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desember 2016 av fungerende ministeren for samordning av EØS-saker og forholdet til EU Elis- Elis-abeth Vik Aspaker

Os objetivos do estudo levam-nos a privilegiar as linhas orientadoras de uma abordagem qualitativa de investigação. Como estudo qualitativo, baseia-se, especificamente, na utilização de dados qualitativos.

A metodologia qualitativa é concebida como um processo indutivo exploratório, que faz com que o quadro de análise do estudo vá sendo, progressivamente, elaborado através de um incessante questionamento de dados (Stake, 2009). O esquema de análise faz-se no início e no final da investigação, daí que se diga que a investigação qualitativa se interessa mais pelos

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processos do que pelos resultados. O investigador entra no campo de pesquisa munido de um projeto de investigação sustentado por um quadro concetual adequado, feito a partir de uma revisão bibliográfica suficientemente extensa e abrangente A revisão bibliográfica continua, contudo, como tarefa concomitante da investigação no terreno. O investigador adota uma postura de visitante interessado que vê e ouve atentamente o que as pessoas dizem, no sentido de descobrir o modo como elas interpretam o mundo (Stake, 2009).

Segundo Stake (2009), para uma melhor compreensão do trabalho de um investigador qualitativo, é importante a realização do tratamento dos dados obtidos, ou seja, a organização das informações recolhidas, tendo sempre em conta as particularidades, pois é o objetivo mais importante de um estudo qualitativo. Então, um estudo qualitativo procura compreender e conhecer os fenómenos em estudo.

Bogdan e Biklen (1994), defendem que são cinco as características de uma investigação qualitativa. O pesquisador é o principal instrumento, enquanto o ambiente natural constitui a fonte direta para a obtenção de informações pretendidas. o contexto das ocorrências é de grande importância na investigação qualitativa, na medida em que permite uma melhor compreensão do fenómeno em estudo.

A investigação qualitativa é descritiva, pois permite que o investigador faça uma recolha de dados através da conversação ou dos registos de imagens, e não por meio de números. Assim, o investigador tende a fazer uma descrição e uma análise rica dos dados, respeitando a forma como foram registados e transcritos. Para ilustrar e substanciar a apresentação, os resultados escritos da investigação contêm citações feitas com base nos dados. Bogdan e Bliklen (1994, p. 48) afirmam que “os dados incluem transcrições de entrevistas, nota de campo, fotografias, vídeos, documentos pessoais, memorando e outros registos oficiais.”

É de notar que o que mais interessa a um investigador qualitativo é o processo de investigação até chegar aos resultados ou ao produto do estudo. A análise de dados numa investigação qualitativa decorre de forma indutiva. De acordo com Bogdan e Biklen (1994), os dados recolhidos não têm como propósito fazer a confirmação da hipótese construída, pois é à medida que se vão organizando e agrupando os dados recolhidos que se vai fazendo a construção das conceptualizações. É utilizada uma parte do estudo de forma a perceber quais as questões que têm maior relevância. Antes de efetuar a investigação não se pode deduzir quais são as questões mais importantes para a sua realização ou para dar resposta à hipótese levantada.

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Neste estudo não se procura testar a hipótese nem avaliar, mas sim compreender experiências de outras pessoas e o sentido que elas lhes dão. Nesta investigação, os significados

que as pessoas atribuem às coisas é de capital importância; a participação e as falas dos participantes são decisivas, uma vez que dão sentido ao trabalho de um investigador qualitativo (Bogdan e Biklen,1994).Para a realização deste estudo, a conversação e o significado que é atribuído ao fenómeno em estudo é de grande importância para a compreensão da mesma. Os dados recolhidos, tal como os autores mencionaram, vão ser descritos, mas respeitando a transcrição e o registo que foram feitos dos dados, para garantir o rigor e a credibilidade nos resultados encontrados, a fim de se apurar a verdadeira importância da supervisão da formação prática na formação inicial.

Do ponto de vista de Serrano (2002), o processo de análise de dados deve ser sistematizado, mantendo sempre uma relação de interdependência com os objetivos, o desenho do estudo pretendido. Segundo a autora, este não é um processo simples, é assim, um processo que implica interação, visando a identificação das propensões e, para facilitar as comparações e os possíveis contrates, este pretende traduzi-las em categorias.

Num primeiro momento, a análise tem um papel específico de permitir fazer a exploração dos dados encontrados, começando-se, assim, uma fase de redução dos dados. Deste modo, para dar um rumo aos dados é necessário fazer a redução e transformar as informações encontradas em dados de compreensão e conteúdos significativos, que depois irão ser codificados. Neste processo de codificação, o investigador deve ter em mente sempre os objetivos traçados para o estudo, começando a codificação em grandes categorias, que, posteriormente, serão subdivididas.

Para Serrano (2002) os dados vão sendo organizados à medida que vão sendo recolhidos em função das ideias que mais interessam ao investigador. Este processo deve ser feito por meio de anotações e lembranças relativamente aos códigos e às suas relações, sendo que estes permitem formar uma ideia geral em função da união das diversas partes das informações recolhidas numa só (Serano,2002). Quando o investigador pretende seguir com uma posição indutiva de análise, este recurso deve acompanhar toda a pesquisa.

Depois de ter tudo numa linguagem só, cabe ao investigador proceder àinterpretação dos dados. Assim, a sua tarefa é procurar nas diferentes categorias definidas algo que lhe permita fazer uma comparação ou diferenciação, no sentido de chegar a uma conclusão que satisfaça as inquietações do estudo. Para Serrano (2002), não podemos chamar a esta, a última fase ou

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etapa pois à medida que vai se fazendo, vão surgindo novos planos e ideias, e assim sucessivamente.