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Det nasjonale politikkfeltet: Stortingsregjereri

O Resort Ocean Club na Praia da Luz, no Algarve, foi o local escolhido por um casal de cidadãos ingleses (Kate e Gerry McCann) para passar férias, acompanhadas pelos seus três filhos (Madeleine de 3 anos, Sean e Amelie de 2 anos). Estávamos em Maio de 2007, mais precisamente no dia 3 de Maio, perto das 22 horas, quando a filha mais velha do casal (Madeleine, conhecida entre os media por Maddie) é dada como desaparecida do quarto onde, alegadamente, dormia com os irmãos. O alarme é dado e as buscas são iniciadas pela GNR, e por volta da meia-noite chega a Polícia Judiciária (PJ).

No dia seguinte, os media portugueses e estrangeiros já tinham ocupado a Praia da Luz. Os pais, através da Sky News, dirigem um apelo a um “eventual raptor”. A tese de que a criança teria sido raptada é publicamente divulgada como a mais provável.Nos dias que se seguem, as autoridades mobilizam meios extraordinários no sentido de encontrar a criança, ao mesmo

tempo que os pais se desdobram em apelos nos media, pondo em marcha uma campanha internacional para encontrar Maddie.

Robert Murat, um cidadão britânico residente na Praia da Luz é constituído arguido a 14 de Maio de 2007. À televisão britânica Sky News declara que “fizeram de mim bode expiatório por algo que não fiz. Isto está a arruinar a minha vida”.

Em Agosto, após vários meses de campanha e divulgação à escala mundial, surgem notícias na Imprensa portuguesa sobre a descoberta de novos indícios, que apontam para novos caminhos na investigação criminal e poderão implicar os pais da criança no seu desaparecimento. São feitas buscas na casa de Rober Murat, mas os dois cães com treino na detecção de cadáveres e sangue, vindos de Inglaterra não encontram nada.Os mesmos cães vão ao apartamento de férias do casal McCann, e aí assinalam a localização de vestígios. A viatura utilizada pelos McCann também é alvo de busca, aparecendo notícias que relatam que os cães assinalam a existência de vestígios orgânicos na viatura, alugada 25 dias após o desaparecimento de Maddie.

Surgem nos media reacções aos novos desenvolvimentos que dão conta de várias teorias e especula-se sobre o que teria acontecido: teriam os McCann transportado no automóvel um cadáver? Os vestígios recolhidos no apartamento e no carro dos McCann são enviados para um laboratório inglês (Forensic Science Service – Birmingham). Contudo, os resultados demoram, alegando-se atrasos devido à complexidade das análises, o que permite muita especulação acerca das suas conclusões.

A 5 de Setembro, a Praia da Luz volta a ser o centro das atenções: os McCann não vão ter as habituais reuniões semanais com os inspectores da PJ. Mas é o dia 7 de Setembro, que marca este caso: após interrogatório na PJ e decisão do Ministério Público (MP), os pais de Maddie são constituídos arguidos por suspeita de homicídio acidental e ocultação de cadáver. Sem que se estivesse à espera, passado dois dias o casal regressa a Inglaterra, manifestando a intenção de continuar a procurar a sua filha desaparecida. Com a partida dos McCann, as notícias sobre a possibilidade de novas diligências e interrogatórios a efectuar em Inglaterra sucedem-se, mas os resultados definitivos dos exames realizados pelo laboratório britânico ainda não foram divulgados.O panorama manteve-se até Dezembro de 2007; as novidades no

caso eram escassas, só a demissão em Outubro de Gonçalo Amaral, o coordenador da investigação, fez correr mais tinta nos media britânicos e portugueses. Esta demissão foi polémica, isto porque, as declarações do ex-inspector sobre a polícia inglesa não agradaram aos seus superiores, tendo sido substituído por Paulo Rebelo.

A falta de novidades faz com que, no início de 2008, o interesse mediático pelo caso abrandasse consideravelmente. A notícia de que os resultados finais dos exames, que chegam no mês de Janeiro, indiciam a probabilidade de o sangue encontrado no apartamento e automóvel alugado pelos McCann ser da pequena Maddie, no entanto estas não são provas suficientemente fortes para sustentar o caso em tribunal.Os primeiros três meses de 2008 são marcados pelos impasses gerados à volta da necessidade de se efectuar novos interrogatórios aos McCann e amigos, que ficam dependentes das autoridades inglesas.

Em Março verifica-se uma diminuição no volume de notícias, talvez causada pelas ameaças dos McCann aos media com processos de difamação. O casal conseguiu obter indemnizações e pedidos de desculpa públicos por parte de alguns jornais ingleses, mas em Portugal não se verificou nada disto. A possibilidade de um regresso dos McCann, em Abril, para a reconstituição do desaparecimento de Maddie, é discutida. Porém, a PJ é confrontada com a recusa por parte do casal, com uma excepção: a reconstituição teria de coincidir com a tese de rapto que defendem.

O caso do desaparecimento de Madeleine McCann é arquivado a 21 de Julho; a falta de provas foi o motivo referido pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Contudo, o processo pode ser reaberto, caso surjam “novos elementos de prova”.

Após alguns meses de “esfriamento” mediático, o Caso Maddie volta a ser notícia. A partir de dia 4 de Agosto, o processo sobre o desaparecimento de Maddie McCann já está disponível para consulta pública no Ministério Público, junto do Tribunal de Portimão. O documento é composto por milhares de páginas com provas sobre o caso, fruto de mais de 14 meses de investigação da polícia portuguesa. Incluiu detalhes forenses e entrevistas com Kate e Gerry McCann; fotografias oficiais inéditas do interior do apartamento onde estava a família aquando do desaparecimento da menina inglesa.

Apesar de nos finais de Agosto de 2008, o casal McCann suspender o trabalho dos detectives contratados – que nada descobriram – os apelos emotivos na incessante busca de Maddie ainda hoje continuam….