seja no outro extremo da cadeia de valor, no contacto e relacionamento com clientes, ou mesmo através de contactos entre parceiros e universidades, o que tende a favorecer a lógica de catching up atrás referida (Godinho et al., 2004).

Os crescentes investimentos em educação técnica e na formação avançada em tecnologias para a produção de moldes (e em outras especialidades das engenharias) constituem um outro catalizador desta dinâmica.

Por outro lado, graças ao investimento externo, através da criação de parcerias, ou mesmo da simples presença em território chinês de empresas de moldes oriundas de Hong Kong, Taiwan, Japão e de outros países com especial tradição na actividade em causa, é possível aproveitar fontes de aprendizagem e de observação, que possibilitam a transferência não só de tecnologias, mas Know-how. Ou seja,as empresas locais tendem a eliminar etapas de desenvolvimento, através da existência de um stock de conhecimento (desde capacidades de desenho às de engenharia), bem como de capital físico (Godinho et al.,2004).

Como refere Godinho et al. (2004), esta lógica de aprendizagem é acentuada pelo acelerar dos ritmos de difusão e formação no sector. Assim se há décadas atrás a formação de um bom técnico de moldes poderia durar 10 anos, hoje o mesmo objectivo pode ser alcançado em menos de um terço ou um quarto daquele tempo. De facto, até à década de 70, a produção de moldes era marcada pela importância de conhecimentos tácitos, difíceis de transferir a terceiros em zonas geográficas distintas das da implantação histórica da indústria (daí muita da concentração geográfica da indústria por todo o mundo e os fenómenos de ramificação referidos na indústria de moldes portuguesa). Hoje, graças à difusão nas décadas mais recentes de máquinas CNC e de tecnologias de informação na concepção e planeamento da produção dos moldes (CAD/CAE/CAM), é possível uma aprendizagem muito mais célere. É esta mudança que está na base da rápida evolução observada como também das expectativas mais optimistas para o futuro desta indústria na China (Godinho et al., 2004).

Note-se que esta lógica de aprendizagem tem tendência para se intensificar e não o contrário. Não é de crer que a componente “tácita” da tecnologia volte aos seus níveis precedentes, repercutindo-se em vantagens competitivas para os produtores europeus, japoneses ou norte-americanos. Pelo contrário, o que a evolução recente indicia é que outros países em desenvolvimento, como a Índia, a Tailândia, as Filipinas, o Vietname ou a Indonésia, poderão no futuro próximo reproduzir com alguma probabilidade o “fenómeno chinês” (Godinho et al., 2004).

Ainda assim, será necessário equacionar prospectivamente os desenvolvimentos tecnológicos que poderão vir a ocorrer na indústria de moldes, para detectar possíveis fontes de diferenciação face à concorrência baseada em baixos custos de mão-de-obra. A compressão do ciclo de concepção, planeamento e arranque da produção, a par do uso das técnicas de prototipagem rápida e de novos materiais na construção de moldes, em ambos os casos vocacionados para a produção de pequenas

séries, são algumas áreas onde a tecnologia poderá ter avanços pertinentes para as empresas dos países com custos laborais mais elevados (Godinho et al., 2004).

5.5.2 Factores críticos de competitividade.

De seguida é apresentada informação sobre três factores críticos da competitividade das empresas chinesas: preço, prazos de entrega e qualidade.

5.5.2.1 Preço

De acordo com Godinho et al. (2004), os preços na RPC são cerca de 50% inferiores aos dos EUA (em alguns produtos são mesmo 75% inferiores). Comparando com o Japão os preços são 50% a 75 % inferiores, 50% aos de Singapura e 33 a 50% os de Taiwan. Os preços dos fabricantes Sul Coreanos são os mais próximos, sendo, contudo, 25 a 33% mais elevados (as diferenças face aos preços portugueses parecem ser próximas, andando entre os 33% e os 50%).

No entanto, dada a já algumas vezes referida heterogeneidade da IMC, os preços acabam por variar bastante dentro de região e por tipos de produtos. Na região de Xangai os preços são altos, devido à especialização técnica e ao facto dos produtores venderem para multinacionais que têm padrões de exigência mais elevados. Por outro lado em Zhejiang os preços são mais baixos, já que a produção é vendida a clientes nacionais. Em Guangdong os preços são igualmente baixos devida à intensa competição pelo preço, até porque uma das razões para a deslocalização das empresas de Hong-Kong para esta região é a procura por custos mais baixos.

A informação contida na Caixa 5.5. elabora a estrutura de custos subjacente aos preços praticados pela IMC.

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