• No results found

7. Resultater og diskusjon

7.2 Den entreprenørielle dannelsesprosess

Historicamente, no Brasil, fatores ambientais e motivacionais influenciaram o envolvimento das empresas com o mercado internacional. Os IEDs começam a fazer parte das políticas de incentivos governamentais a partir de 1990. Alguns pontos relevantes na economia que impactaram a internacionalização são assinalados no Quadro 12, a seguir.

Quadro 12 - Perspectiva histórica dos fatores e os impactos na internacionalização das empresas brasileiras

Fatores Ambientais Fatores Motivacionais Impactos na internacionalização

Década de 1960-70

- Forte crescimento da economia brasileira; (Milagre Econômico); - Grande expansão do comércio internacional;

- Política governamental de apoio às exportações;

- Economia Fechada, protecionismo.

Pedidos do exterior;

Incentivos Governamentais. Estímulo à internacionalização via exportação.

Década de 1980

- Recessão Internacional; - Expansão do Japão e dos Tigres Asiáticos;

- Década perdida, recessão no Brasil; - Fechamento da economia.

Os pedidos de exportação são transferidos para a Ásia; Escasseiam os incentivos à exportação;

Falta competitividade aos produtos brasileiros.

Redução das exportações.

De 1990 a 1995

- Abertura de mercado, entrada de concorrentes estrangeiros; - Criação do MERCOSUL; -Lei Kandir (1993). Lei complementar n. 87, de 13 de setembro de 1993, que isenta o IPI e o ICMS das exportações de bens primários e semielaborados.

Aumenta a percepção do risco no mercado interno;

Open mind para novos mercados. Isenta de IPI e ICMS as exportações de bens primários e semielaborados.

Estímulo ao investimento estrangeiro direto.

Estímulo à exportação da PME.

De 1995 a 1998

- Expansão do mercado interno; - Sobrevalorização da moeda nacional, o Real.

Aumenta a atratividade do mercado doméstico;

Falta competitividade aos produtos brasileiros.

Diminuição das exportações; Estímulo ao Investimento estrangeiro direto.

De 1998a 2000

- Crise cambial em 1999; - Desvalorização do Real;

- Foi adotado o regime de metas de inflação com câmbio flexível.

Cresce a competitividade dos produtos brasileiros no exterior.

Estímulo às exportações; Diminuição dos Investimentos estrangeiros diretos.

De 2000 a 2008

- Ataque terrorista de 11 de setembro de 2001 modifica as relações políticas e comerciais entre os EUA e o resto do mundo;

- Chega ao poder, no Brasil, governantes de esquerda; - O Brasil inicia uma fase de estabilidade econômica, consegue acumular mais reservas do que a dívida externa, recebendo status de credor;

- Crise e moratória Argentina.

A explosão da demanda por matérias- primas, especialmente na China, elevou os preços das commodities a níveis recordes.

A combinação notavelmente virtuosa de baixas taxas de juros e abundante liquidez no mundo, com a melhoria dos balanços de pagamentos em contas correntes dos países emergentes, favoreceu o fluxo de investimentos e aplicações financeiras para estes países. O maior crescimento da absorção doméstica, combinado com a desvalorização da taxa de câmbio até meados de 2008, provocou uma redução dos superávits na Balança Comercial.

Aumento das exportações do Brasil para a China e implantação de fábricas de empresas brasileiras no exterior, especialmente na China.

2008/2009

- A China aparece como a segunda grande potência mundial;

- Forte desvalorização do real no final de 2008.

Significativa queda da relação Dívida/PIB neste ano, quando comparada à posição observada no final de 2007.

Empresas brasileiras se internacionalizam para buscar minimizar os riscos do câmbio Fonte: Adaptado de Rocha (2003) até 2000 e, entre 2000 e 2009, o quadro foi completado pela autora

Outra característica das PMEs brasileiras é a falta de recursos. Esta falta de recursos diferencia as PMEs brasileiras das PMEs de países desenvolvidos, que, mesmo com baixa qualidade gerencial e gestão informal, gozam de financiamentos sem muitas restrições. As PMEs brasileiras têm dificuldades na obtenção de financiamentos públicos. (CEZARINO; CAMPOMAR, 2006).

Mesmo considerando as dificuldades das PMEs brasileiras, o número de PMEs é muito maior que o das empresas de grande porte, como pode ser verificado na Tabela 3.

Tabela 3 - Número de empresas exportadoras segundo seu tamanho em 2008

TOTAL ANUAL INDÚSTRIA COMÉRCIO/SERVIÇOS

Quantidade Valor US$ FOB Quantidade Valor US$ FOB Quantidade Valor US$ FOB

Total Geral 23.032 197.942.442.909 15.198 154.887.334.273 7.223 42.710.407.812 Microempresa 5.054 267.259.637 2.404 163.715.071 2.650 103.544.566 Pequena Empresa 6.066 2.042.103.284 3.759 1.364.369.676 2.307 677.733.608 Média Empresa 5.793 8.899.874.080 4.841 7.426.116.078 952 1.473.758.002 Grande Empresa 5.508 186.388.505.084 4.194 145.933.133.448 1.314 40.455.371.636 Fonte: MDIC (2008)

Apesar do alto valor exportado no ano de 2008, se comparado ao de 2007, observa-se que o desempenho das exportações foi bastante desigual, considerando-se o porte das empresas. O valor exportado pelas Microempresas teve uma queda de 48,31% em relação ao ano de 2007, já para as Pequenas empresas esse decréscimo foi de 27,25%, apesar de o número de empresas ter aumentado em 6,08%. De acordo com o relatório da SECEX (2009), desagregando os números, verifica-se, no entanto, que parte desse resultado se deve à mudança de categoria de 332 empresas micro e pequenas para médio (324) e grande porte (8), ligadas principalmente aos setores do agronegócio, químico e de máquinas e equipamentos, fazendo diminuir, desta forma, a base de exportadores MPEs em 2008 na comparação com 2007.

Outro fator a influenciar o desempenho da categoria em 2008, de acordo com o mesmo relatório, foi a saída líquida de 467 MPEs da pauta exportadora em 2008 sobre 2007, consequência de o ingresso de 3.542 exportadores ter sido inferior a 4.009 empresas que deixaram de exportar. Este comportamento pode estar ligado ao eventual ambiente

desfavorável de competitividade, situação esta que se agravou com a crise econômica mundial iniciada em setembro de 2008, e que teve como efeito a redução drástica da demanda externa. A SECEX (2009) registra que desde o início das publicações oficiais por porte de empresa, em 2002, as micro e pequenas empresas são maioria absoluta no comércio exterior brasileiro, tendo alcançado o pico em 2006, quando 12.218 empresas da categoria exportaram.

Já na média empresa o número aumentou de 5.793 para 5.811, mas mesmo assim o valor FOB em dólares exportado apresentou um decréscimo de 8,4%. Diferentemente das PMEs, a grande empresa apresentou um aumento de 7,1% na quantidade de empresas e aumentou também o valor exportado em cerca de trinta e nove bilhões de dólares (26,3%). A grande empresa é responsável por 94,2% do total do valor exportado em 2008, a média empresa por 4,6% e a Micro e Pequena Empresa por 1,2%. (SECEX, 2009).

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), a Secretaria de Tecnologia Industrial do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e a Delegação da Comissão Europeia (DCE) lançaram, em dezembro de 2009, o Projeto de Apoio à Inserção Internacional de Pequenas e Médias Empresas Brasileiras (PAIIPME). O PAIIPME é resultado do Ajuste Complementar ao Acordo-Quadro de Cooperação firmado entre a União Europeia e a República Federativa do Brasil, promulgado em 1995, e significa investimentos que irão promover o desenvolvimento e a inserção internacional de PMEs brasileiras, que passarão por processos de informatização, profissionalização, capacitação e qualificação de produção e serviços. Alguns editais deste projeto já estão abertos para promover a qualificação das PMEs e assim torná-las mais competitivas internacionalmente. (MDIC, 2010).

No que tange ao IED, o Brasil não publica dados por porte de empresa. Portanto, resta apresentar aqui o valor dos Investimentos Diretos Brasileiro no Exterior (IDBE). No ano de 2007 o valor total dos IDBE foi de US$ 155.176 milhões; já no ano de 2008 foi de US$ 170.397 milhões, representando um acréscimo de aproximadamente 9,8%, conforme dados do BACEN, 2009.