5.9 Det offentlige hjelpeapparat
5.9.5 Det offentlige virkemiddelapparat kan bli bedre
A definição da firma Born Global pode ser considerada uma abordagem recente para o tema de internacionalização de empresas. O termo é utilizado para definir uma firma que, desde a fundação ou após pouco tempo de fundada, considera a atuação global em suas estratégias de desenvolvimento. O conceito apresenta muitas diferenças quando comparado às teorias tradicionais, que tratam a internacionalização como um processo a ser desenvolvido em etapas, de maneira incremental, devido à falta de conhecimento sobre os mercados internacionais e pela consideração da incerteza em atuar no exterior. (MADSEN e SERVAIS, 1997).
KNIGHT e CAVUSGIL (2004) também definem uma firma “Born Global” como aquela que adota a internacionalização em períodos curtos após a fundação. Os autores destacam que a entrada em mercados internacionais é feita em um período de até três anos.
Além disso, os autores consideram que as firmas classificadas como “Born Globals” utilizam a inovação, conhecimentos e capacidades para alcance de mercados internacionais: o sucesso em mercados internacionais está relacionado à aplicação de recursos baseados em conhecimento.
MADSEN e SERVAIS (1997) destacam que, apesar das divergências quanto aos aspectos que caracterizam uma firma Born Global, há consenso sobre três fatores: a firma (1) surge em um ambiente marcado por novas condições de mercado, (2) mantém o desenvolvimento de tecnologias ligadas às áreas de produção, transporte e comunicação e (3) emprega funcionários com capacidades mais elevadas.
Como novas condições de mercado a que as firmas estão expostas, MADSEN e SERVAIS (1997) destacam o surgimento de firmas que atuam em nichos devido à crescente especialização de suas atividades. Assim, as firmas passam a desenvolver peças e partes de alta especificidade que devem ser negociadas no mercado internacional pois a demanda no mercado interno para tais produtos é pequena.
As firmas estão mais focadas no entendimento das preferências dos consumidores e desenvolvem alta capacidade de adaptação, pois são mais orientadas para atuação em segmentos. Por serem firmas menores, apresentam maior flexibilidade para atuar em mercados internacionais e muitas delas têm buscado fornecedores com competências complementares em diversos países.
O processo de seleção e contratação de fornecedores é feito por pessoas com habilidades especiais ou através de acordos de colaboração entre firmas. O mesmo é verificado no estabelecimento de canais de distribuição, em que as firmas “Born Globals” optam pelo estabelecimento de parcerias e joint ventures com outras.
A globalização dos mercados favorece o desenvolvimento de atividades no exterior, como a busca por fornecedores, produção e vendas, bem como o estabelecimento de alianças com firmas estrangeiras para o desenvolvimento e distribuição de produtos. (KNIGHT e CAVUSGIL, 2004).
Os produtos inovadores podem ser negociados em todo o mundo com maior rapidez, o que torna as necessidades dos compradores mais homogêneas (KNIGHT e CAVUSGIL, 2004; MADSEN e SERVAIS, 1997). Outro aspecto presente refere-se à possibilidade de acesso a recursos financeiros internacionais por parte do empresário desse tipo de firma, uma vez que os mercados financeiros também se tornaram internacionais. (MADSEN e SERVAIS, 1997).
O entendimento do conceito Born Global também deve ser analisado a partir da consideração das teorias clássicas sobre negócios internacionais. Quando comparado à Teoria do Ciclo do Produto desenvolvida por HYMER (1960), o conceito “Born Global” apresenta uma importante diferença: a decisão de investir no exterior ocorre antes que a firma desenvolva vantagens monopolísticas no mercado doméstico. Portanto, esse é o primeiro ponto que diferencia o conceito das teorias clássicas. (MADSEN e SERVAIS, 1997).
Há ainda aspectos que diferenciam o conceito de teorias clássicas desenvolvidas a partir da consideração de que as multinacionais existem devido à presença de imperfeições de mercado, o que explica a internalização de atividades como forma de redução dos custos de transação. As firmas classificadas como “Born Globals” nem sempre buscam os menores custos para a realização das atividades. (MADSEN e SERVAIS, 1997).
Para KNIGHT e CAVUSGIL (2004), os avanços na tecnologia têm influenciado a redução dos custos de transação e o crescimento do comércio internacional. Esses avanços podem ser observados a partir das facilidades de comunicação, transporte e da criação de novos métodos de produção. Os autores destacam que há poucos estudos que tratam da relação entre os aspectos internos à firma e a rápida adoção da internacionalização. Assim, eles analisam o surgimento das firmas “Born Globals” com foco em aspectos relacionados à “cultura de inovação” e capacidades organizacionais. Eles consideram que o desempenho organizacional das firmas inovadoras está ligado ao conhecimento e capacidades desenvolvidas.
Os autores propõem que firmas “jovens”, que apresentam capacidades de inovação, tendem a desenvolver a internacionalização em períodos mais curtos quando comparadas com aquelas que não desenvolveram essas capacidades. A aquisição de conhecimentos e desenvolvimento de capacidades também é influenciada pela existência da “cultura de inovação”, que são fatores importantes para o desempenho organizacional das firmas. A posse de recursos baseados em capacidades é um fator importante para o desenvolvimento de firmas “Born Globals”, pois contribuem para a atuação e expansão das atividades no exterior.
A partir de pesquisas, KNIGHT e CAVUSGIL (2004) destacam as principais características de firmas “Born Globals” relacionadas com o alcance da capacidade de atuação global: a orientação empreendedora de seus fundadores5 e a orientação para atuação em mercados internacionais. Esses fatores contribuem ainda para o desenvolvimento de produtos únicos e com elevados níveis de qualidade, e para a seleção e utilização de competências desenvolvidas por distribuidores internacionais.
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MADSEN e SERVAIS (1997) também analisam aspectos relacionados aos empresários fundadores das firmas classificadas como “Born Globals”, especialmente a educação e experiência. De maneira geral, os autores destacam que os empresários consideram o mercado externo como uma oportunidade a ser explorada e, assim, as firmas não devem estar voltadas apenas para atuação no mercado doméstico. Há ainda aspectos relacionados ao Modelo de Uppsala que podem ser considerados para o entendimento do conceito “Born Global”.
MADSEN e SERVAIS (1997) afirmam que a localização das atividades de produção das firmas “Born Globals” é influenciada por aspectos relacionados à nacionalidade do fundador, custos e atividades de pesquisa e desenvolvimento. As atividades de comercialização no exterior são direcionadas por fatores como a existência de clientes líderes em certas localidades, contatos já estabelecidos pelo fundador ou pela existência de uma oportunidade de acompanhar seus principais clientes no exterior. As firmas “Born Globals” que atuam nos segmentos de alta tecnologia, na sua maioria, direcionam suas vendas para mercados considerados líderes pois precisam ter acesso rápido a tecnologia e a importantes clientes.
As firmas estabelecidas em países que apresentam mercados domésticos menores têm maior propensão a se tornarem “Born Globals” e se dedicarem a diferentes categorias de produtos. Por sua vez, as firmas dessa categoria que surgem em países que apresentam grandes mercados domésticos tendem a atuar em atividades de alta tecnologia. Outro aspecto importante é que países que têm um elevado número de imigrantes tendem a apresentar uma alta proporção de firmas “Born Globals”. (MADSEN e SERVAIS, 1997).
É possível afirmar que os autores considerados para a análise do surgimento e caracterização de uma firma como “Born Global” apresentam pontos convergentes em seus trabalhos, ainda que com ênfases diferenciadas:
a) A atuação internacional é considerada desde a fundação ou em pouco tempo após, sem o desenvolvimento primário de vantagens monopolísticas no mercado interno;
b) Essa firmas tendem a atuar em segmentos de mercado e apresentam maior capacidade de adaptação de produtos para mercados específicos;
c) O desenvolvimento das capacidade de inovação é fundamental para a atuação em mercados internacionais;
d) As novas tecnologias de produção e comunicação reduzem os custos de transação e têm favorecido o surgimento dessa categoria de firmas;
e) As firmas desenvolvem adaptações em seus produtos, o que torna os mercados mais homogêneos;
f) Os fornecedores com competências complementares são também selecionados a partir de acordos de colaboração;
g) Há o estabelecimento de parcerias para a distribuição dos produtos em mercados internacionais.
As novas abordagens para o estudo da internacionalização de empresas representam um novo caminho para a análise de casos em que as teorias clássicas não se mostram adequadas ou não são capazes de explicar os fenômenos em sua totalidade. Na seção que trata da análise dos casos considerados nesse estudo, as abordagens clássicas e recentes serão avaliadas para a análise do problema de pesquisa proposto.