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5   ANALYSE

5.3   Det  amerikanske  droneprogrammet  sett  i  lys  av  Jus  in  bello

5.3.6   Vestlig  dobbeltmoral

A importância das grandes empresas no Brasil pode ser bem ilustrada a partir de comparações de alguns indicadores, como taxa de inovação, percentual de inovadores segundo o tipo de inovação e percentual dos tipos de gastos com inovação em relação ao total.

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A análise logística condicional difere da regressão logística padrão porque os dados são agrupados e a probabilidade é calculada em relação a cada grupo, ou seja, probabilidade condicional é usada.

As empresas com 500 empregados ou mais possuem a maior taxa de empresas inovadoras (Tabela 1). De fato, essas taxas são crescentes de acordo com as faixas de pessoal ocupado. Cerca de 76% das empresas incluídas nessa faixa de tamanho inovaram no período 1998- 2000, enquanto que este percentual foi de 73% no período 2001-2003. Esses números são bem superiores aos relativos à taxa média da economia, que foi de 32% e 33%, respectivamente, nos períodos mencionados. As empresas com 10 a 49 empregados tiveram percentuais de 27% e 31% nos dois períodos e as que tinham entre 250 e 499 apresentavam números de 57% e 48%.

Em relação ao alcance da inovação, as diferenças são ainda mais acentuadas. Somente 2,5% das empresas com até 49 empregados produziram inovação de produto para o mercado nacional, ao passo que, no caso das firmas com mais de 500 empregados, este percentual atingiu 35% no período 1998-2000. No caso de inovação de processo, os percentuais foram de 1,3% e 31%, respectivamente.

Tabela 1: Participação do número de empresas que implementaram inovações, segundo faixas de pessoal ocupado. Brasil – Período: 1998-2000 e 2001-2003 (em %)

1998-2000 2001-2003 1998-2000 2001-2003 1998-2000 2001-2003 Total 31,50 33,30 4,10 2,70 2,80 1,20 10 a 49 26,60 31,10 2,50 2,10 1,30 0,70 50 a 99 43,00 34,90 6,30 2,30 4,40 0,80 100 a 249 49,30 43,80 9,00 3,90 7,20 1,70 250 a 499 56,80 48,00 10,60 5,80 9,70 3,40 > 499 75,70 72,50 35,10 26,70 30,70 24,10 Fonte: IBGE (2005).

Taxa de Inovação Produto Novo para o Mercado Processo Novo para o Mercado

No Brasil, a superioridade das grandes empresas, no que se refere à capacidade de realizar P&D, também é evidente. Cerca de 80% das empresas com mais de 500 empregados realizavam P&D de forma contínua em 2000, em contraste com os 28% das empresas da faixa de 10 a 49 empregados. Coerentemente, o emprego de pessoal alocado em P&D de forma contínua ocorre com mais regularidade naquelas. Os gastos com atividade de P&D são realizados majoritariamente no interior das grandes empresas. Do total que declarou realizar gastos com P&D (4.941 empresas), cerca de 14% estão na categoria de mais de 500 empregados (IBGE, 2005). Esse percentual é responsável por 82% do total que foi gasto com P&D no país em 2003 (Tabela 2).

Tabela 2: Participação das firmas no total de gastos com inovação segundo faixas de pessoal ocupado. Brasil – Ano: 2003 (em %)

P&D Compra Outros Máquinas Introdução Projeto Total de

Interno de P&D Conhecimentos das Inovações Industrial Gastos

10 a 29 2,93 2,02 3,37 7,63 7,86 2,88 5,74 5,75 30 a 49 1,95 1,25 0,69 2,65 2,85 1,38 2,87 2,35 50 a 99 2,86 1,40 3,67 8,48 4,64 2,18 5,04 5,94 100 a 249 4,59 4,10 8,48 10,15 9,05 4,77 11,58 8,57 250 a 499 5,39 7,66 8,79 10,01 12,97 4,97 6,86 8,21 > 499 82,28 83,57 75,01 61,08 62,62 83,82 67,91 69,18 Fonte: IBGE (2005). Treinamento

A participação das grandes empresas nos tipos de gastos com inovação só é menor no caso dos gastos realizados com máquinas e equipamentos. Mesmo assim, atinge o percentual de 61% de tudo que foi gasto com esse item no ano mencionado.

Uma observação geral, evidenciada nas Tabelas 1 e 2, é a diferença de conduta inovadora entre as empresas de mais de 500 empregados e aquelas dos demais estratos de tamanho. Dentre os quatro estratos inferiores, mesmo que exista uma gradação crescente do percentual de empresas que realizam gastos com inovação entre os dois estratos menores e os dois maiores, as diferenças entre esses dois subconjuntos são pequenas se comparadas à diferença entre esse conjunto e as empresas do estrato superior. Nesse sentido, os dados para as firmas industriais brasileiras confirmam a literatura teórica e empírica sobre a conduta inovadora da grande empresa em contraste com a conduta mais imitativa e adaptativa das médias e pequenas empresas. Por outro lado, o pequeno percentual dessas empresas consideradas inovadoras, que não chega a 10%, representa um número absoluto relevante, na sua maioria inseridas na estrutura industrial em setores baseados na ciência ou segmentos intensivos em conhecimentos de engenharia nos setores de bens de capital. A idéia penrosiana, de que a pequena empresa inovadora nasce nos interstícios da grande empresa, é corroborada, como atestam as diversas experiências de evolução setorial das empresas.TP

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A Tabela 3 contém as estatísticas descritivas das variáveis desse estudo. A partir dos valores observados para o ano de 2000, nota-se que, mesmo entre as grandes empresas, os

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Ver por exemplo a experiência da indústria de computadores pessoais, como reportado em Dosi (1984), entre a gigante IBM e as então entrantes Dell e Compaq.

gastos com máquinas e equipamentos constituem o principal tipo de gasto com inovação. Em média, essas empresas despendem cerca de 30% de tudo o que é destinado ao processo inovador. No entanto, diferentemente da média das empresas menores, os gastos com P&D interno são os mais relevantes dos gastos com conhecimento desincorporado das grandes empresas, atingindo a média de 16% do que é gasto com inovação. É esperado que os gastos com P&D tenham grande importância e um papel complementar, em relação aos gastos totais com inovação, na determinação da propensão a inovar. A realização de P&D interno tende a aumentar em muito as chances de uma empresa inovar. Isso se deve ao seu caráter, compreendendo trabalho criativo que aumenta o estoque de conhecimento da firma e o utiliza em novas aplicações.

Dentre os outros tipos de gastos desincorporados, temos que aqueles realizados com projetos industriais são em média 9%, com a introdução da inovação no mercado são 6%, com outros conhecimentos externos são 4%, com compra de P&D são 3% e com treinamento são 3%. As informações da Tabela 4, referentes a 2003, também permitem alcançar conclusões semelhantes.

Tabela 3: Estatísticas descritivas das grandes empresas. Brasil. Ano: 2000

N Média Desvio-Padrão Mínimo Máximo Coeficiente de Exportação 933 0,15 0,24 0,00 1,11 Coeficiente de Importação 933 0,08 0,13 0,00 1,92 Produtividade 873 124.101,70 135.478,10 5.894,30 1.227.635,00 Concentração (em %) 933 1,55 5,11 0,00 82,47 Pessoal alocado em P&D 933 1,51 3,27 0,00 48,37 Intensidade de P&D 933 0,51 1,10 0,00 12,81 Esforço Interno de P&D 933 0,16 0,24 0,00 1,00 Compra de P&D 933 0,03 0,09 0,00 1,00 Gastos com Introdução das Inovações 933 0,06 0,14 0,00 0,97 Gastos com Outros Conhecimentos Externos 933 0,04 0,11 0,00 0,80 Gastos com Máquinas e Equipamentos 933 0,30 0,36 0,00 1,00 Gastos com Treinamento 933 0,03 0,08 0,00 1,00 Gastos com Projetos Industriais 933 0,09 0,16 0,00 0,96 Dummy para Origem de Capital 933 0,28 0,45 0,00 1,00

Fonte: elaboração própria.

Tabela 4: Estatísticas descritivas das grandes empresas. Brasil. Ano: 2003

N Média Desvio-Padrão Mínimo Máximo Coeficiente de Exportação 933 0,16 0,22 0,00 1,02 Coeficiente de Importação 933 0,09 0,12 0,00 0,85 Produtividade 928 199.598,00 270.784,00 6.535,81 2.861.042,00 Concentração (em %) 933 1,68 5,43 0,00 87,58 Pessoal alocado em P&D 933 1,37 2,98 0,00 35,70 Intensidade de P&D 933 0,43 1,02 0,00 12,80 Esforço Interno de P&D 933 0,19 0,28 0,00 1,00 Compra de P&D 933 0,02 0,07 0,00 0,71 Gastos com Introdução das Inovações 933 0,06 0,14 0,00 1,00 Gastos com Outros Conhecimentos Externos 933 0,03 0,10 0,00 1,00 Gastos com Máquinas e Equipamentos 933 0,32 0,36 0,00 1,00 Gastos com Treinamento 933 0,03 0,08 0,00 1,00 Gastos com Projetos Industriais 933 0,08 0,17 0,00 1,00 Dummy para Origem de Capital 933 0,27 0,44 0,00 1,00

Fonte: elaboração própria.