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PART IV: FINDINGS AND DISCUSSION

4.4 C REATING A COMMON DREAM FROM THE DREAMS OF THE INDIVIDUALS

4.4.4 Designing a systematic plan

De acordo com a Resolução nº 104963, do Ministério do Trabalho, publicada no Diário Oficial da União, em 10 de fevereiro de 1984, à página 2112, Seção I, Academia pode ser conceituada como a empresa que se dedica a ministrar aulas de ginástica, balé, danças, musculação, lutas e cultura física de um modo geral, lecionados por professores diplomados em Cursos Superiores de Educação Física, além da aplicação de duchas, saunas e massagens, mediante orientação de médicos diplomados (CAPINUSSÚ, 1989).

Uma definição mais atual é a de Saba (2006) que descreve as academias de ginástica como sendo empresas, com fins lucrativos, que oferecem um espaço adequado à prática de atividades físicas, e que operam sob a responsabilidade de profissionais da área de Educação Física que têm a obrigação de avaliar, prescrever, orientar e motivar a prática de exercícios físicos, de maneira segura e ética.

Ao que tudo indica, desde os primórdios de sua existência, o homem se preocupa em encontrar um meio de preservar sua saúde e bem-estar. A prática de

atividade física é vista hoje como uma das alternativas, encontradas pelo homem moderno, para alcançar os benefícios almejados para sua saúde. Por volta de 1967, houve um aumento no número de pessoas que buscavam praticar atividades físicas. Isso ocorreu devido ao surgimento de campanhas promocionais, à veiculação de programas ressaltando a pratica dessas atividades, e ao apelo da imprensa, que incentivaram indivíduos sedentários a praticar tais atividades. Persuadido pela mídia, o homem acabou cedendo à atração irresistível dos modismos. Consciente ou não, ele faz da prática esportiva um meio de atingir uma vida melhor (VARGAS, 1991).

Segundo Pereira (1996), em 1970, surgiram as primeiras academias de ginástica, utilizando músicas. Eram pequenas empresas. Somente, quando surgiu o interesse pelo trabalho desenvolvido por Cooper, sobre os exercícios cardiorespiratórios, é que os exercícios aeróbicos alcançaram um grande desenvolvimento, e multiplicaram-se de várias maneiras. As academias foram, assim, evoluindo, aumentando o número de serviços oferecidos.

Em conseqüência da grande aceitação dos programas de exercícios aeróbicos, em 1982, alguns empresários, conscientes do mercado promissor e da crescente demanda por estes serviços, decidiram investir nesse novo segmento, construindo verdadeiros centros de atividades físicas (ZANETTE, 2003). Surgiram e começaram a se desenvolver as grandes academias de ginástica que ofereciam aos seus clientes um espaço bastante amplo, e tudo que existia de mais atualizado em termos de atividade física.

Atualmente, um dos setores que apresenta maior desenvolvimento econômico em termos mundiais é o de produtos e serviços voltados para o bem- estar: vitaminas e suplementos nutricionais, alimentos diet, light e de baixas calorias, tratamentos cosméticos, cirurgias plásticas, medicina preventiva e tudo o que se refere à atividade física (SABA, 2006).

As pessoas de várias partes do mundo e de todas as idades estão aderindo à prática da atividade física. Os espaços onde pode ser praticado esse tipo de atividade já estão presentes em hotéis, shoppings, clubes, escolas, condomínios residenciais, empresas, spas, hospitais e clínicas de reabilitação, etc. Esse fato demonstra, claramente, o crescente interesse da população em geral pelas academias de ginástica (SABA e ANTUNES, 2004).

Saba (2001) afirma que, nas academias, o serviço mais utilizado, tanto entre os homens como entre as mulheres, continua a ser a musculação. Entretanto, o

autor cita ainda que a bicicleta ergométrica, a esteira, a ginástica localizada e o alongamento também são atividades muito procuradas.

A freqüência média das pessoas matriculadas nas academias, geralmente, é de três vezes por semana, e o tempo que permanecem dentro dela varia entre 60 e 90 minutos (SABA, 2001).

Uma das formas de classificar as academias de ginástica, segundo Pereira (1996) é de acordo com o número de pessoas (clientes) que as freqüentam. Assim, as academias podem ser divididas em pequenas, médias e grandes (Quadro 4).

ACADEMIA No de CLIENTES

Pequena Até 300 clientes

Média De 300 a 2.000 clientes

Grande Acima de 2.000 clientes

Quadro 4 – Classificação da academia pelo número de clientes

Fonte: Pereira, 1996.

2.3.1 – Marketing para Academias de Ginástica

Uma academia deve estar consciente de que, superar o crescimento mercadológico desse segmento, requer a utilização do marketing, para comercializar seus produtos e serviços e, ainda, a fazer com que as pessoas que a procuram, lá permaneçam o maior tempo possível. (MAGRO, 2002).

O marketing voltado para as academias de ginástica tem por objetivo fazer com que os serviços, e tudo mais que essas empresas oferecem, se ajustem, da melhor forma possível, aos seus clientes, na busca incessante de satisfazê-los e, assim, conquistá-los. Isto é, o sucesso de marketing numa academia ocorre quando se consegue atender, da melhor maneira, às necessidades do cliente (CONTURSI, 1986).

Portanto, o primeiro passo na implementação do conceito de marketing para as academias de ginástica é descobrir quais são os fatores que levam as pessoas a procurarem a academia. Os motivos mais comuns são: decisão emotiva, (modismo e estética) e questões ligadas à saúde (MAGRO, 2002).

É importante identificar também quais os serviços que o público deseja. Pois, quando estão fazendo a escolha por uma academia, as pessoas, além de

procurarem satisfazer suas necessidades pessoais, analisam diversos outros fatores, tais como: preço, qualidade, valor, conveniência, risco, entre outros (MAGRO, 2002).

Na opinião de Saba (2006), os pontos que mais pesam, na competição entre academias, são os seguintes: a tecnologia, o preço, a localização e a qualidade do atendimento.

De acordo com as percepções que as pessoas têm sobre os serviços prestados por uma academia de ginástica, Verry (1997) cita alguns elementos determinantes da qualidade desses serviços: acesso, comunicação, competência, cortesia, credibilidade, confiança, receptividade, segurança, tangibilidade e compreensão, e conhecimento do aluno.

Saba (2006) ressalta que, em se tratando do setor de academias de ginástica, o capital humano é, extremamente, importante, pois a aderência depende da motivação, e, em muitos casos, o que motiva e mantém o aluno a praticar exercícios físicos, de forma regular, na academia, é a relação instrutor-aluno. Por este motivo, pode-se afirmar que o gestor deve se preocupar não apenas com a estrutura física e com os equipamentos da academia, mas, principalmente, com os recursos humanos da empresa, pois constituem um ponto decisivo para a retenção dos clientes (SABA, 2006).

Capinussú (1989) considera que as academias devem se voltar para a fixação de uma imagem de qualidade de serviços prestados, e, para isso, devem cultivar e selecionar sua clientela através da utilização do marketing.

Segundo Verry (1997), o marketing pode auxiliar as academias a combaterem os seguintes problemas: diminuição no número de alunos; crescimento lento; mudança nos hábitos dos alunos; concorrência e aumento dos custos.

No ramo de academias, tudo está em constante evolução: objetivos, clientes, funcionários, procedimentos, produtos, legislação e, até mesmo, o mercado. O marketing se apresenta, cada vez mais, como uma importante ferramenta para enfrentar as rápidas mudanças que ocorrem, contribuindo, de forma decisiva, para a inovação e para a criação ou adaptação das novas tendências de mercado neste setor (MAGRO, 2002).

Algumas academias, por exemplo, se utilizam do marketing para segmentar o mercado, e identificar grupos de pessoas com necessidades específicas. Assim, descobrem o que esse público realmente precisa, a partir daí, elaboram serviços

direcionados sob medida para ele. Nesse contexto, a segmentação do mercado de academias de ginástica aparece como uma nova tendência. Surgem as academias especializadas para pessoas da “melhor idade”; outras, direcionadas para pessoas com necessidades específicas (obesos, cardiopatas, estressados, pessoas que precisam de reabilitação motora); e até academias só para mulheres (SABA, 2006).

Outra tendência forte que está crescendo no Brasil é a presença do personal trainer nas academias. Como as pessoas têm necessidades e expectativas diferentes com relação à prática de atividade física, cada aluno (cliente) busca ter seu próprio professor na intenção de obter um atendimento mais personalizado e alcançar os resultados desejados, de forma mais rápida e segura (WORLD SPORTS MAGAZINE, 2007).

3- PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

A metodologia aponta o caminho a ser seguido, norteando as ações do pesquisador, por meio das fontes e ferramentas disponíveis. Neste capítulo, são descritos os procedimentos metodológicos, isto é, os caminhos utilizados para a realização desta pesquisa, partindo-se da caracterização do estudo, seguida da seleção da população e amostra, coleta de dados e tratamento destes.