5 ANALYSE
5.4 Det amerikanske droneprogrammet sett i lys av jus post bellum
As Tabelas 5 e 6 apresentam modelos probit cross-sections, referentes aos anos de 2000 e 2003, para os inovadores de produto.
A inserção no comércio exterior das grandes firmas é fator importante na determinação da propensão a inovar em produto, tanto em 2000 quanto em 2003. As exportações não apenas possuem maior efeito marginal que as importações como também se encontram entre os principais fatores que aumentam a propensão das firmas inovarem em produto. O coeficiente é positivo e significativo por causa do método de variáveis instrumentais, que os testes do primeiro artigo dessa tese apontaram como necessários.TP
17
PT
Os mesmos instrumentos daquele artigo foram usados aqui. No ano de 2000, as exportações possuem cerca do dobro da probabilidade marginal das importações. Essa diferença atinge o quádruplo no ano de 2003.
No caso das inovações de processo, somente o coeficiente de exportação do ano de 2000 é significativo. O coeficiente de importação, embora positivo, só é significativo em 2003. Esse resultado é diferente daquele obtido no artigo anterior, com a amostra completa de empresas, em que tanto o coeficiente de exportação quanto o de importação possuíam impacto relevante sobre a ocorrência de inovações. A não significância estatística do nível
TP
17
PT
Para o caso brasileiro, evidências de que inovações possuem impactos positivos e significativos sobre as exportações podem ser encontrados em De Negri e Freitas (2004).
de inserção comercial, medida pelos coeficientes de comércio, para a inovação de processo das grandes empresas brasileiras parece indicar que essa inserção é relevante principalmente para a atualização tecnológica dessas empresas que eventualmente resulte em inovação tecnológica para a empresa, mas não para o mercado doméstico. Os resultados revelam que a inovação de processo das grandes empresas para o mercado é explicada pelas variáveis de esforço inovador medido pelas diversas modalidades de dispêndio, inclusive a parte do dispêndio de cada modalidade adquirida fora da empresa proveniente do exterior, quer seja na forma de conhecimento desincorporado quer seja de conhecimento incorporado em bens de capital.
Tabela 5: Condicionantes da probabilidade de inovar em produto em grandes empresas. (Regressão probit com variáveis instrumentais). Brasil. Anos: 2000 e 2003
Variáveis Explicativas
Coeficiente Prob. Marginal Coeficiente Prob. Marginal
Intercepto -2,08 *** - -2,45 *** - (0,17) (0,21) Coeficiente de Exportação 1,62 *** 0,59 1,60 *** 0,48 (0,48) (0,61) Coeficiente de Importação 0,80 ** 0,29 0,71 * 0,21 (0,37) (0,42) Produtividade 0,00 NS 0,00 0,00 NS 0,00 (0,00) (0,00) Concentração 0,00 NS 0,00 0,03 *** 0,01 (0,01) (0,01)
Pessoal alocado em P&D 0,05 ** 0,02 0,03 NS 0,01
(0,02) (0,02)
Intensidade de P&D 0,07 NS 0,03 0,03 NS 0,01
(0,06) (0,05)
Esforço Interno de P&D 1,51 *** 0,55 1,87 *** 0,56
(0,28) (0,25)
Compra de P&D 1,71 *** 0,62 2,94 *** 0,89
(0,48) (0,69)
Gastos com Outros Conhecimentos Externos 1,42 *** 0,52 1,77 *** 0,54
(0,42) (0,46)
Gastos com Máquinas e Equipamentos 1,02 *** 0,37 1,25 *** 0,38
(0,20) (0,22)
Gastos com Projetos Industriais 1,26 *** 0,46 1,46 *** 0,44
(0,31) (0,32)
Gastos com Introdução das Inovações 2,13 *** 0,77 2,55 *** 0,77
(0,32) (0,34)
Gastos com Treinamento 0,16 NS 0,06 1,78 *** 0,54
(0,61) (0,55)
Dummy para Origem de Capital 0,29 ** 0,11 0,06 NS 0,02
(0,13) (0,13)
Dummy para Intensidade Tecnológica 0,45 *** 0,17 0,24 ** 0,08
(0,10) (0,11)
N
Loglikelihood Estatística de Wald a
Fonte: Elaboração própria com base no programa STATA.
Nota: Desvios-padrões robustos entre parênteses segundo fórmula sanduíche de Huber/White.
a
Teste de Wald para exogeneidade do coeficiente de exportações.
* Significativo a 10%; ** Significativo a 5%; *** Significativo a 1%; NS= não significativo.
-243,80 6,44 *** 2003 2000 873 -342,66 18,61 *** 928
Tabela 6: Condicionantes da probabilidade de inovar em processo em grandes empresas (Regressão probit com variáveis instrumentais). Brasil. Anos: 2000 e 2003
Variáveis Explicativas
Coeficiente Prob. Marginal Coeficiente Prob. Marginal
Intercepto -2,29 *** - -2,13 *** - (0,21) (0,19) Coeficiente de Exportação 1,30 *** 0,44 0,00 NS 0,00 (0,56) (0,23) Coeficiente de Importação 0,50 NS 0,17 0,70 * 0,20 (0,41) (0,43) Produtividade 0,00 NS 0,00 0,00 NS 0,00 (0,00) (0,00) Concentração 0,00 NS 0,00 0,04 *** 0,01 (0,01) (0,02)
Pessoal alocado em P&D 0,02 NS 0,01 0,03 NS 0,01
(0,02) (0,02)
Intensidade de P&D 0,23 *** 0,08 0,05 NS 0,01
(0,07) (0,05)
Esforço Interno de P&D 0,89 *** 0,30 1,29 *** 0,37
(0,30) (0,24)
Compra de P&D 1,65 *** 0,56 1,24 * 0,35
(0,53) (0,65)
Gastos com Outros Conhecimentos Externos 1,32 *** 0,45 1,77 ** 0,50
(0,43) (0,44)
Gastos com Máquinas e Equipamentos 1,39 *** 0,47 1,43 *** 0,41
(0,22) (0,20)
Gastos com Projetos Industriais 1,86 *** 0,63 1,40 *** 0,40
(0,33) (0,29)
Gastos com Introdução das Inovações 1,67 *** 0,56 1,12 *** 0,32
(0,37) (0,34)
Gastos com Treinamento 2,00 *** 0,68 0,72 NS 0,20
(0,71) (0,50)
Dummy para Origem de Capital 0,37 ** 0,13 0,36 *** 0,11
(0,13) (0,12)
Dummy para Intensidade Tecnológica 0,09 NS 0,03 0,06 NS 0,02
(0,12) (0,11)
N
Loglikelihood Estatística de Wald a
Fonte: Elaboração própria com base no programa STATA.
Notas: 1) Desvios-padrões robustos entre parênteses segundo fórmula sanduíche de Huber/White.
2) Para 2003, não foi preciso usar o método de variáveis instrumentais em virtude da não significância da estatística de Wald. a
Teste de Wald para exogeneidade do coeficiente de exportações.
* Significativo a 10%; ** Significativo a 5%; *** Significativo a 1%; NS= não significativo.
2000 2003
5,74 ** 1,58 NS
873 928
-359,98 -250,70
A variável concentração possui significância instável no decorrer dos anos. Em 2000, ela apresenta-se como não significativa, ao contrário de 2003 (Tabela 5). Esse resultado pode ser coerente com a retirada da amostra das empresas pequenas e médias, tendo em vista que no artigo anterior essa variável era significativa e relevante. No caso dos inovadores de processo, o mesmo pode ser observado (Tabela 6).
O pessoal alocado em P&D e a intensidade em P&D são duas outras variáveis que nas regressões de inovadores de produto e processo não apresentam robustez, em termos de impacto sobre a ocorrência de inovações. Esse resultado não é muito diferente das regressões que usaram a amostra completa de empresas brasileiras, considerando que esses são indicadores genéricos de P&D, que perdem poder explicativo frente a variáveis específicas de gastos em P&D.
Em relação aos tipos de gastos com inovação nos inovadores de produto, há relativa similaridade entre a sua ordem de importância de 2000 para 2003, o que confirma a natureza dependente das empresas brasileiras de fontes de conhecimento externas (à firma) para inovar, mesmo tratando-se de grandes empresas.
Há, porém, uma substancial diferença em relação ao conjunto das empresas do artigo anterior. Embora os gastos com etapas finais da inovação (introdução do produto no mercado) e com compra de P&D sejam os mais relevantes em termos de efeitos marginais sobre a propensão a inovar, a realização interna de P&D assume maior importância que antes, especialmente na inovação de produto. Isso é coerente com o elevado percentual de gastos médios com P&D interno da grande empresa, o qual é bem superior ao percentual de gastos médios com compra de P&D e introdução de inovações, ficando apenas abaixo de gastos com máquinas e equipamentos (Tabelas 3 e 4). Isso demonstra que as grandes empresas brasileiras provavelmente combinam a compra de P&D e a sua realização interna nas suas estratégias de inovação, enfatizando o argumento de que o porte da firma é fundamental para fazer P&D. Portanto, a realização de P&D interno é um diferencial importante entre as grandes firmas no esforço global de inovação realizado, constituindo-se um fator chave de segmentação das firmas brasileiras inovadoras.
No caso das firmas inovadoras de processo, a ordem de importância dos tipos de gastos com inovação é bem diferente. Gastos com treinamento e projetos industriais assumem maior importância em 2000. Em seguida, estão a compra de P&D e a introdução das inovações no mercado. Em 2003, a ordem não se mantém estável, tendo em vista que outros conhecimentos externos e máquinas e equipamentos são os principais tipos de gastos, enquanto o P&D interno assume maior relevância do que a compra de P&D (Tabela 6). De fato, a maior diferença de inovação de processo em relação à inovação de produto é que a contribuição para a propensão a inovar em processos está relativamente bem distribuída nas diversas modalidades de gastos, enquanto que no caso de produtos essa
distribuição é mais concentrada em gastos clássicos de conhecimento desincorporado, especialmente P&D e introdução do produto. Esse resultado indica que o efeito complementaridade dos gastos em tecnologias incorporada e desincorporada é mais presente em inovação de processo, como atestam Prochnik e Araújo (2005).
A variável dummy que representa a origem do capital continua revelando que a presença de subsidiárias estrangeiras é importante para o surgimento de inovações no ano 2000. Esse resultado não pode ser confirmado para o ano de 2003 porque seu coeficiente não é significativo. Mas, para inovadores de processo, ambas as regressões atestam a importância das multinacionais também para as grandes empresas. A dummy que controla as oportunidades tecnológicas revela que os setores considerados como de elevada intensidade tecnológica aumentam a probabilidade de ocorrência de inovações de produto, mas não para processo, o que confirma um resultado esperado pela literatura da inovação.