2.2 Analyser av tekstene
2.2.2 Den hvite bungalowen
Os critérios de análise para os projetos arquitetônicos foram estabelecidos à luz da teoria da Sintaxe Espacial, apresentada no capítulo 1. O mapa de barreiras e os grafos
justificados foram os instrumentos utilizados para a análise da repercussão do SINASE nos
projetos arquitetônicos das unidades.
O mapa de convexidades, também da Sintaxe Espacial, não será utilizado tendo em vista que se refere à análise de espaços abertos, o que não condiz com o objeto de estudo. O
mapa de axialidade espacializa o movimento de pedestres nos espaços urbanos e nos edifícios, o que também não é foco desse estudo.
Assim, utilizaremos o mapa de barreiras, que mostra em desenhos as barreiras que limitam o fluxo de pedestres no espaço criando espaços mais segregados, bem como os grafos justificados, que também dizem respeito à integração e segregação dos espaços, pois apresentam a distância, ou profundidade, de um ambiente em relação aos demais e, assim, o seu grau de segregação.
A escolha dos instrumentos que consideram a segregação e integração dos espaços é interessante para a pesquisa em questão, pois acredita-se que a mudança de paradigma para uma política socioeducativa indica a adoção de espaços mais integrados onde as relações de convívio entre funcionários e adolescentes e entre os jovens com os seus pares é priorizada, em detrimento da segregação e do isolamento dos espaços.
Assim, com o mapa de barreiras e os grafos justificados, foi possível analisar a repercussão das diretrizes do SINASE nos projetos arquitetônicos, a partir da definição dos critérios:
6.1.1 Arranjo dos espaços
É definido pelo modo como as áreas estão distribuídas no terreno, considerando o programa de necessidades estabelecido pelo SINASE. Tal critério foi subdivido em outros três:
6.1.1.1 Tipologia do edifício
Considera-se aqui a presença de uma configuração que facilite ou dificulte a socioeducação, tal abordagem é qualitativa e foi analisada a partir da presença de espaços mais abertos ou mais fechados.
6.1.1.2 Implantação do edifício
Em tal critério, levou-se em consideração a localização do edifício em relação ao restante da cidade, bem como os seus acessos, de modo a identificar a relação do edifício com o meio urbano (comunidade), e a disposição dos espaços no terreno, identificando assim os espaços que foram priorizados no arranjo.
6.1.1.3 Proporção dos espaços
Nesse critério busca-se identificar a relação entre o total de área construída e a área disponível para os espaços de convívio, espaços destinados aos serviços e administração e para os de privação, que seriam os alojamentos.
Cada um desses itens será analisado de forma conjunta, dentro do critério maior que é o arranjo dos espaços. O objetivo é identificar as potencialidades de integração e segregação dos espaços existentes na unidade, avaliando assim como as diretrizes pedagógicas do SINASE repercutem no projeto arquitetônico de cada uma das unidades.
6.1.2 Estudo das barreiras e permeabilidades 6.1.2.1 Índice de fechamento
Diz respeito aos elementos arquitetônicos que funcionam como barreiras que controlam ou impedem o acesso de um espaço a outro; é o “grau de sistemas que se formam mais por espaços fechados, ou mais por abertos” (HOLANDA; FRANÇA, 2003, p. 140). Tal índice será avaliado a partir dos mapas de barreiras.
De acordo com Holanda (2003), os espaços abertos são aqueles que, na ligação de um cômodo com outro, há apenas uma linha de piso que os separa. Já os espaços fechados são aqueles onde a passagem de um cômodo para outro é limitada por uma porta, divisória ou parede, por exemplo.
O fechamento pode ser total, que inclui a ausência de visualização do que está do outro lado, ou parcial, onde é possível ver o outro ambiente. Consideramos que tal fechamento também pode ser total ou parcial quanto à possibilidade de comunicação, verbal
ou visual, com o indivíduo que está do outro lado, bem como quanto à possibilidade de contato físico.
Tal índice foi analisado através da identificação de elementos arquitetônicos que representam espaços fechados totalmente, parcialmente ou abertos.
Assim, foi possível identificar os limites e barreiras, portas, paredes, muros, divisórias, janelas, linhas de piso, que separam dois espaços e que podem impedir ou limitar a conectividade entre eles.
6.1.2.2 Nível de profundidade
É a distância média entre os espaços: quantos cômodos têm que se percorrer a partir de algum cômodo específico para se chegar ao outro. O estudo foi feito por meio de “grafos justificados” que, de acordo com Holanda; França (2003, p. 139), “é a representação de um sistema de permeabilidades: espaços são representados por círculos e a relação de permeabilidade entre espaços por linhas. Um grafo justificado é construído a partir de um determinado espaço do sistema – sua “raiz”. Ele é justificado em relação a esta raiz.
O nível de profundidade teve como objetivo identificar a distância entre os espaços de privação, que seriam os alojamentos, considerados a raiz, e os espaços de convivência, em cada uma de suas áreas (educação, esporte, lazer, religiosidade, visitas, refeitório, etc.).
6.1.2.3 Fluxograma funcional
Este critério consiste na elaboração dos diagramas de fluxos da unidade, pontuando os ambientes percorridos pelos adolescentes e demais funcionários de modo a identificar onde esses fluxos se cruzam e a relação entre eles. O fluxograma foi elaborado de forma esquemática nas plantas baixas das unidades. O objetivo de tal critério foi analisar os espaços potenciais para o cruzamento de fluxos e, assim, para o provável estabelecimento de relações sociais e de convívio.
Com os critérios de barreiras e permeabilidades, o que se pretendeu foi identificar como as barreiras, a profundidade e a possibilidade de cruzamento de fluxos podem potencializar ou prejudicar a conectividade entre os espaços de convívio, de privação e as áreas de serviços e administrativa, criando, assim, espaços mais integrados ou segregados.
A questão da segregação do espaço foi levantada, por se acreditar que não é a presença excessiva de barreiras que controlam o fluxo de indivíduos no espaço, mas o estabelecimento de limites que devem ser cumpridos independentemente dessas barreiras.