2.2 History of Virtual Reality
2.5.3 Design Principles
Edifício II e CITI
O consumo de electricidade deve-se principalmente à iluminação e aos equipamentos de laboratório. Os laboratórios do DCM e os laboratórios de computadores são os usos mais intensivos, uma vez que são os maiores consumidores por m2.
No edifício II verificou-se que existem pontes térmicas, danos no envelope exterior do edifício, caixilhos sem corte térmico e vãos com vidros simples que fazem com que o edifício seja permeável às mudanças de temperatura do meio.
Apesar das condições da envolvente, 50% dos docentes que responderam ao inquérito consideraram que a temperatura na generalidade das salas de aula é satisfatória. Isto deve-se ao facto de existirem equipamentos de climatização em split em funcionamento em salas e laboratórios, principalmente laboratórios do DI, melhorando assim as condições de conforto térmico existentes. Estas condições são, no entanto, alteradas à custa do consumo de energia, que poderia ser diminuído se a qualidade da construção fosse melhorada.
121 A iluminação no edifício é efectuada por lâmpadas fluorescentes com balastro magnético. Além disto, a falta de manutenção da iluminação dos espaços comuns do edifício II original constituem ineficiências energéticas e de qualidade da iluminação. Na maioria dos casos não existe necessidade de a iluminação artificial estar ligada durante o dia e durande a noite a média dos valores é inferior a 100 lux. A iluminação do edifício II original pode beneficiar de melhorias através de medidas de manutenção, como limpeza e reposição de difusores. A instalação de luminárias com reflector também aumentaria a eficiência das lâmpadas. Nos espaços comuns do CITI o planeamento da iluminação não foi bem conseguido, uma vez que os valores são no máximo cerca de metade do que é recomendado, apesar das luminárias possuírem reflector.
Nas várias salas do edifício II as luminárias têm reflector, aumentando a eficiência das lâmpadas fluorescentes até 25%, o que não acontece nos laboratórios do DCM. Durante a noite verifica-se que das salas amostradas destinadas à utilização de computador, apenas uma cumpria a Norma EN 12464-1. No entanto a média é superior a 300 lux.
Edifício VII
Através da análise das peças desenhadas do projecto do edifício VII, verifica-se que apesar de possuírem caixa-de-ar, as paredes de alvenaria não possuem isolamento térmico e as pontes térmicas também não se encontram isoladas. Este facto é confirmado através dos termogramas, onde se podem observar pontes térmicas lineares. O facto de este edifício possuir uma área elevada de envidraçados constituída por vidro simples, contribui para perdas ou ganhos térmicos, na estação de aquecimento ou arrefecimento, respectivamente.
A generalidade das salas de aula deste edifício foram consideradas satisfatórias por apenas 17% dos docentes que responderam ao questionário, enquanto 38% consideraram que a generalidade das salas é desconfortável. Estes resultados ocorrem apesar de todas as salas serem servidas por uma caldeira e um chiller, ou no caso dos anfiteatros por um rooftop, e de os equipamentos de climatização serem aqueles que mais electricidade consomem, significando 53% do consumo total do edifício, o que reforça o papel da qualidade da envolvente do edifício para o conforto térmico dos utilizadores.
A iluminação, no edifício VII, é efectuada através de lâmpadas fluorescentes compactas com reflector. No entanto a substituição de balastros magnéticos por balastros electrónicos permitiria uma poupança de cerca de 20% de energia.
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Verifica-se que a iluminação não foi bem dimensionada, uma vez que à noite os valores são sempre inferiores a 100 lux, principalmente no DMat- Departamento. Durante a noite a média dos valores de iluminância nas salas é superior ao recomendado nas normas e durante o dia, mesmo sem iluminação artificial, a média também é superior.
Os usos que mais contribuem para o consumo de electricidade são os associados a gabinetes e secretarias, principalmente devido a equipamentos específicos à actividade, como os computadores. No entanto, tendo em conta a área, este não é o uso mais intensivo, mas sim as salas de computadores, uma vez que com uma menor área, é o terceiro uso com maior consumo de electricidade.
Edifício VIII
Nos termogramas do edifício VIII, é possível identificar pontes térmicas lineares, uma vez que não existe isolamento térmico destas estruturas. No entanto este edifício, sendo mais recente que os anteriormente referidos, denota já uma maior preocupação com a componente térmica do edifício, icorporando alguns vidros duplos e isolamento térmico da paredes duplas.
A maioria dos docentes que lecciona no Edifício VIII e respondeu ao questionário efectuado no âmbito deste trabalho considera as salas de aula desconfortáveis (67%). As salas deste edifício são, em teoria, climatizadas no Inverno através de uma caldeira, não existindo climatização na estação de arrefecimento. No entanto, a difusão do calor produzido através da caldeira, é considerado por alguns docentes estar a funcionar mal, não distribuindo o calor de forma uniforme por todo o edifício. A caldeira em actividade está em sobrecarga, uma vez que normalmente seriam duas a fazer o mesmo trabalho. A resolução destes problemas, aliado a manutenção anual destes equipamentos por especialistas aumentaria a eficiência e o tempo de vida das caldeiras, bem como o conforto no edifício.
Os valores de iluminância nos corredores, à noite, mostram que são inferiores aos valores de referência. No entanto, durante o dia, os valores são muito superiores. Apesar de existirem vários espaços comuns com iluminação natural suficiente, a iluminação artificial encontra-se ligada. Nas salas de aula os valores de iluminância são sempre superiores ao valor de referência, excepto quando a iluminação ocorre apenas com recurso à luz natural.
As lâmpadas fluorescentes funcionam com balastros magnéticos, podendo ser substituídos por balastros electrónicos que aumentam em cerca de 20 a 30% a eficiência das lâmpadas.
123 No edifício IX podem-se verificar, através dos termogramas, que este possui pontes térmicas lineares que não se encontram termicamente isoladas. As paredes de alvenaria são duplas, com caixa-de-ar e isolamento térmico e os envidraçados são constituídos por vidros duplos.
Para 43% dos docentes que geralmente lecciona neste edifício, as salas de aula são desconfortáveis. Estas são climatizadas através de uma caldeira, mas não existe climatização na estação de arrefecimento.
A iluminância, tanto nos corredores como em salas de aula, é sempre superior aos valores de referência, no entanto, devido à sua construção, o DCT possui valores mais baixos que o DEC.
Os usos que mais energia eléctrica consomem são os laboratórios, devido ao equipamento específico que possuem, como câmaras fitoclimas, estufas, entre outros.
A iluminação é efectuada através de lâmpadas fluorescentes com reflector, mas ainda são ligadas com recurso a balastros magnéticos, que são pouco eficientes.
Edifício X
Neste edifício não se observam pontes térmicas. Isto deve-se ao facto de, tanto as paredes como as pontes térmicas possuírem isolamento térmico. Ao contrário dos restantes edifícios, não se verifica uma variação de temperatura significativa entre os termogramas tirados ao amanhecer e ao fim da tarde, a utilização de um pano de betão confere ao edifício a capacidade de variar pouco a sua temperatura. Os envidraçados são constituídos por vidros duplos.
As salas deste edifício não são climatizadas. No entanto a maioria dos docentes que lecciona no Edifício X e respondeu ao questionário efectuado no âmbito deste trabalho, considera que a temperatura na generalidade das salas de aula é satisfatória, existindo desconforto apenas nos dias mais quentes e mais frios do ano.
Os equipamentos de climatização são aqueles que consomem mais electricidade, fazendo com que os gabinetes e as secretarias sejam os usos com maior peso.
A iluminação é efectuada através de lâmpadas fluorescentes com reflector, apesar de ainda funcionarem com balastros magnéticos e de estar ligada 24 horas por dia.
Os valores de iluminância nos corredores, na situação de maior desvantagem, apresentam-se inferiores aos valores de referência. Nas salas de aula os valores de iluminância são superiores aos valores de referência, excepto durante o dia, quando a iluminação artificial não esta ligada.
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