3. INNLEDNING OG PROBLEMSTILLING
3.2 Valg av organisasjoner for undersøkelse
3.2.1 Departementenes sikkerhets- og serviceorganisasjon
Saresp 2005 vai avaliar mais de cinco milhões de alunos das redes estadual, municipal e particular
Quarta - feira 09 de Novembro de 2005 10h00
Nos dias 9 e 10 de novembro, mais de cinco milhões de alunos da Educação Básica passam por avaliação de Leitura, Escrita e Matemática
Mais de quatro milhões de alunos da rede pública estadual serão avaliados em suas habilidades de Leitura, Escrita e Matemática, nos dias 9 e 10 de novembro, pelo Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), que se tornou um modelo de referência de avaliação em todo o Brasil. Além da previsão dos 4.447.714 alunos de 5.279 escolas estaduais, participarão da nona edição do Saresp 791.468 alunos de 2.093 escolas municipais e mais 22.527 alunos de 71 escolas particulares.
Com esses números, a abrangência do Saresp 2005 deve alcançar um total de 5.261.709 de alunos de todas as séries do Ensino Fundamental e Médio, das escolas urbanas e rurais da rede estadual e também das escolas das redes particular e municipal que aderiram ao sistema. No ano passado, passaram pela avaliação 390 mil alunos de redes municipais, um número que praticamente dobrou em 2005, com os 329 municípios que aderiram. As demais avaliações realizadas no País geralmente são por amostragem e não permitem uma análise global do ensino em todas as séries.
Matemática é a novidade do 2005
A principal novidade do Saresp 2005 é a inclusão de Matemática. Nas suas primeiras edições, o Saresp avaliou as habilidades cognitivas desenvolvidas pelos alunos durante o processo de escolarização em séries e componentes curriculares
diversos . Nós últimos anos, porém, o Sistema vem considerando as habilidades
cognitivas de leitura e escrita adquiridas pelos alunos ao longo de todas as séries. Desde o ano de sua implantação, em 1996, até 2000, o sistema avaliava anualmente apenas duas séries (do Ensino Fundamental ou Médio). Em 2.000, foram avaliadas três séries. Em 2001 e 2002, foram avaliadas as séries de final de ciclo de 4ª e 8ª série do Ensino Fundamental. Já em 2003 e 2004 p articiparam todos os estudantes da 1ª a 8ª série do Ensino Fundamental e de 1ª a 3ª série do Ensino Médio.
O Saresp utiliza basicamente dois instrumentos de avaliação. O primeiro consiste na aplicação de provas para medir o desempenho dos alunos em Leitura/Escrita e Matemática, constituída cada uma de questões objetivas, tanto para
o Ensino Fundamental (3 a a 8 a séries) quanto no Ensino Médio. Essas provas apresentam também um tema para redação do tipo narrativo descritivo para o Ensino Fundamental. No Ensino Médio o tema é dissertativo-argumentativo. Para a 1 a e 2 a séries do Ensino Fundamental as provas são constituídas de questões abertas.
O segundo instrumento é o questionário do aluno, por meio do qual são coletadas informações sobre suas características pessoais, seu contexto socioeconômico e cultural, sua trajetória escolar, suas percepções acerca dos professores e da gestão da escola, além de sua participação nos projetos da SEE.
Base para o planejamento escolar de 2006
Com os resultados do Saresp 2005, a Secretaria de Educação terá um diagnóstico das habilidades do aluno em Leitura e Escrita e Matemática, que lhe servirá de base para o planejamento escolar de 2006, criando ainda os programas de recuperação e reforço. Num segundo momento, todas as escolas, diretorias de ensino e coordenadorias receberão um informe personalizado de resultados, com dados de abrangência e desempenho, dados comparativos de série a série e ano a ano, e escalas de habilidades com os níveis de desempenho em Leitura e Matemática.
O conjunto deste material, que se torna uma radiografia da realidade do Ensino Básico em São Paulo, é o instrumento para definir políticas públicas, para reorientar programa e projetos educacionais e também o projeto pedagógico de cada escola na rede estadual. Essas iniciativas enriquecem todo o processo pedagógico oferecendo indicadores quantitativos e qualitativos importantes para direcionar as propostas pedagógicas de cada escola, o trabalho docente na sala de aula e os investimentos da Secretaria da Educação.
Vera Souza Dantas
Secretaria de Estado da Educação - 2004 Todos os direitos reservados - SEESP/GTI
ANEXO 5: Orientações disponibilizadas pela Diretoria Regional de Ensino da Cidade de Osasco.
No SARESP de Matemática relativa ao Ensino Fundamental, é importante que a avaliação leve em conta algumas discussões e propostas referentes ao ensino dessa disciplina:
o direcionamento do Ensino Fundamental para a aquisição de competências básicas necessárias ao cidadão e não apenas voltadas para a preparação de estudos posteriores;
a importância do desempenho de um papel ativo do aluno na construção do seu conhecimento;
a ênfase na resolução de problemas, na exploração da Matemática a partir dos problemas vividos no cotidiano e encontrados nas várias disciplinas e não a mera mecanização de regras e técnicas;
a importância de trabalhar com amplo espectro de conteúdos, incluindo além dos números e operações, a geometria, as grandezas e medidas e algumas noções de elementos de estatística, probabilidade e combinatória para atender à demanda social que indica a necessidade de abordar esses assuntos.
É importante contemplar na avaliação as competências e habilidades as quais se pretende que os alunos do Ensino Fundamental construam ao longo de cada um dos anos de sua escolaridade, a saber:
identificar os conhecimentos matemáticos como meios para compreender e transformar o mundo à sua volta;
perceber o caráter de jogo intelectual, característico da Matemática, como aspecto que estimula o interesse, a curiosidade, o espírito de investigação e o desenvolvimento da capacidade para resolver problemas;
fazer observações sistemáticas de aspectos quantitativos e qualitativos da realidade, estabelecendo inter-relações entre eles, utilizando o conhecimento matemático (aritmético, geométrico, métrico, algébrico, estatístico, combinatório, probabilístico);
selecionar, organizar e produzir informações relevantes, para interpretá-las e avaliá-las criticamente;
resolver situações-problema, sabendo validar estratégias e resultados, desenvolvendo formas de raciocínio e processos, como intuição, indução, dedução, analogia, estimativa, e utilizando conceitos e procedimentos matemáticos, bem como instrumentos tecnológicos disponíveis;
comunicar-se matematicamente, ou seja, descrever, representar e apresentar resultados com precisão e argumentar sobre suas conjecturas, fazendo uso da linguagem oral e
estabelecendo relações entre ela e diferentes representações matemáticas;
estabelecer conexões entre temas matemáticos de diferentes campos e entre esses temas e conhecimentos de outras áreas curriculares;
sentir-se seguro da própria capacidade de construir conhecimentos matemáticos, desenvolvendo a auto-estima e a perseverança na busca de soluções.
No SARESP de Matemática relativa ao Ensino Médio, é importante que a avaliação leve em conta algumas discussões e propostas referentes ao ensino dessa disciplina:
o direcionamento do Ensino Médio para a aquisição de competências básicas necessárias ao cidadão e não apenas voltadas para a preparação de estudos posteriores;
a importância do desempenho de um papel ativo do aluno na construção do seu conhecimento;
a ênfase na resolução de problemas, na exploração da Matemática a partir dos problemas vividos no cotidiano e encontrados nas várias disciplinas e não a mera mecanização de regras e técnicas;
a importância de trabalhar com amplo espectro de conteúdos, incluindo além dos números e operações, a geometria, as grandezas e medidas e algumas noções de elementos de estatística, probabilidade e combinatória para atender à demanda social que indica a necessidade de abordar esses assuntos.
É importante contemplar na avaliação as competências e habilidades as quais se pretende que os alunos do Ensino Médio construam ao longo de cada um dos anos de sua escolaridade, a saber:
compreender conceitos, procedimentos e estratégias Matemáticas que permitam a ele desenvolver estudos posteriores e adquirir uma formação científica geral;
aplicar seus conhecimentos matemáticos a situações diversas, utilizando-os na interpretação da ciência, na atividade tecnológica e nas atividades cotidianas;
analisar e valorizar informações provenientes de diferentes fontes, utilizando ferramentas Matemáticas para formar uma opinião própria que lhe permita expressar-se criticamente sobre problemas da Matemática, das outras áreas do conhecimento e da atualidade;
raciocinar e resolver problemas, de comunicação, bem como o espírito crítico e criativo; utilizar com confiança procedimentos de resolução de problemas para desenvolver a compreensão dos conceitos matemáticos;
expressar-se escrita e graficamente em situações Matemáticas e valorizar a precisão da linguagem e as demonstrações em Matemática;
estabelecer conexões entre diferentes temas matemáticos e entre esses temas e o conhecimento de outras áreas do currículo;
reconhecer representações equivalentes de um mesmo conceito, relacionando procedimentos associados às diferentes representações;
promover a realização pessoal mediante o sentimento de segurança em relação às suas capacidades Matemáticas, o desenvolvimento de atitudes de autonomia e cooperação.
Buscando contemplar essas premissas, para cada etapa do Ensino Fundamental e Ensino Médio, os descritores, apresentados nos quadros anexos, têm a finalidade de indicar os campos de conteúdo que serão explorados na avaliação, com a finalidade de orientar os elaboradores de questão e de divulgá-los aos sistemas de ensino.
Indicações para a elaboração da prova
1. As questões devem ser elaboradas a partir de contextos que confiram significados. 2. É fundamental que na formulação de questões seja considerado o nível de conhecimento mobilizado na resolução da questão, de modo promover uma diversidade de possibilidades. Sugerimos como referência a classificação de Aline Robert, que em seu artigo “Ferramentas de análise de conteúdos a ensinar” (1998) classifica o funcionamento de conhecimento pelos alunos em três níveis: técnico, mobilizável e disponível.
O aluno põe em funcionamento um conhecimento de nível técnico quando resolve uma questão simples que corresponde a uma aplicação imediata de um conhecimento. Em geral, há indicação do método a utilizar.
No nível de funcionamento mobilizável, os conhecimentos que serão utilizados estão bem identificados no enunciado da questão, mas necessitam de alguma adaptação ou de alguma reflexão antes de serem colocados em funcionamento.
O nível de funcionamento disponível corresponde a resolver uma situação proposta sem nenhuma indicação ou sugestão em seu enunciado. É preciso achar os conhecimentos que favorecem a resolução da questão.
A porcentagem para essa distribuição pode ser a seguinte:
Nível Percentual
Técnico 20
Mobilizável 50
Disponível 30
3. Deve-se privilegiar a resolução de problemas em todos os itens em especial as de nível mobilizável e disponível.