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det andre designet (vedlegg J)

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8.1.3 det andre designet (vedlegg J)

A implementação do PE deve promover o encontro de subjetividade entre o profissional de enfermagem e a família da criança. Desse encontro surgem novas compreensões e interpretações que contribuem para o sucesso do cuidado e a superação da crise ocorrida durante a hospitalização (ALMEIDA, SABATÉS, 2008).

Neste contexto, a utilização do PE além de organizar o cuidado prestado, proporciona também melhor comunicação, pois evita interpretação duvidosa e encoraja a participação do cliente no planejamento e na assistência de enfermagem individualizada e humanizada. Auxilia, ainda, a definir o papel do enfermeiro junto ao cliente e a outros profissionais de saúde, intensificando a satisfação profissional e acentuando o desenvolvimento de habilidades cognitivas, técnicas e interpessoais (MOREIRA; et.al.,2012).

Assim, para que a ação do profissional de enfermagem seja feita a partir de condutas e atitudes seguras que embasem a tomada de decisões relacionadas ao cliente, o conhecimento constitui valor de grande importância (COLLET; ROCHA, 2001), (MOREIRA; et.al.,2012). No caso da criança todo o arcabouço de conhecimento relacionados ao seu processo de crescer e desenvolver devem ser considerados de forma que o cuidado a ser prestado seja significativo e faça alterações positivas no estado de saúde da criança e dos familiares envolvidos no processo.

A baixo são descritas de acordo com as fases do processo de enfermagem, algumas especificidades levantadas em bibliografias que precisam ser abordados ao momento de organizar o gerenciamento do cuidado a criança e sua família, já que estas especificidades relacionadas a clientela infantil proporcionaram maior embasamento para a tomadas de decisões críticas e não meramente advindas de uma série de tentativas.

Fase I - Histórico de enfermagem

Consiste no levantamento de dados obtidos por meio de diferentes fontes de informação, requer do enfermeiro habilidades diferenciadas como a capacidade de observação, comunicação e interação com o paciente, além do conhecimento específico (COLLET; OLIVEIRA, 2002), (MARTINEZ; TOCANTINS; SOUZA, 2013).

Convém reunir o maior número de informações possíveis referentes aos aspectos físicos, sensomotores, intelectuais, sócio-afetivos da criança, a fim de avaliar seu nível de desenvolvimento e propor em seguida ações e encaminhamentos que favoreçam o seu desenvolvimento (SCHMITZ, 2005).

No histórico de pediatria alguns pontos devem ser observado ao momento da coleta da informação: deve ser concedido espaço para a criança participar da entrevista juntamente com sua família considerando suas colocações e ponto de vista; a característica e estrutura interna da família deve ser coletado por meio de diagramas como o genograma e o ecomapa; o cuidador principal da criança deve ser identificado; no atendimento de lactentes ou de patologias correlacionadas a injurias na gestação o histórico deste período deve ser coletado; atividades recreacionais e educacionais devem ser levantadas, a avaliação do desenvolvimento deve ser feita comparando as habilidades e marcos de desenvolvimento para cada estágio (WHALEY; WONG, 2015).

Fase II - Diagnóstico de Enfermagem

Consiste no julgamento clínico sobre as respostas do indivíduo, família ou comunidade aos problemas de saúde, processos de vida vigentes e potenciais, proporcionando a base para a seleção de intervenções de enfermagem, visando ao alcance de resultados pelo qual o enfermeiro é responsável (CARPENITO, 2005), (NANDA, 2008).

Para que o enfermeiro possa realizar o diagnóstico, faz se necessário utilizar um sistema único de classificação. Existem cinco tipos de diagnósticos de enfermagem (reais, de risco, de bem-estar, de promoção a saúde e de síndrome), sendo que os diagnósticos reais e de risco são os mais utilizados na prática (NANDA 2008).

Estudo que avaliou os diagnósticos de enfermagem mais utilizados no cuidado a criança elencou nove diagnósticos reais segundo a taxonomia da NANDA não relacionados a patologias como os mais utilizados: Proteção ineficaz; Comunicação verbal prejudicada; Processos familiares interrompidos; Mobilidade física prejudicada; Padrão de sono perturbado; Atividades de recreação deficientes; Medo; Ansiedade; Tensão do papel do cuidador (SILVA, 2004), (SIQUEIRA, 2005), (MONTEIRO; SILVA;LOPES, 2006).

Fase III - Planejamento de Enfermagem

A formulação do plano é a fase de tomada de decisão do processo baseado no diagnóstico de enfermagem específico formulado de modo que permita uma meta ou resultado esperado (CARPENITO, 2005).

Nesta fase é importante acrescentar ao plano de metas a participação da família no cuidado (LIMA, 1996), (COLLET, 2001), (SOUSA; GOMES; SILVA; SANTOS; SILVA, 2011), além de incluir as potencialidades inerentes aos recursos humanos e a estrutura física das unidades de cuidado à criança. Estes espaços geralmente possuem uma estrutura física específica a infância e singular frente a outras clinicas hospitalares como: brinquedotecas, ambiente para a educação durante a internação, banco de leite e lactários, etc (WHALEY, WONG, 2015).

Fase IV - Prescrição de Enfermagem

Nesta etapa da SAE, o enfermeiro decide acerca das condutas a serem implantadas, objetivando uma assistência personalizada e de qualidade. As intervenções

de enfermagem constituem-se em estratégias específicas que auxiliam tanto a criança como a família a chegar aos resultados. Envolve tomada de decisão do profissional, na medida em que ele indica o tipo de cuidado necessário em uma determinada situação (HORTA, 1979), (CIANCIARRULLO; GALDA; MELLEIRO; ANAKUBI, 2005).

A prescrição de enfermagem em pediatria deve incluir itens relacionados a: cuidados padronizados e comuns a todas as crianças internadas; cuidados específicos aos problemas identificados; atividades de estimulação neuropsicomotora de acordo com o estágio de desenvolvimento do cliente; orientações a crianças e adolescentes, acompanhantes, visitantes, encaminhamento a outros profissionais (WHALEY; WONG, 2015).

Fase V - Avaliação de Enfermagem

É o registro realizado após a avaliação do estado geral da criança, com o objetivo de nortear o planejamento da assistência a ser prestada e informar o resultado das condutas de enfermagem implementadas. Neste registro deve constar os problemas novos identificados, um resumo sucinto dos resultados dos cuidados prescritos e os problemas a serem abordados nas 24 horas subsequentes (CAMPEDELLI, 1989), (CIANCIARRULLO; GALDA; MELLEIRO; ANAKUBI, 2005).

Alguns itens são considerados importantes para a avaliação dos pacientes pediátricos: a caracterização da criança quanto ao seu estágio de desenvolvimento (lactente, pré-escolar etc.); dependência para o autocuidado; alterações observadas no desenvolvimento; reações emocionais observadas na criança em relação a interação com a família, equipe e ambiente; uso de objetos preferidos (chupeta, paninho, brinquedo) ou rituais (chupar dedo, enrolar cabelo, etc.).

Compreendendo que a implementação do PE promove um método organizado e individualizado para o cuidado de enfermagem à saúde da criança, por permitir o envolvimento da criança, família e das equipes de saúde nas diferentes etapas do processo, facilitando a continuidade dos processos e prevenindo omissões e repetições desnecessárias. (MOREIRA; et.al.,2012). Cabe ao enfermeiro o desafio de adequar o conhecimento disponível, incentivar a participação da equipe de enfermagem tanto no planejamento como na implementação do PE, para que seu uso seja, de fato, efetivo na prática, com resultados positivos na qualidade da assistência.